Terça-feira, Novembro 29, 2011

É um primeiro passo...

Não é a primeira vez que Fernando Pinto do Amaral refere a sua intenção de alargar o PNL aos adolescentes do 3º ciclo e ensino secundário. Já o tinha afirmado na última Conferência Internacional do PNL. A mim parece-me muito bem. Não faz sentido que alunos desde sempre abrangidos pelo PNL fiquem por sua conta e risco a partir do 7º ano. Em muitos casos não é assim porque os professores bibliotecários e algumas Bibliotecas Municipais investem neste público, por definição ou mito, o mais difícil.
Nem tanto, mas enfim...
As declarações do Comissário do Plano Nacional de Leitura podem ser lidas na íntegra no Jornal Público. Se, por um lado, é muito positivo que se aposte nos alunos mais velhos, numa lógica de continuidade, e na qualidade dos projectos, agora que a maioria dos espaços têm fundos mais do que razoáveis, por outro o PNL vai fazê-lo de bolsos vazios, à imagem do que acontece com grande parte das instituições públicas nacionais. E por muito que haja voluntarismo, os mediadores não vivem do ar...

Na voragem dos dias... continuam os lançamentos



Eu Só, Só Eu (Ana Saldanha, Yara Kono, Caminho) vai ser dado à partilha na Livraria Papa-Livros, no próximo sábado, dia 3, às 16h00.


O texto é absolutamente delicioso, na cadência e no desenlace que espanta e faz sorrir. Os tons escolhidos, entre os cinzas e os vermelhos, ajudam a aquecer o coração. Esta coisa da maternidade é bonita, sim senhor. E a fraternidade???

Modas e mediação (não; não são bordados!)

Recebi há umas semanas um press release de um livro cujo fenómeno desconhecia. É a experiência de Mia Rose, ao que parece uma rapariga que começou a gravar umas músicas no youtube e que se tornou internacionalmente conhecida.

Diz o press da Porto Editora: «Atualmente, em A Voz de Portugal, da RTP 1, Mia Rose é membro do júri (“mentora”, assim se diz na linguagem do programa) ao lado de artistas como Rui Reininho, Paulo Gonzo ou os Anjos. Mas o seu percurso começou muito antes e foi com base nessa experiência que decidiu escrever o livro Mia Rose – 15 passos para ser uma estrela na música, à venda a partir de 7 de novembro. (...)»

E mais à frente: «Na nota de imprensa que enviamos em anexo, podem encontrar mais detalhes sobre o livro da artista que não quis ser a «nova Rihanna», como lhe prometia a Universal Music, nos Estados Unidos.»

Pensei que teria de saber quem era, que provavelmente o meu público lhe seria devoto e que urgia ter mais informações. Depois, esqueci.

Entretanto, numa acção em Montemor-o-Novo, a propósito da leitura de biografias, lembrei-me do caso e perguntei aos alunos se conheciam Mia Rose. Que sim, pois claro. Uns gostavam, outros nem tanto, o normal.

Se tivéssemos tido tempo, a conversa teria continuado animada sem que fosse necessário que eu conhecesse a história.

As modas são dominadas pelos adolescentes, por isso são modas. Aí está um assunto em relação ao qual o adulto não tem de fazer qualquer esforço. Se o mediador vai tentar ser fã de tudo aquilo de que o adolescente gosta, tornar-se-á ridículo perdendo a sua credibilidade. A sinceridade faz parte do pacto de confiança e não pode ser quebrada. Ao contrário de dominar as modas, o mediador pode simplesmente perguntar por elas a quem as segue. O adulto não se deve interessar por tudo o que interessa ao adolescente e sim pela sua pessoa. Assim, o diálogo flui e nós aprendemos alguma coisa. Discutem-se opiniões, valores, atitudes, e todos ganham.

A única coisa que convém que saibamos é que Mia Rose lançou um livro, não vá um ou uma fã não leitora ficar de tal maneira entusiasmada que o vá ler de um fôlego.

E isso, agora, já todos sabemos.

Pequenas Leituras na Leitura

As Pequenas Leituras rumam ao Porto, para uma sessão moderada pela editora da Kalandraka, Margarida Noronha, sobre o tema do livro infantil para crianças com necessidades especiais. Susana Azevedo, editora da Cuckoo, estará presente para partilhar o seu projecto.
«Porque as histórias são para todos!» é o tema e mote da sessão, já amanhã, pelas 21h30.

Segunda-feira, Novembro 28, 2011

O que sabemos sobre a vida e a morte...



No filme O Gran Torino, Walt esgrima argumentos com o jovem padre sobre a vida e a morte.


Kazumi Yumoto (escritora) e Komako Sakai (ilustradora) reflectem sobre o tema no novo álbum da Bruaá, O Urso e o Gato Selvagem. Pelas primeiras páginas, disponibilizadas no blogue da editora, o livro perpassa uma melancolia que resulta de um frágil equilíbrio entre a luz e as sombras (que texto e ilustração evidenciam com muito cuidado).


A escritora, (Japão, 1959) tem várias novelas juvenis sobre o tema da morte e a aprendizagem da vida. A mais conhecida, Friends, venceu o Boston Globe Horn Book na categoria de ficção.


Falta agora conhecer o álbum, mas provavelmente depois será mais difícil encontrar as palavras certas para falar dele.

Anthony Browne no El País




O inglês Anthony Browne vai responder às perguntas dos leitores do jornal El País, nas suas entrevistas digitales. Hoje, entre as 19h00 e as 20h00 (hora espanhola), basta aceder a este link e enviar a pergunta ao autor, vencedor do Prémio Andersen em 2000.

Domingo, Novembro 27, 2011

Ver para Crer em Penedono

Untitled from O Bicho dos Livros on Vimeo.


Os alunos de uma das turmas do 5º ano que participaram no atelier Ver para Crer na Biblioteca Municipal de Penedono, na passada 6ª feira, a votar nos livros que lhes parecem mais interessantes depois de terem visto as capas, o nº de páginas, o tipo de letra e as ilustrações. Neste momento, ainda não sabiam nada sobre o tema dos livros.
As votações alterar-se-iam, tendo havido um aumento de votos em todos os livros depois da leitura das sinopses e de pequenos excertos.

Sexta-feira, Novembro 25, 2011

Na voragem dos dias... o mundo no chão na pó dos livros

É já um bocadinho em cima da hora mas fica o convite aos leitores, grandes e pequenos, para irem amanhã à Livraria Pó dos Livros, em Lisboa, pelas 11h00, e descobrirem que mundo é este que se vê a partir de um buraco especial, no soalho de uma casa abandonada. Eu própria, que lá estarei a conversar com os autores e com quem aparecer, estou cheia de curiosidade...

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

Amanhã estamos assim...



Por isso se justifica a catadupa de posts que acabámos de colocar...
6ª feira regressamos ao trabalho e à produção, a bem da nação...

Atelier Para Que Servem as Imagens


Na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana, em Cascais, Eva Mejuto orienta um atelier sobre ilustração, para adultos, na próxima 6ª feira. A não perder.

Boas razões para ir a um lançamento

Hoje, na Casa das Histórias, quem lá esteve ouviu uma excelente leitura dramatizada de Oinc! pelo actor Miguel Fragata que impressionou adultos e crianças com as onomatopeias que invadem o livro e com a sua expressividade corporal.

Depois, já encantados, ouvimos as explicações da autora Isabel Minhós Martins e do designer gráfico Rui Silva sobre a composição do livro. Das seis litografias de Paula Rego, todas referentes à parte central da história, expandiu-se a imagem através das cores, da exploração tipográfica das onomatopeias (que constam na fixação em texto da história tradicional), e de buracos nas páginas que permitem espreitar detalhes significativos das próprias litografias.


Isabel afirmou que as onomatopeias foram o ponto de partida, a par do pormenor das socas, que a impressionaram quando visitou a Casa das Histórias e observou as litografias para criar o projecto.


Rui Silva considera que o facto de haver menos imagens foi positivo, deixando espaço para a imaginação e para pensar: "à medida que se percorre o livro criam-se pausas e momentos emocionais."


A leitura não será a mesma, depois de termos tido acesso ao processo de criação do álbum, às inquietações dos autores e às suas interpretações, inclusive a do actor. Será uma leitura muito mais rica.

Na voragem dos dias... uma luz pelo Planeta Tangerina



Na próxima 6ª feira o Planeta Tangerina lança o seu livro O que vês dessa janela?, sobre a mudança da comunidade alentejana da antiga para a actual Aldeia da Luz. O projecto resulta de uma encomenda do Museu da Luz às autoras, terá distribuição em todo o país e estará igualmente à venda no Museu. Às crianças da aldeia da Luz, o álbum será oferecido.


Oportunamente abre-se a porta da livraria Ler Devagar, no espaço Lx Factory, para receber o lançamento, pelas 18h30. Para além da conversa com Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, haverá ainda tempo para a projecção do documentário de Catarina Mourão A Minha Aldeia já não Mora Aqui.

Terça-feira, Novembro 22, 2011

Mulherzinhas regressa às livrarias

O clássico de Louisa May Alcott, Mulherzinhas, volta a ser editado, com a chancela da Oficina do Livro. A editora tem vindo a apostar em livros que fizeram parte da formação leitora de muitas raparigas e o sucesso de As Gémeas (Enid Blyton) dá garantias de bons resultados à estratégia.

Por nostalgia, curiosidade ou interesse académico, todos podem agora ler ou reler esta obra numa nova edição.

Transformar livros em filmes de 90 segundos

A ideia foi do americano James Kennedy que desafiou crianças e jovens a adaptar qualquer um dos livros vencedores do Newberry Award num filme de 90 segundos.
The 90 Second Newberry Film Festival teve agora a sua primeira edição, com uma sessão na Harold Washington Library em Chicago e outra, a primeira, na The New York Public Library, onde se visionaram os filmes participantes.
A iniciativa visa promover a leitura, especialmente de livros esquecidos, já que o Prémio Newberry é atribuido anualmente desde 1922.

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

Na voragem dos dias... lança-se Oinc! na Casa das Histórias

Dia 24, pelas 10h30, na Casa das Histórias, Fundação Paula Rego, em Cascais, será lançado Oinc!. A edição é da Orfeu Negro e surgiu a convite da Fundação. A partir das litografias da pintora, Isabel Minhós Martins recriou a história tradicional do Princípe Porco.

À atenção de quem gosta de poesia

A poesia é literatura, todos o sabemos. Mas há um sentido poético, por analogia estética, em muitas imagens. No blogue o verão a correr lemos poemas nas composições textuais e nas ilustrações. São duas antologias que se vão construindo em diálogo neste work in progress que um blogue sempre permite.

(a ilustração é de Elena Odriozola e faz parte do cabeçalho do blogue)

Domingo, Novembro 20, 2011

Na voragem dos próximos dias, uma nova forma de calendário

Entre 4ª feira, dia 23 e domingo, dia 27, há cinco lançamentos de livros infantis na zona da grande Lisboa. Para quem pode, para quem gosta, para quem precisa de se inspirar... É começar a ajustar o calendário.

23 Novembro: OINC!, Isabel Minhós Martins, Paula Rego, Orfeu Negro e Fundação Paula Rego
25 Novembro: O que vês dessa janela?, Isabel Minhós Martins, Madalena Matoso, Planeta Tangerina, ENIA
26 Novembro: O Mundo no Chão, Nuno Casimiro, João Vaz de Carvalho, Bags of Books
26 Novembro: Se eu fosse um livro, José Jorge Letria, André Letria, Pato-lógico
27 Novembro: A Casa Sincronizada, Inês Pupo, Gonçalo Pratas, Caminho

Como é bom ler sem razão...

Estava hoje a olhar para a estante à procura de um álbum com texto poético. Escolhi, porque não me lembrava bem dele, De Sol a Sonho, de Raul Malaquias Marques e Yara Kono (Caminho, 2009).

Li, aleatoriamente, alguns poemas em voz alta. E gostei.


Ter livros na estante é mesmo isso: voltar a eles, ser surpreendida, reler livremente. E, ao contrário da voragem de lançamentos que se aproximam, poder respirar tranquilamente. Saber que posso voltar a fazê-lo para o ano, e no outro, e no outro.
Por deformação profissional, resta dizer que o livro é muito bom. Os poemas não são simplistas e meras associações fonéticas, e as ilustrações amplificam um imaginário de recriação de formas, ou sujeitos. Que é como quem diz, abala a eterna tensão entre forma e conteúdo...

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

Os Melhores Livros Ilustrados para Crianças de 2011 pelo The New York Times

Já são conhecidos os Dez Melhores Livros Ilustrados de 2011, para o The New York Times.

O slideshow mostra as capas dos dez livros escolhidos e uma ilustração do interior de cada um. Ao lado, a ficha técnica e a recomendação etária... Não sabemos se um dos critérios foi a diversidade estética das obras entre si, mas o estilo dos ilstradores aparenta ser bastante distinto.


Entre os dez, consta Lane Smith com Grandpa Green, da Roaring Book Press, cuja capa reproduzimos acima. Quem tiver curiosidade, pode ver algumas páginas do livro no site da Amazon. E vai gostar, de certeza que vai!

o álbum na literatura para a infância nos 17ºs encontros luso-galaico-franceses




Os 17ºs Encontros Luso-Galaico-Franceses já têm data. Durante o dia de 2 de Dezembro e a manhã de dia 3, reunem-se, na Escola Superior de Educação do Porto, investigadores, escritores e ilustradores a discutirem «O Álbum na Literatura para a Infância». Como sempre, há troca de experiências entre portugueses, galegos e franceses, que vale sempre a pena ouvir. José António Gomes falará da Malasartes, Carla Maia de Almeida e Manuela Bacelar conversarão com Sara Reis da Silva sobre a sua obra. Mas não são os únicos motivos de interesse dos Encontros. Fica o programa completo e todas as informações logísticas.



Programa



2 de dezembro, sexta-feira


Auditório da ESE
9:00 Receção dos participantes
9:30 Sessão de abertura
Presidente da ESE do Porto Representantes das entidades organizadoras
10:00 Para uma poética do álbum
Ana Margarida Ramos (Universidade de Aveiro, LIJMI, ELOS, Portugal)
Intervalo
11:15 As reescritas no álbum infantil galego
Carmen Ferreira Boo (Universidade de Santiago, LIJMI, ELOS, Galiza)
11:45 Os álbuns de Carla Maia de Almeida
Carla Maia de Almeida (escritora, Portugal) Sara Reis da Silva (Universidade do Minho, LIJMI, ELOS, Portugal)
Almoço
Auditório da ESE
14:30 A investigação em Literatura para a Infância e a Juventude
Blanca-Ana Roig Rechou (Universidade de Santiago, LIJMI, ELOS, Galiza) Sara Reis da Silva (Universidade do Minho, LIJMI, ELOS, Portugal)
15:30 Apresentação da obra O Álbum na Literatura Infantil e Xuvenil (2000-2010)
Mar Fernández (Universidade de Santiago, LIJMI, ELOS, Galiza)
Intervalo
Encontros / ateliers
Auditório da ESE
16:15 Encontro com António Mota (escritor) e José Manuel Saraiva (ilustrador)
Maria Elisa Sousa José António Gomes (ESE do Porto, NELA)
Sala 2
16:15 Os álbuns de Eric Many
Eric Many (ESE do Porto, França)
Sala 3
16:15 Os álbuns de Oli e Ramón Trigo
Carme Ferreira (Universidade de Santiago, LIJMI, ELOS, Galiza) Geovana Gentili (Universidade de Santiago, LIJMI, ELOS, Brasil)
Sala 4
16:15 UM PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM TORNO DE LIVROS RELACIONADOS COM OS DIREITOS DA INFÂNCIA
Alunas da licenciatura em Educação Básica Ana Cristina Macedo (ESE do Porto, NELA, LIJMI, ELOS, Portugal)
Sala 6
16:15 Os álbuns de Manuela Bacelar
Carina Rodrigues (bolseira da FCT; LIJMI, ELOS, Portugal)
Momento musical
Salão de Música da ESE
18:00 Canções de FernaNdo Lopes-Graça e Eugénio de Andrade Aquela nuveM e outras
Alunos da licenciatura em Educação Musical direção: Rui Ferreira (ESE do Porto, Portugal)

3 de dezembro, sábado


Auditório da ESE
9:30 A crítica e a investigação em Literatura Infantil e Juvenil
Vanessa Regina Ferreira da Silva (Universidade de Santiago, LIJMI, ELOS, Brasil)
A revista Malasartes: Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude
José António Gomes (ESE do Porto, NELA, LIJMI, ELOS, Portugal)
A revista AILIJ
Isabel Mociño González (Universidade de Vigo, LIJMI, ELOS, Galiza)
10:15 A construção de álbuns ilustrados
Oli e Ramón Trigo (escritores e ilustradores, Galiza) Marta Neira Rodríguez (Escuela Universitaria de Magisterio CEU-Universidade Vigo, LIJMI, ELOS, Galiza)
Intervalo
11:30 A obra de Manuela Bacelar
Manuela Bacelar (ilustradora, Portugal) Sara Reis da Silva (Universidade do Minho, LIJMI, ELOS, Portugal)
12:30 Encerramento


Representantes das entidades organizadoras


Comissão organizadora
Presidência
José António Gomes (ESE do Porto); Blanca-Ana Roig-Rechou (Universidade de Santiago-Liter21)
Secretariado
Ana Cristina Macedo (ESE do Porto); Ana Isabel Pinto (ESE do Porto); Ana Catarina Lajas e Elisama Oliveira (Mestrado em Ens. dos 1.º e 2.º ciclos do EB, ESE do Porto); Carme Ferreira (Liter21, Universidade de Santiago); Mar Fernández (Liter21, Universidade de Santiago), Marta Neira Rodríguez (Liter21, Universidade de Santiago)


Comissão científica
Portugal
Ana Margarida Ramos (Universidade de Aveiro); Madalena Teixeira da Silva (Universidade dos Açores); Maria Elisa Sousa (ESE do Porto); Sara Reis da Silva (Universidade do Minho)
Galiza
María Jesús Agra (Universidade de Santiago); Isabel Mociño González (Universidade de Vigo); Lourdes Lorenzo (Universidade de Vigo); Veljka Ruzicka Kenfel (Universidade de Vigo)
França
Eric Many (ESE do Porto); Anne-Laure Stamminger (Institut Français Portugal)
Entidades organizadoras
LIJMI (Rede Temática de Investigação As Literaturas Infantis e Juvenis do Marco Ibérico e Iberoamericano) – Liter21
ELOS – Associação Galego-Portuguesa de Investigação em Literatura Infantil e Juvenil (secção de ANILIJ)
Revista Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude


Apoios
Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto
Porto Editora
Kalandraka

Prazo-limite para entrada da inscrição: 28 de novembro.

Valor da inscrição
Público em geral: 20 Є (em dinheiro; pagamento no local, no dia 2)
Estudantes da ESE do Porto: 10 Є (em dinheiro; pagamento no ato de inscrição ou no local, no dia 2)
Outros estudantes do Ensino Superior: 15 Є (em dinheiro; pagamento no local, no dia 2).

Nas inscrições enviadas por e-mail ou pelo correio será respeitada a ordem de chegada.
Estudantes da ESE do Porto – são-lhes reservadas 50 inscrições, respeitando-se a ordem de chegada. Atingidas estas 50 inscrições, as restantes manter-se-ão provisórias e sujeitas a confirmação, a comunicar aos interessados no dia 29 de Novembro.

A inscrição nos encontros/ateliers far-se-á no secretariado, na manhã do dia 2.

Os participantes terão direito a um Certificado de Presença e a uma pasta com documentação.

Informações e inscrições
Ana Cristina Macedo, Ana Isabel Pinto, José António Gomes
UTC de Ciências da Linguagem e Literatura
Escola Superior de Educação Instituto Politécnico do Porto

E-mail
nela@ese.ipp.pt
Tel.: 22 507 34 96

Imprimir ou fotocopiar esta ficha, preenchê-la e entregar ou remeter para:

17.os Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infantil e Juvenil
Escola Superior de Educação do Porto (a.c. Dr.ª Ana Isabel Pinto)
Rua Dr. Roberto Frias, 602
4200-465 PORTO

Terça-feira, Novembro 15, 2011

Vencedores do Roald Dahl Funny Prize 2011

Foram entregues, no dia 8 de Novembro, os Prémios aos Vencedores da edição deste ano do Roald Dahl Funny Prize. Na categoria de livros para crianças até seis anos de idade, o vencedor foi Cats Ahoy com texto de Peter Bently e ilustração de Jim Field. The Brilliant World of Tom Gates, escrito e ilustrado por Liz Pichon, ganhou na categoria 7 - 14 anos.

Na página do Booktrust há entrevistas dos autores, resenhas dos livros, os nomeados para as shortlists (onde se encontra, por exemplo, a versão original de Maurício da Gama é novo na escola, editado em Portugal pela Planeta Júnior), as opiniões dos membros do júri e as regras de funcionamento do Prémio.

Há um aspecto interessante a acrescentar: para além do júri, votam igualmente crianças e jovens que assumem o compromisso de ler a totalidade dos livros propostos na shortlist.

Eu espero que ler não seja sempre uma experiência solitária ii


"Os pais devem estar separados porque ele está sozinho com o pai a enfeitar a árvore de Natal."
"Se o pai não puxasse os carrinhos, eles não andavam. É uma metáfora para a força da relação dele com os filhos."
"Depois eles já andam sozinhos, o pai tem o fio a protegê-los." (Na imagem em que escalam a montanha.)

"-O que é que falta nesta história que podia estar na vossa?
-A escola.
-Os amigos.
-Porque será que não estão lá?
-Porque a escola não o marcou.
-A história é a da família, que são os laços mais fortes que há."

(Antes da leitura, explorando a contracapa)
"A imagem representa a ilusão, o amor e a desilusão."

Segunda-feira, Novembro 14, 2011

Eu espero que ler não seja sempre uma experiência solitária

Algumas observações a partir da leitura Eu Espero (David e Cali e Serge Bloch, Bruaá) com 10ºs anos, na Escola Secundária de Montemor-o-Novo.
«-Aqui (Espero um bebé) o fio não é igual. Porque será?»

-Porque o amor por um filho é o mais forte.
-Aqui entrelaçam-se vários fios: o dele, o dela e o do bebé.»

«-Onde encontramos a mesma textura?
-Na camisola. A camisola pode ter sido feita pela mãe. O amor que ele tinha da mãe, dá-o agora ao filho. É um ciclo.»

«-Outra palavra para o título...
-Esperança.
-Eu desejo.»

«Depois de termos falado sobre o livro, tenho uma ideia completamente diferente: agora pode ser tudo triste: ele espera um beijo de boa noite e ninguém vem; quer o bolo e a mãe não lho dá; a chuva simboliza a sua tristeza e solidão...»

«-De todo o livro, o que escolheriam para vocês?»
-O fio!»

Domingo, Novembro 13, 2011

Paredes Meias

Quando chove, podemos explorar o que se passa dentro de portas...




Discurso do Urso, Julio Cortázar, Emilio Urberuaga, Kalandraka
O Meu Vizinho é um Cão, Isabel Minhós Martins, Madalena Matoso, Planeta Tangerina
O Senhor Nicanor, Ana Fernández-Abascal, Flavio Morais, Kalandraka

Sábado, Novembro 12, 2011

XI Encontro de Literatura Infantil em Chaves

Decorreu no passado dia 5, na Biblioteca Municipal de Chaves, o XI Encontro de Literatura Infantil e II Seminário Internacional Competências de Leitura, organizados pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), pelo Observatório de Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ) e pela Red de Universidades Lectoras.
A literatura tradicional e a narração oral foram os principais alicerces do Encontro, que apresentou diversas experiências de promoção da leitura e levou três narradoras que partilharam o seu património com os presentes. Ler aqui.

Sexta-feira, Novembro 11, 2011

É já daqui a pouco...

O lançamento do livro de poesia para crianças de João Ferreira Oliveira com ilustrações de Anabela Dias. A Origem das Espécies Reinventada, editado pela Trinta Por Uma Linha, é apresentado hoje, pelas 18h30, na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa.

Quinta-feira, Novembro 10, 2011

Andy Mulligan vencedor do Guardian Children's Fiction Prize



Com o seu terceiro livro, Return to Ribblestrop, o inglês Andy Mulligan é o vencedor da edição de 2011 do Guardian Children's Fiction Prize. O livro passa-se numa escola bizarra onde a ficção ultrapassa, de alguma forma, a realidade. O sarcasmo, a violência e uma sensação de verdade nos sentimentos das personagens terão contribuído para a decisão do júri.


No Guardian encontra-se a notícia do prémio, e diversos links para entrevistas do autor e recensões ao livro, que se destinará ao público juvenil.

Chegar a bom porto de boleia com um cavaleiro

Cavaleiro Coragem, Delphine Chedru, Orfeu Mini


Ainda não consegui acabar de ler O Cavaleiro Coragem. Não foi por falta de tempo ou por desinteresse. Talvez por azar ou inépcia.

Acabar de ler o livro implica ganhar o jogo, porque este Cavaleiro, parecido com alguns heróis de computador de há quinze anos, tem de ultrapassar inúmeros obstáculos, dentro e nas imediações de um castelo, para conseguir encontrar a coragem perdida.

Para isso, somos nós, os leitores, quem o deve ajudar, resolvendo enigmas matemáticos e de observação da imagem, e escolhendo uma de entre duas saídas para as páginas seguintes.

A imagética é a da cavalaria e da corte, com um discreto cuidado na escolha dos elementos visuais complementados pelo texto, que enriquecem estas páginas, não só em termos informativos, mas também no que à imaginação do leitor diz respeito.

O livro, em formato de álbum, é para crianças. Mas estou empenhada em vencê-lo também!

Terça-feira, Novembro 08, 2011

Revisitar a História da Literatura Infantil na Biblioteca de S. Lázaro



Na Biblioteca de S. Lázaro, em Lisboa, encontra-se um dos melhores acervos da literatura infantil portuguesa do séc. XX. Esta conferência será uma oportunidade tripla: pela comunicação em si, pela visita à biblioteca e pela consulta do seu fundo documental.

Escolher livros para os ateliers

Quando criamos um atelier, escolhemos os livros que consideramos, no momento, mais adequados para o público com quem vamos trabalhar. O Ver para Crer tem já sete anos neste formato, e não foram poucas as vezes que os livros mudaram. Como ferramenta de trabalho, temos uma lista de livros possíveis, de acordo com o grau de escolaridade dos alunos. De entre as opções da lista, escolhemos os seis livros que apresentaremos.


Como critério principal, temos a diversidade. Idealmente: uma ou duas fórmulas de acção (pode ser mais fantástico, mais policial, mais ingénuo ou mais rebuscado), um ou dois livros literários (Ana Saldanha e/ou Alice Vieira são obrigatórias porque com os seus livros unimos duas forças, a da qualidade literária e a do destinatário feminino - os rapazes não lêem livros cuja protagonista é uma rapariga), um ou dois livros de não ficção.


Outro critério é o da não repetição entre ateliers: não usamos no Ver para Crer os mesmos livros que usamos no Diz-me quem és, ou n'Um Livro à Medida.


Finalmente, chega o último critério: o da nossa vontade de falar deste ou daquele livro. Há um momento em que, por uma ou outra razão aparentemente misteriosa, deixa de fazer sentido levar o livro A e passa a fazer sentido levar o livro B. Esta volatilidade chegou a incomodar-me. Parecia que tudo, no fim, era aleatório. Depois percebi que não era bem assim. Se vou apresentar livros, convém que me sinta comprometida com eles, que me apeteça partilhar o que sei sobre eles, que o meu prazer transpareça. Caso contrário não funciona. Por isso, se leio um livro que me entusiasma e tenho oportunidade de falar nele, é certo que ele fará parte do lote dos convocados.


Mas há, neste jogo de prazeres, um equilíbrio a manter: a adequação aos adolescentes. Não faz sentido que, conhecendo algumas tendências e comportamentos, arrisque em mais do que um livro. Num grupo de seis, em que um ou dois serão, muito provavelmente, sucessos garantidos, podemos testar um livro que não sabemos se vai ou não funcionar. Não é grave se a maioria do grupo o rejeitar, porque não ficará frustrada, e de caminho poderemos satisfazer os desejos de um ou outro aluno mais maduro ou com gostos um pouco marginais em relação aos demais.

Assim também se analisam tendências, perfis, inseguranças, e se aprende mais sobre o público e sobre os livros. Apesar de ser o nosso atelier mais simples e o mais antigo, talvez tenha sido com ele que mais aprendemos. Sem ele, nunca teríamos chegado aos outros.


(a imagem para o atelier é da Sílvia Moldes)

Segunda-feira, Novembro 07, 2011

O Gato das Botas pela Gato na Lua



A Gato na Lua acaba de lançar O Gato das Botas, na versão de Ayano Imai. Este é o primeiro livro da jovem autora (1980-) a ser editado em Portugal. The 108th Sheep e Chester são outros álbuns escritos e ilustrados por si.


«Nasceu em Londres em 1980 e passou a maior parte da sua infância e juventude a viajar pelo mundo com a sua família. De 1986 a 1990 viveu no Japão e depois foi para os Estados Unidos da América. Após regressar ao Japão em 1994, estudou pintura Japonesa, especificamente a pintura com pigmentos minerais, na Universidade de Arte de Musashino, em Tóquio. Foi aqui que ela começou a apaixonar-se pela ilustração. Os seus trabalhos foram selecionados nos últimos anos para a exposição da Feira do Livro de Bolonha.»

(nota biográfica do Press Release)

Domingo, Novembro 06, 2011

15/25

A revista Ler vai dedicar, a partir de Janeiro, um espaço para textos (ficção e não ficção) escritos por jovens entre os 15 e os 25 anos. Na senda de suplementos míticos como o Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa ou o DN Jovem, que figuram na história da literatura portuguesa, a Ler incentiva não apenas a escrita, mas também a leitura da revista por parte deste público mais jovem. As informações constam na edição de Novembro da revista e no blogue da Ler.

Sexta-feira, Novembro 04, 2011

Boas razões para visitar a Ilustrarte 2012

A 5ª edição da Ilustrarte, Bienal de Ilustração para a Infância, foi ainda mais concorrida do que no ano anterior, com cerca de 1600 participantes a concurso, mais 100 do que no ano passado, e um aumento no número de países representados, 66. A Itália foi o país mais participativo, seguido de Portugal, França e Espanha. Houve ainda um maior número de trabalhos de ilustradores de países anglo-saxónicos, que são tradicionalmente mais fechados a participações fora do universo da língua inglesa.

A estatística de participantes serve para comprovar a relevância da Bienal no circuito internacional e de como a ilustração portuguesa para a infância ombreia com o que melhor se faz a nível internacional.


Para além dos três trabalhos de cada um dos cinquenta autores seleccionados, a Bienal terá patente uma exposição da obra do ilustrador francês Martin Jarrie, que recebeu uma menção especial na edição de 2010 e fez parte do jurí deste ano. Os visitantes poderão igualmente ver uma mostra da obra do escritor português António Torrado, à imagem do que aconteceu com Luísa Ducla Soares, há dois anos.


De entre os cinquenta ilustradores presentes estão os portugueses André Letria, André Lima, André da Loba e Bernardo Carvalho. Como sempre, os trabalhos que estão editados em livro far-se-ão acompanhar do dito, o que acresce sempre uma comparação entre os originais e as reproduções. É, por exemplo, interessante desvendar se aquilo que nos parece colagem em papel num livro impresso, não será pelo contrário colagem digital... Ou vice-versa. Haverá igualmente alguns trabalhos com formas que, ao serem editados, estão nas margens da definição, cada vez mais volátil, de livro.


Janeiro, que é por norma um mês duplamente cinzento, tem na Ilustrarte bem mais que um mero apontamento de cor. É esperar para ver...

Aqui há... histórias com Pau de Giz

Amanhã, como todos os sábado, há mais uma história para ouvir contar na GATAfunho, loja de livros. Às 15h30, no Espaço Chiado, com Liliana Lima, dos Contos da Lua Nova. O Pau de Giz, de Iris Van der Heide e Marije Tolman, é a história de uma menina que não se satisfaz com os seus brinquedos, desejando sempre os dos outros... A solução é mais simples do que parece, e depende da aprendizagem da partilha. Afinal, a galinha da vizinha não tem de ser melhor do que a minha. Nada mais actual, para miúdos e graúdos.

Quinta-feira, Novembro 03, 2011

Só boas razões

Há muitas razões para se ler O Meu Nome é Mina, de David Almond (Presença). A principal é que é literatura, e da boa. Juvenil, e da boa. Daquela que os adultos também gostam, e da boa. Sempre que leio um livro que se revela literatura juvenil fico mais feliz.



Poético, reflexivo, com um sentido trágico, dá voz a uma menina de nove anos a quem todos chamam esquisita. Mas Mina tem uma sensibilidade deliciosa, tanto no sarcasmo como na sua capacidade de observação do mundo, dos enxames de moscas à lua e às estrelas.


Quando se pensa nas fórmulas temáticas e narrativas que resultam com adolescentes, como os diários e a gíria, este livro é um exemplo de que pode ser ter em atenção algumas características deste público sem abdicar do sentido literário da escrita. Não deixam de existir exclamações, ou frases e expressões repetidas, não deixa de haver hesitações ou descrições de si e do que a envolve. Mas nada soa forçado. Ler o diário de Mina bem podia ser ouvir a própria e imaginada Mina.


O livro está nomeado para o Guardian Children's Fiction Prize, saber-se-á já no dia 10 de Novembro.


No site de David Almond estão disponíveis pistas para que o livro seja trabalhado pelos professores sem o assassinarem com perguntas inquisitórias. Perguntas para desbloquear a conversa, algumas afirmações mais gerais e incisivas para provocar a discussão, e pistas temáticas capítulo a capítulo são várias possibilidades.


Se pode haver mil razões para ler este livro, não há nenhuma para que não seja uma leitura obrigatória para mediadores e muito aconselhada aos adolescentes.

Ilustrarte 2012: vencedor e menções especiais

Valério Vidali foi o vencedor da edição 2012 da Ilustrarte, com três ilustrações que integram o álbum Um Dia, Um Guarda-Chuva, com texto do suiço Davide Cali e edição do Planeta Tangerina. As duas Menções Especiais foram para Simone Rea, pelas ilustrações de Favoles de Esopo (o livro está editado em Itália, pela Topipittori),



e para a dupla de ilustradoras suíças Nina Wehrle e Evelyne Laube, com três ilustrações do livro Die Grosse Flut.

Os três trabalhos são muito diferentes, tendo em comum o facto de todos estarem editados em livro. O preenchimento do espaço, as linhas e a escolha da cor são três dos elementos que mais os distinguem. Se Valerio Vidali opta por alguns vazios e intercala tons suaves com tons mais fortes, deixando a imagem (descritiva) respirar, Simone Rea preenche a folha com figuras de cores fortes e formas curvas. As ilustrações para Die Grosse Flut são a carvão, descrevendo em dimensões mínimas alguns pormenores do episódio bíblico da Arca de Noé, através de subtilezas que nem sempre se identificam num primeiro olhar, eventualmente como o próprio texto que lhes serve de tema.

As ilustrações distinguidas estarão expostas, no Museu da Electricidade, a partir de Janeiro, a par dos três trabalhos dos outros quarenta e sete autores seleccionados, na 5ª edição da Ilustrarte, Bienal de Ilustração para a Infância.

Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Pensar a leitura em Sintra

O 9º Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares decorrerá nos próximos dias 4 e 5 de Novembro.

Há comunicações e ateliers com mediadores da leitura do concelho e de fora dele. João Paulo Cotrim e Elsa Serra estarão lá, pelo Projecto Cata Livros, da Casa da Leitura. Também Margarida Botelho e Paulo Codessa orientarão ateliers. E, não menos importante, será reflectir sobre algumas práticas levadas a cabo por alguns professores bibliotecários do concelho de Sintra. O Programa e a Ficha de Inscrição estão no site da Câmara Municipal.