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Todavia, a realidade das Bibliotecas e outros espaços culturais é bem diferente. Formar público começa por motivar esse mesmo público a alterar a sua rotina e ir. Essa motivação quer-se recorrente para criar uma dinâmica de continuidade. Leva anos, é um trabalho silencioso e totalmente desvalorizado. Com a falta de verbas, as Bibliotecas Públicas estão à beira de perder os frutos deste longo trabalho, cujas consequências serão devastadoras para a formação de leitores.
As livrarias podem e devem apostar numa programação que invista no leitor e na leitura, mas não é essa a sua primeira função.
Por isso, este primeiro encontro revelou-se um casamento perfeito entre público e livreiros, que nos faz a todos respirar esse ar especial que a Livraria tem (pelo menos a Livraria humanizada e competente) e ainda acreditar que é possível.


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