Segunda-feira, Outubro 31, 2011

Dois Prémios valiosos

Em Espanha foram anunciados, na semana passada, dois Prémios que bem nos deixam roídos de inveja (da boa).

O Premio Nacional al Fomento da Lectura 2011 foi atribuído ao Programa de Rádio La Estación Azul e à Fundación CNSE para la Supresión de las Barreras de Comunicación.
O comunicado de imprensa do Ministério da Cultura explica porquê: «El programa La estación Azul de Radio Nacional de España, dirigido por Ignacio Elguero, y la Fundación CNSE para la Supresión de las Barreras de Comunicación han sido galardonados hoy con el Premio Nacional al Fomento de la Lectura correspondiente al año 2011. El programa La estación Azul ha obtenido el galardón por su larga trayectoria de esfuerzo por la lectura y por el impulso y promoción de la lectura infantil, y la CNSE por sus numerosas iniciativas a favor de la lectura en el colectivo desfavorecido de las personas sordas.»

O Premio Nacional a la Mejor Labor Editorial foi atribuído às editoras Salamandra e Libros del Zorro Rojo. Esta última foi distinguida pelo trabalho editorial que vem dedicando ao livro ilustrado para crianças e adultos. Foi aliás esta editora que transformou um excerto de As Pequenas Memórias, de José Saramago, no livro ilustrado O Silêncio da Água (edição portuguesa da Caminho)

Ambos os Prémios são da responsabilidade do Ministério da Cultura, cujo objectivo é reconhecer e distinguir entidades e pessoas cujo trabalho se destaque, anualmente, quer ao nível da promoção da leitura (especialmente os meios de comunicação social), quer ao nível da edição. O Prémio não tem qualquer valor monetário, visto ter um caracter honorífico.

É uma boa forma de contribuir para a divulgação do bom trabalho, sem que este tenha sempre uma recompensa financeira em vista. Para além disso, nos tempos que correm, é uma excelente ideia de como a actual Secretaria de Estado da Cultura portuguesa poderia intervir na vida cultural sem custos acrescidos.

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

Lançar o fim-de-semana

Para os pais e adultos em geral não dizerem que passo a vida a aconselhar que levem os filhos a bibliotecas e livrarias mas não sugiro onde podem ir, ficam dois lançamentos, um em Lisboa, na Biblioteca do Camões, outro no Porto, na Livraria Papa-Livros.
Greve, Catarina Sobral, Orfeu Negro (O primeiro da editora totalmente made in Portugal. Vamos falar dele assim que tivermos um tempinho!)



Se eu fosse um Livro, José Jorge Letria (texto), André Letria (ilustração), Pato Lógico

Leitor Adolescente: escolhas e paradoxos

Hoje, na Maia, a recepção foi acolhedora e o ambiente propício à conversa. Levei, para partilhar com os presentes, uma reflexão sobre o adolescente enquanto leitor, os seus preconceitos, comportamentos e escolhas de leitura.
A minha intervenção está disponível aqui no blogue, na página Testemunhos, Intervenções e Comunicações. Basta clicar sobre o título e aceder ao texto.

Quarta-feira, Outubro 26, 2011

Amanhã na Maia

Amanhã, dia 27 e na 6ª feira, dia 28 terão lugar as II Jornadas das Bibliotecas da Maia, O Livro: Da Estante ao Binário. Falar-se-á de práticas de promoção da leitura, de divulgação e crítica, no suporte em papel e digital. Lá estarei, para partilhar algumas ideias sobre adolescentes e leituras.

Terça-feira, Outubro 25, 2011

Portugal em Bolonha

Uma excelente notícia: Portugal é o país convidado da Feira de Bolonha em 2012. Chega portanto o reconhecimento do que por cá se faz, e bem, ao nível da literatura para crianças e jovens. No comunicado da organização pode ler-se que esta é uma oportunidade para conhecer "a cultura de Portugal e a tradição ibérica, possivelmente menos conhecida do que a de Espanha, mas certamente não menos importante no que toca ao contributo literário e histórico".
E, nos dias que correm, fica mais uma prova da importância das indústrias culturais, e dentro delas, a da indústria da edição, num tempo em que o economicismo dá cartas.
A Feira do Livro de Bolonha decorre entre 19 e 22 de Março de 2012.

Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Hoje foi Dia da Biblioteca Escolar

A 24 de Outubro comemora-se o Dia da Biblioteca Escolar, aquela cujo tabalho é silencioso, apesar dos bons ruídos que se espera que encham a sala diariamente. Nas Bibliotecas Escolares, aquelas que funcionam bem, dá-se a ler e a ouvir, partilha-se, estimula-se não apenas a leitura mas o conhecimento em geral, a literacia e até a proximidade entre pares e comunidade. As formas são variadas e vão dos encontros com escritores e ilustradores, às feiras do livro, aos ateliers e oficinas de leitura e escrita, aos concursos de leitura...
Mas há mais: há colaboração nos projectos das disciplinas, apoio aos professores e aos pais.
Neste dia, fica o blogue da Biblioteca Manuel António Pina, sede de agrupamento das Escolas do Levante da Maia.
E, enquanto existe, vale sempre a pena visitar o site da RBE, grande obreira desta rede. Para além dos destaques, logo a abrir, podemos aceder às actividades realizadas pelas BE/CREs de todo o país e confirmar o que acabamos de dizer.

Quando o adolescente nos fecha a porta

No sábado estive na II Biblioconferência, Leituras (a)Meias, organizada pela Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.
Os vários oradores partilharam experiências de leituras e afectos, em que tanto eram ouvintes, leitores ou contadores. Ver (texto e imagem) e ouvir (ler e contar) uniram-se em torno do imaginário, do simbólico, da memória e das emoções que se tecem no universo da leitura.

Por falta de tempo, não li a comunicação que tinha preparado sobre a promoção da leitura, em família, junto dos adolescentes. O texto está disponível na íntegra numa nova página deste Blogue. Basta clicar, no topo da página inicial em Testemunhos, Intervenções e Comunicações. Lá consta o título da Comunicação com um link para o documento.
Desta forma, todos os que estiveram presentes e me ouviram falar em fast forward, poderão agora ler pacatamente as ideias que tentei explanar. Fiquei com certo sabor amargo, uma frustração por não ter correspondido exactamente da forma como desejaria. Assim, corrijo o atraso do relógio da Biblioconferência.

Sexta-feira, Outubro 21, 2011

não ficção na tertúlia pequenas leituras de outubro



«Há livros que estão no princípio de tudo: são livros de mitologia, religião, mas também cartas de direitos, constituições. Servem para organizar, reger, construir. Criam linhas temporais. Dizem-nos de onde vimos e para onde ambicionamos ir.

Como são apresentados às crianças estes textos? Como são ilustrados?»


O desafio está lançado. A livreira Ana Rita Fernandes assina o repto e estará lá, como sempre, para moderar e motivar todos os que aparecerem.

Quinta-feira, Outubro 20, 2011

papas boas

O Dia Mundial da Alimentação comemorou-se no passado dia 16. Ontem uma mãe procurava na Biblioteca do Sobral de Monte Agraço histórias subordinadas ao tema da sopa. Por isso, boas papas a todos!




A Lagartinha Muito Comilona, Eric Carle, Kalandraka
A Surpresa de Handa, Eileen Browne, Caminho
Ssschlep, Eugénio Roda (texto), Gémeo Luís (ilustração), Edições Eterogémeas

Bocas, Xulio Gutiérrez (texto), Nicolás Fernández (ilustração), Kalandraka

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

a leitura precisa primeiro de pessoas, depois de livros

“La literatura nace de la oralidad”, afirma Gonzalo Oyarzún, “los libros son una tecnología muy reciente y, si bien son una herramienta clave y útil para las bibliotecas, pueden servir también para adornar una estantería y lucirse frente a los conocidos. Pero en realidad lo que importa es la mediación de las personas: lo único que hace a un niño lector es ver a sus padres leyendo, lo único que hace que alguien se interese por un libro es la mediación que hay en esa lectura. El resto… es literatura”.

Este é o excerto final da entrevista que o Coordenador do Sistema Nacional das Bibliotecas Públicas do Chile, Gonzalo Oyarzún, deu à revista Imaginaria. Para ler de uma ponta à outra.

Terça-feira, Outubro 18, 2011

II Biblioconferência Leituras (a) Meias

Será já no próximo sábado, a II Biblioconferência organizada pela Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. As boas práticas de leitura em família e na escola serão abordadas em Leituras (a) Meias, a partir da ilustração, da promoção da leitura e da narração oral.

Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Ler ou contar: o risco das falsas expectativas ii

Depois de três sessões, com duas turmas cada, do atelier Ver para Crer na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, esclarecem-se as dúvidas que levantámos quando preparámos o atelier.

Ler ou contar, era a questão. Optámos por ler, e resultou muito bem. É certo que não lemos o início dos livros, porque nem sempre os inícios são suficientemente apelativos.


Não têm de o ser, mas o certo é que os leitores pouco competentes ou em formação, como acontece com muitos adolescentes, têm dificuldade em compreender a função literária de alguns inícios, e não conseguem ultrapassar com segurança o facto de não perceberem bem o texto.


Escolhemos um pequeno excerto de cerca de uma página que fosse representativo do livro, quer no que respeita a intriga, quer no que respeita o estilo.


Comparando com experiências anteriores, alguns livros ficaram a ganhar e as votações foram mais equilibradas. Escrito na Parede (Ana Saldanha, Caminho) e A Vida nas Palavras de Inês Tavares (Alice Vieira, Caminho) foram os livros cujas votações foram mais díspares, pela positiva, em relação a outros ateliers em que apenas contáramos a história. O sucesso de O Dicionário do Diabo (Ambrose Bierce, Tinta da China) manteve-se esmagador, mas Olho por Olho (da colecção Cherub, Robert Muchamore, Porto Editora) ou Ulysses Moore, A Porta do Tempo (Pierdomenico Baccalario, Presença) não obtiveram um entusiasmo tão massivo. Finalmente, Uma Pequena História do Mundo (E. H. Gombrich, Tinta da China) ganhou leitores reais, aqueles que efectivamente se interessam por História.


Em suma, concluímos que a leitura é um bom caminho e que não devemos temê-la, mesmo em livros menos óbvios ou com um estilo mais descritivo. Também faz parte da divulgação a possibilidade de dar a conhecer essa diversidade. Não devemos ser condescendentes com um público que não pede condescendência, e sim respeito.

Vencedoras do Prémio Branquinho da Fonseca

A edição de 2011 do Prémio Branquinho da Fonseca escolheu por unanimidade duas obras vencedoras: O Gatuno e o Extraterrestre trombudo, de Maria João da Silva Lopes, na categoria de literatura infantil e O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca, de Ana Ferreira Pessoa, na de literatura juvenil.
O Prémio, que vai na sua sexta edição, tem sido um barómetro de qualidade para a literatura infantil, revelando potenciais autores que se vieram a afirmar, como Rita Taborda Duarte (que integra o júri do Prémio) ou David Machado.
O Prémio é uma iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso.

Planeta Tangerina ao Alma

A notícia foi dada na 5ª feira: o grupo Planeta Tangerina é o nomeado português ao Prémio ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).
A escolha coube, como todos os anos, à DGLB, e foi aceite pela organização.
Os Planetas estão em excelente companhia, entre instituições como o IBBY, o Bookstart ou o International Youth Library, ou figuras como David Almond, Aidan Chambers, Jutta Bauer, Eric Carle, Javier Sáez Castán, Wolf Erlbruch, Michael Foreman, Maurício Leite, que concorrem como escritores, ilustradores, promotores da leitura ou contadores de histórias. Alguns são repetentes, outros nem tanto.
Mais do que desejar boa sorte ao Planeta, ficamos felizes por ver o seu trabalho reconhecido. No concurso, aparecem como promotores da leitura, o que, podendo parecer estranho à primeira vista, não o é assim tanto, já que da criação, à produção e à recepção dos livros pelo público, eles estão sempre presentes.

Domingo, Outubro 16, 2011

do centro da hecatombe, aparentemente, boas notícias ii

O Secretário de Estado da Cultura anunciou, igualmente, que o IVA para os livros não vai subir, mantendo-se nos 6%. Como é que conseguiu essa proeza, não sabemos, mas desde já agradecemos. É estranho estar do lado das boas notícias, quando normalmente se é abalroado sem apelo nem agravo. Talvez Francisco José Viegas tenha conseguido convencer Vitor Gaspar que o sector do livro integra o grupo das empresas exportadoras, aquelas que aparentemente andam a suportar os últimos suspiros da economia portuguesa.

Do centro da hecatombe, aparentemente, boas notícias

A notícia é do Público e foi reproduzida na blogosfera. Depois de se saber da fusão da DGLB, que voltou a provocar arrepios, Francisco José Viegas anunciou, no stand português na Feira do Livro de Frankfurt, que o orçamento da DGLB vai ser reforçado em 2012. Para pagar dívidas aos municípios (depreende-se que sejam referentes aos equipamentos construídos ou remodelados), para incentivar a tradução de autores portugueses no estrangeiro, e para tornar as bibliotecas em redes de conhecimento, será esse o destino das verbas.
Até parece um sonho, entre tantas notícias catastróficas. Esperemos para ver, com cautelas e uma tímida esperança.

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

Ler ou contar: o risco das falsas expectativas

Em vésperas de voltarmos a realizar o Ver para Crer, um dos meus ateliers mais queridos, deparo-me com um conflito: ler um excerto dos livros que apresentaremos ou contar um pouco da história.
Se optarmos pela leitura, os alunos ficarão com uma ideia mais fidedigna sobre o tipo de texto que vão encontrar; por outro lado será menos imediata a sua empatia com os livros. Quando contamos um bocadinho das histórias, escolhemos a forma que nos parece mais motivadora, mas nem sempre mostramos possíveis dificuldades de leitura. Para além disso, imprimimos ao nosso discurso o entusiasmo próprio de quem gosta do que leu, o que condiciona inevitavelmente o público. Lendo, o impacto é seguramente menor, porque se cria um distanciamento comunicativo que não favorece a empatia.
É certo que o atelier tem como principal objectivo criar expectativas nos alunos e propiciar a um grupo com comportamentos leitores heterogéneos uma experiência que os aproxime, colectivamente, do livro.
De qualquer forma, e tendo em conta que o atelier se centra nos elementos paratextuais e peritextuais das obras propostas, creio que será importante que os alunos também possam avaliar criticamente o estilo de cada texto. Formar leitores também implica dotá-los de sentido crítico e mostrar-lhes possibilidades verdadeiras de escolha.
Veremos como corre.

Terça-feira, Outubro 11, 2011

Muitas perspectivas fazem uma ideia

Todos Fazemos Tudo
Madalena Matoso (ilustração)
Planeta Tangerina



Um livro que nasce de uma encomenda corre sempre o risco de soar forçado. Quando o tema é social ou ideológico, o caso torna-se muitas vezes bicudo. Por isso, o concurso de criatividade sobre a igualdade de género lançado pelo Município de Genebra poderia ter resultado num imenso fracasso. Tal não aconteceu, o que prova que o problema nunca está no tema e sim na ideia que os autores têm sobre o seu público.

Este álbum sem texto foi pensado e criado por Madalena Matoso e apresenta-se segundo um princípio muito simples: apresentar exemplos que justifiquem o título “Tudo Fazemos Tudo”. Para isso as páginas do livro estão cortadas ao meio, no sentido horizontal, permitindo quinze combinações entre personagens (cuja cara aparece na parte superior de cada página) e a tarefa que desempenham.

Para além da mensagem óbvia que se reflecte no cozinheiro, no avô que leva a neta às costas enquanto faz compras de supermercado, na rapariga que conduz o tractor ou na avó que leva a prancha de surf, há um jogo de maior ou menor adequação das imagens, de acordo com os elementos que completam cada quadro e que lhe dão pistas: interior ou exterior, campo ou cidade, Verão ou Inverno…

À abertura de possibilidades a todos, independentemente do género, raça ou idade, junta-se também uma amplificação das situações, da mais comum à mais excêntrica. A igualdade anda a par com a liberdade e Madalena Matoso cria ambientes pródigos em pistas para uma leitura que prossiga para além da imagem. Não é uma, mas diversos inícios de narrativas visuais que podem ou não dialogar quase infinitamente.


(crítica publicada na edição de Outubro da revista Os Meus Livros)

LIJ na Ler no Chiado amanhã



Todos os pretextos são bons para ir ao Chiado. A isso junta-se o facto de ser esta a primeira conversa que a revista Ler promove sobre Literatura Infanto-Juvenil. Finalmente, estarão presentes três autoras que, a juntar ao ofício da escrita, acumulam outros ofícios nesta área. Tudo boas razões para ir à Bertrando do Chiado amanhã, pelas 18h30.

Segunda-feira, Outubro 10, 2011

Nomeados para a secção de honra do ibby





A IBBY Honour List é uma lista que se publica de dois em dois anos, e onde constam os melhores livros nas categorias de escrita, ilustração e tradução. As secções nacionais de cada país escolhem os seus candidatos e são esses que integrarão a dita lista, disponível para ser consultada no mundo inteiro. Embora ainda não se conheça a IBBY Honour List de 2012, já se sabe que a secção Portuguesa escolheu A Contradição Humana de Afonso Cruz (Caminho) na categoria de escrita e o álbum Depressa, Devagar, Bernardo Carvalho, do Planeta Tangerina, na categoria de ilustração. Não se pode dizer que a escolha tenha sido má... Falta apenas saber quem foi o nomeado pela tradução.

Página Portuguesa do IBBY

O restabelecimento da secção Portuguesa do IBBY tem direito a notícia no site da Organização e uma página de apresentação. Lá constam dois links, um para a Ilustrarte, outro para as Palavras Andarilhas. Bibliotecários, professores, autores, livreiros, investigadores, mediadores, todos estão convocados para mandar sugestões e links para acrescentar à lista. Os contactos dos responsáveis constam na página.

Sábado, Outubro 08, 2011

Porque devem os adultos ler (bons) álbuns para crianças

Porque se lêem depressa (não há a desculpa da falta de tempo).
Porque surpreendem, seja pela forma como o tema é apresentado, seja pelo final, seja pela construção das personagens, seja pela retórica do texto e da imagem.
Porque são emocionalmente terapêuticos.
Porque são experiências bem sucedidas de leitura.

Ou, dito de outra maneira, aqui.
Uma sugestão para o fim de semana.

Quinta-feira, Outubro 06, 2011

Revista Emília

Ainda não tínhamos falado dela. A Revista Emília chegou no Verão, e foi um dos grandes acontecimentos estivais em língua portuguesa, no âmbito da «leitura e literatura para crianças e jovens», como avança o subtítulo da publicação digital.


Está acessível a todos, basta clicar aqui.


Depois, é um mundo de artigos de fundo, entrevistas, recensões, reflexões e experiências, notas críticas, artigos de opinião. Alguns dos colaboradores integram ou integraram as equipas dos suplementos infantis de jornais e revistas nacionais, o que em Portugal não existe (se excluirmos a Visão Júnior, que tem, por sinal, bastante sucesso). Tem também uma lista bibliográfica muito útil, e por onde se constata a aposta que o Brasil faz na tradução, ao contrário do que se passa cá, onde não chegam volumes essenciais sobre a promoção da leitura, como é o caso, por exemplo, de Peter Hunt e Teresa Colomer.


Espera-se que dure e que inspire as hostes deste lado do Atlântico. Não há desculpa para não ler.

A importância de conhecer os autores

Num dos ateliers, na 3ª feira, em Montemor-o-Novo:

Um aluno para mim:
«A stora conhece o livro O Baleote
«Não.»
«O autor esteve cá, chama-se Miguel Horta, e assinou o meu livro.»
«Ah, do Miguel Horta. Sim, conheço o Miguel Horta.»
«Também eu!»

Mais um comentário de um aluno que não gosta de ler... Mesmo que nunca venha a gostar, gostou do autógrafo, que é um princípio para não recusar os livros. E gostou do autor, isso é certo.

Quarta-feira, Outubro 05, 2011

Pôr a mão na massa

A metáfora é quase literal: experimentei hoje um novo atelier para adolescentes que parte do mesmo pressuposto dos anteriores: criar expectativas de leitura dando a conhecer livros. Para isso, o mote culinário: a que sabe um livro?
Três receitas, e doze livros a passar de mão em mão para traçar uma correspondência. Entre o desafio lúdico e a curiosidade, houve livros que suscitaram interesse. Não terão sido os mais literários, mas os interessados começaram por dizer que não gostavam de ler: " Eu não gosto de ler, mas este livro, lia-o!"

Foi na Escola Secundária de Montemor-o-Novo, com duas turmas de 7º ano. Na 6ª volto a pôr a mão na massa.

Segunda-feira, Outubro 03, 2011

Colóquio Internacional de Literaturas de Língua Portuguesa para Crianças e Jovens

Nos dias 26 e 27 de Outubro, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa acolhe o Colóquio Internacional de Literaturas de Língua Portuguesa para Crianças e Jovens, que cruza autores e leituras para a infância e juventude de vários países de língua oficial portuguesa. O programa é diversificado, sem ser exaustivo. Para além do Colóquio, haverá uma Feira do Livro, uma exposição de Danuta Wojciecheowska, e diversas oficinas desenvolvidas com escolas cooperantes.