Quinta-feira, Setembro 29, 2011

cultivar a língua materna em crianças bilingues

O blogue brasileiro Filhos Bilingues tem como principal preocupação incentivar um desenvolvimento linguístico saudável em crianças que convivem e usam duas línguas, principalmente no que respeita a comunidades emigrantes. Aqui, podem ler-se algumas sugestões sobre o que podem fazer as famílias para ajudar os seus filhos a comunicar na língua materna num país estrangeiro.

Outra Filosofia para Crianças

Várias perspectivas sobre a história do Ovo e da Galinha...




O Ovo e a Galinha, Iela e Enzo Mari, Sá da Costa

Artur, Mark Taeger, Kalandraka

Como é que uma Galinha..., Isabel Minhós Martins (texto), Yara Kono (ilustração), Planeta Tangerina

Terça-feira, Setembro 27, 2011

Rentrée de O Gato na Lua

A Gato na Lua lança agora o seu terceiro título, um álbum com texto de David Cali (autor de Eu Espero..., edição da Bruaá) e ilustração de Anna Laura Cantone. O tema universal e intemporal do amor regressa na voz do pai, da mãe, dos avós... para mostrar a Emma (e não só) que o amor é muitas coisas!



«"O que é o amor?, questiona-se Emma.

Pergunta à mamã romântica, ao papá adepto de futebol, à avó doceira e ao avô apreciador de automóveis. Todos lhe dão respostas diferentes. Como é que o vai encontrar?»

(do press release)

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

Festival Literário para crianças em Bath



Está a decorrer até domingo o Bath Festival of Children's Literature, em Bath, no Reino Unido. O Festival, que teve a sua primeira edição em 2007, é anual e conta com o apoio do «The Telegraph». Há encontros com escritores todos os dias e para todas as idades, que começam do berço aos três anos e se estendem até aos maiores de 14 anos. Passando os olhos pelos participantes, não há como fugir a nomes conhecidos e reconhecidos.

Pela chegada do Outono, serve-se O Lanche do Senhor Verde

O Lanche do Senhor Verde, Javier Saéz Castán, Orfeu Mini

Com a chegada do Outono, começa a apetecer um lanchinho com chá e compotas num cenário idílico, oportunamente reproduzido de um quadro renascentista.

Pois é num lanche que termina o álbum de Javier Saéz Castán, que a Orfeu Mini lançou no início do Verão.

O livro parece simples, mas como é comum a todos os que são bons, está pejado de pormenores e relações de significação que tornam difícil falar dele.

A ideia é apresentada de forma clara e reiterada no texto final, «Nota de Cor»: o mundo seria muito mais triste se fosse monocromático e é importante que reparemos e prezemos a presença da cor no mundo.

Por isso o álbum proporciona essa experiência a seis senhores monocromáticos que se reúnem a pedido de um deles, o Senhor Verde, para enfrentarem juntos o desafio de abrirem uma porta misteriosa que lhes revelará a maravilha das cores.

Da simplicidade da ideia, que assenta em personagens planas, o autor passa para uma composição gráfica e textual que a adensam. O humor do texto pende para a lógica do absurdo, procurando desviar as evidências do seu lugar mais comum para situações menos confortáveis. Isso acontece de forma muito evidente no texto que sucede a narrativa e que muito acertadamente tem o subtítulo de «O imaginário dos leitores que querem saber sempre mais».

(Podia agora abrir um parêntesis na análise para falar da mais valia do conhecimento contextual para a compreensão da leitura, e de como é gratificante para o leitor continuar a alimentar expectativas no momento pós-leitura...)

O humor também se encontra na ilustração, como se verifica, por exemplo, no momento em que o Senhor Verde está à porta de casa e os outros senhores não o vêem porque tudo é verde (depreende o leitor).

E do humor passamos para a interpretação da escolha do estilo da ilustração. Remetendo claramente para Magritte, os cenários são como jogos de espelhos em que não se sabe o que é a realidade e o que é a fantasia. Assim, desviam-se as perspectivas para enquadramentos que a visão não alcançaria ou introduzem-se elementos desajustados em determinados contextos de comunicação.

Não sei se se pode falar de humor lírico, mas os elementos que caracterizam as personagens, bem como os espaços, todos eles marcados pela diferença de tons sem qualquer traço agressivo, e a escolha do verde como cor de fundo e não outra, conferem ao álbum um sentido bucólico, embora em ruptura com a própria tradição.

A economia textual, parca em texto, é pensada ao detalhe e na contenção reside a riqueza das inferências e da surpresa, que é o objectivo do livro.

Sexta-feira, Setembro 23, 2011

O outro lado da política

Depois da V Conferência Internacional do PNL ter trazido uma lufada de ar fresco ao panorama sombrio da crise, eis que se sabe que a DGLB, o PNL e a RBE estão na lista dos organismos a extinguir ou a serem fundidos pelo governo.

Normalmente, estas decisões não auguram nada de bom, especialmente quando o refrão que ecoa é o do emagrecimento do Estado.
Soube-se entretanto que nenhuma das três entidades será extinta. O PNL e a RBE fundir-se-ão. Perdem a visibilidade que a autonomia lhes confere. O que se ganha? Eliminação de quadros intermédios, pelo menos na RBE, não me parece possível, porque não existem. A RBE funciona com uma equipa exclusiva mínima, sendo alimentada em grande parte por professores bibliotecários que acumulam funções. Talvez se optimizem recursos. Certo é que Teresa Calçada integra a Comissão do PNL e trabalha em parceria com o seu comissário Fernando Pinto do Amaral. Independentemente do que se possa cortar em termos de verba, se ambos se mantiverem em funções, o espírito e as orientações não sofrerão grandes alterações, o que são boas notícias (dentro do quadro negativo).
Em termos ideológicos, esta fusão poderá remeter o PNL para uma função meramente escolarizante, o que o seu comissário se tem esforçado por contrariar, dando repetidamente ênfase ao papel da Biblioteca Pública ao serviço dos diversos públicos que cada comunidade alberga. Ao declarar a intenção de se apostar na qualidade da leitura e na sua promoção junto de jovens e adultos, como grande objectivo no PNL neste segundo ciclo, Fernando Pinto do Amaral afasta-se cuidadosamente da escola, explicando que tudo o que o PNL tem vindo a fazer nesta área deve continuar (fundos para as Bibliotecas Escolares ou o projecto A Ler+, por exemplo). Com a fusão, o enfoque do Plano noutros públicos poderá ser posto em causa.
A interpretação inversa é também possível: fundindo-se o PNL e a RBE, o primeiro pode dedicar-se mais aos adultos e jovens e às Bibliotecas Públicas, já que a Rede de Bibliotecas Escolares assegurará a continuidade dos projectos de promoção junto do público escolar.
Vamos esperar para ver, desejando contudo que todos os envolvidos se empenhem na defesa da leitura e a defendam em voz muito alta.
Já a fusão da DGLB noutro organismo é bem mais preocupante porque a desprestigia, lhe retira poder e meios (a fusão é para poupar, certo?). O Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, desvaloriza e até anuncia o reforço de verbas para o sector do livro, como se lê no Jornal de Negócios. À partida, seria uma boa notícia. No entanto, ela chega-nos de alguém que não vê nada de mal em retirar um Ministério à Cultura e passá-la a Secretaria de Estado, e não se importa de não se sentar à mesa nos Conselhos de Ministros, não podendo assim reclamar verbas para a sua Secretaria. Por isso, até vermos o reforço e a nova política de fundo que vai finalmente projectar o livro em Portugal e no mundo, aguardamos com apreensão. Por falar em mundo, o Secretário de Estado que vai deixar fundir a DGLB podia começar a pensar em reforçar o orçamento desta futura pseudo-entidade (que agora não sabemos o que será) para que esteja presente na próxima edição da Feira do Livro Infantil de Bolonha, a mais importante do sector, onde não esteve no ano passado por falta de verba. Assim como assim, se calhar não calhava mal projectar autores e ilustradores, bem como o património infantil e juvenil que Portugal tem. Só para começar...

Segunda-feira, Setembro 19, 2011

a rentrée da kalandraka

Três álbuns bem diferentes, com aquela capacidade de surpreender que só os bons livros têm.


O desejo e a necessidade de sair da casca, o deslumbramento com o mundo e o regresso ao conforto do ninho...
Artur, Marc Taeger


Uma narrativa sem enredo, circular e repetitiva, plena de humor, com um livro pelo meio.O Senhor Nicanor, Ana Fernández-Abascal (texto), Flavio Morais (ilustração)


A morte sem apelo nem agravo, nos sentimenos do pequeno esquilo que acabou de perder a mãe. Não é fácil, pequeno esquilo!, Elisa Ramón (texto), Rosa Osuna (ilustração)

Novelos de Leitura 2011-2012 nas BLx



Apresenta-se amanhã, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, pelas 10h, o programa de promoção da leitura das Bibliotecas Municipais de Lisboa para 2011-2012. Todas as informações no site das BLX.

Domingo, Setembro 18, 2011

Argumentos e exemplos em defesa da leitura

O autor brasileiro Affonso Romano de Sant'Anna teceu diversas considerações sobre a relevância da leitura, projectou o futuro e contou alguns episódios de sucesso no âmbito da promoção da leitura. Apesar das diferenças de dimensão geográfica, as palavras do fundador do PROLER inspiram novas e continuadas acções no caminho de dar a ler. Para ler aqui.

Sábado, Setembro 17, 2011

Fazer contas à vida no regresso às aulas




Livro de Contar, Pep Bruno (texto), Mariona Cabassa (ilustração), OQO
Catatuas, Quentin Blake, Colecção Borboletras, Caminho
Cá em casa somos..., Isabel Minhós Martins (texto), Madalena Matoso (ilustração), Planeta Tangerina
O Pequeno Livro da Desmatemática, Manuel António Pina (texto), José de Guimarães (ilustração), Assírio e Alvim

Sexta-feira, Setembro 16, 2011

«Histórias soltas (nos) livros de artista» na Papa-Livros

É já amanhã...

Quinta-feira, Setembro 15, 2011

V Conferência Internacional do PNL: uma conferência política

Com cinco anos passados desde o início do Plano Nacional de Leitura, os estudos reiteram a sua importância capital no aumento da literacia e no acesso ao livro pelas crianças portuguesas. Terem passado cinco anos e o Plano continuar a existir, a evoluir e a ser pensado é algo a elogiar. Teresa Calçada destacou-o numa das suas intervenções: de como é raro os projectos terem continuidade e como é bom que isso aconteça. Isto é política.
Mas a política começa logo na ideia principal que orientará o PNL nos próximos 5 anos: Ler Melhor. Apostar no qualitativo, sempre mais difícil e exigente do que o quantitativo, é um compromisso de valores, logo, é política.
Ler melhor significará um empenho em aprofundar as competências de adolescentes, jovens e adultos, no sentido de que consigam compreender textos de qualidade, sejam ou não literários. O Plano continuará a alargar, dentro do possível, os projectos A Ler+, que decorre já em 80 escolas básicas com acompanhamento partilhado com a RBE, e o programa de clubes de leitura destinados aos alunos do secundário, Melhores Leitores do Mundo. O objectivo é o de promover "uma cultura de leitura nessas escolas", nas palavras do Comissário Fernando Pinto do Amaral, que acrescentou a necessidade de que se veja "o livro como objecto de cultura para as famílias". Assim justificou o seu desejo de que o IVA sobre o preço dos livros se mantenha a 6% e não suba para 23%.
Também Teresa Calçada, responsável pela RBE, a propósito das Bibliotecas Públicas Municipais e das Bibliotecas Escolares pediu esforço, empenho e força na argumentação em defesa destes serviços: "Não tem sentido a pergunta para que servem as Bibliotecas. É axiomático e um imperativo ético."
Maria Carlos Loureiro, Directora de Serviços do Livro da DGLB (que esteve na calha para a extinção e em boa hora regressou à vida autónoma), voltou a enumerar porque se deve investir nas Bibliotecas Públicas Municipais, elucidando todos os que, cegos, consideram estes equipamentos esvaziados de funções pelas Bibliotecas Escolares. Em resumo, as Bibliotecas Públicas Municipais não são apoios pedagógicos do público estudante, são centros culturais e sociais com públicos diversos e transversais, que devem ser recebidos e acompanhados com a mesma dedicação e competência.
Na sequência da sua intervenção, ficámos a saber que a DGLB vai retomar o serviço de promoção da leitura, voltando a oferecer em 2012 a sua Carteira de Itinerâncias às Bibliotecas Públicas Municipais, com novas acções e uma aposta na formação leitora de jovens e adultos.
Os convidados estrangeiros também falaram de política: política de literacia e os seus reflexos sociais e culturais. Viv Bird, Chief Executive do Booktrust apresentou um estudo que demonstra o que o estado poupa na educação e no apoio social apostando na promoção da leitura. Mais literacia, mais competências para compreender o mundo, menos insucesso escolar, menos exclusão social.
Quem esteve na Gulbenkian e acompanhou as várias mesas pressentiu um desejo das entidades responsáveis em continuar a trabalhar, escolhendo dar a conhecer casos de sucesso, como o das Bibliotecas Municipais de Oeiras, por exemplo. Falou-se, 'en passant', de se explicar ao poder local e ao poder central quão determinante é esta área da cultura para a formação dos indivíduos.
Terá sido uma resposta de força à malfadada crise, de que todos se queixam.
Na V Conferência Internacional do PNL não houve literatura infantil (pena), mas também não houve queixas e sim um sentido de proactividade pouco institucional. Isto é política, e a mim, parece-me da boa.

Aqui há histórias com mantas...

Aqui há histórias acontece todos os sábados, no espaço da GATAfunho, ao Chiado, em Lisboa. No próximo dia 17, A Manta (Isabel Minhós Martins, Yara Kono, Planeta Tangerina) será o livro contado, desta feita pela Liliana Lima, dos Contos da Lua Nova. Está tudo aqui!

Quarta-feira, Setembro 14, 2011

Pós-Graduação em Livro Infantil

Já estão abertas as inscrições para a Pós-Graduação em Livro Infantil, na Universidade Católica, em Lisboa. As aulas terão início a 24 de Outubro. Mais informações aqui.

Terça-feira, Setembro 13, 2011

Conversa animada, pela certa, no bairro de Campo de Ourique

Rentreé Bruaá

Esqueci-me como se chama

Daniil Harms (textos)

Gonçalo Viana (ilustração)

Filipe Guerra e Nina Guerra (tradução)

Bruaá


«“Esqueci-me como se chama” reúne 10 textos da obra infantil de uma das vozes mais originais da literatura russa do séc. XX: Daniil Harms. Histórias e poemas humorísticos, sempre dominados por uma visão absurda, subversiva e carnavalesca do quotidiano, onde ficamos a conhecer a Lenotchka, que frustra todas as tentativas do seu amigo Igor para escrever uma história, porque, segundo ela, todas as histórias por ele imaginadas já foram escritas. Assistimos a um hilariante diálogo sobre uma visita a um jardim zoológico e a uma corrida que alguns animais fazem para descobrir quem será o mais rápido.(...)»


(da apresentação do livro, no site da Bruaá)

Segunda-feira, Setembro 12, 2011

Ladrão e Herói

O Fantástico Sr. Raposo
Roald Dahl (texto)
Quentin Blake (ilustração)
Civilização

Há autores que nos habituamos a reconhecer como canónicos (que também os há, muitos e bons, na literatura infantil e juvenil). O britânico Roald Dahl (1916-1990) é um desses casos. E não é pela adaptação de Charlie e a Fábrica de Chocolate, que lhe rendeu notoriedade mundial. É pela sua escrita, que sem abdicar da tradição literária infantil e maniqueísta das fábulas, lhes confere a originalidade do humor sarcástico.

A fluidez do texto decorre precisamente da sinceridade com que desenha as suas personagens e do discurso simples com que narra os episódios da narrativa. Não esconde aos leitores os males do mundo, e oferece-lhes em contrapartida heróis inteligentes. O Fantástico Sr. Raposo é assim. Por isso consegue vencer os três compadres que se juntam numa perseguição sem tréguas ao ladrão dos seus galinheiros. A sintética descrição dos homens roça o hilariante: um gordo que come alarvemente, um anão com mau génio e problemas intestinais e um alto e escanzelado que só bebe sidra. Os três conseguem descobrir a toca do sr. Raposo e da sua família, vedam uma imensa área, e assim impedem-nos de sair, sob pena de serem mortos.

Perante a adversidade, o Sr. Raposo traça um plano alternativo que manterá todos os animais escavadores alimentados e felizes, perpetuando o prejuízo nas quintas dos três compadres. O leitor assume imediatamente a defesa do raposo, numa inversão ao que seria de esperar, já que é ele quem rouba as galinhas.

As ilustrações de Quentin Blake (n.1932) assentam como uma luva, com o seu traço excêntrico de efeito dinâmico. As emoções das personagens ganham relevo, enfatizando o texto de Dahl. No final há curiosidades e informações sobre os autores, e a apresentação de outros livros seus, hábito há muito perdido e que a Civilização em boa hora recupera.

(crítica publicada na edição de Setembro da revista Os Meus Livros)

Razões para continuar a promover a leitura

Dia 8 de Setembro é, desde 1965, o Dia Internacional da Literacia, proclamado pela UNESCO. Para assinalar a data, Viv Bird, chief executive do Booktrust (Reino Unido), assina um artigo onde reafirma argumentos em defesa da promoção da leitura. Quando pensamos que o caminho já se está a fazer e não é preciso mais esforços, assustamo-nos ao perceber que no Reino Unido uma em cada três crianças afirma, num estudo do National Literacy Trust, que não tem nenhum livro. Daí ao insucesso escolar é um passo. Pais e professores também são chamados a intervir. Para ler e não esquecer, aqui.

Sábado, Setembro 10, 2011

V Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura

Será nos dias 13 e 14 de Setembro que se realizará, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a V Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura. Os convidados internacionais vêm de Espanha e de Inglaterra, colaborando em duas instituições de referência para a promoção da leitura: a Fundação Germán Sánchez Ruipérez e o Booktrust.

As principais temáticas serão a leitura e a língua, a literatura infantil e juvenil, os direitos de autor e a leitura nas bibliotecas públicas e escolares.

O programa completo está aqui e a entrada é livre, como sempre.

Quinta com Livros em Torres Vedras

No próximo trimestre, a comunidade de leitores Quintas com Livros, que decorre habitualmente na Biblioteca Municipal de Torres Vedras, vai viajar até algumas quintas e espaços rurais do concelho.
O mote para as conversas será, bem a propósito, "Literatura e Paisagem" e os encontros serão dinamizados por Filipa Barata e Joaquim Moedas Duarte.

Leituras

Qui 13 de Outubro

A construção da figura humana em O vagabundo na cidade, de Manuel da Fonseca
Por Filipa Barata
Local: Quinta da Charneca - Carvoeira

Qui 17 de Novembro

O traço pictórico em Os pescadores, de Raul Brandão
Por Filipa Barata
Local: Casa do Ermitão - Serra de S. Julião - Carvoeira

Qui 15 de Dezembro

Os "nómadas do rio" e a cultura avieira: uma leitura actualizada de Avieiros, de Alves Redol
Por Joaquim Moedas Duarte
Local: Casal do Gil - Monte Redondo

Todas as sessões terão início pelas 19h30 nos respectivos locais e a Biblioteca disponibilizará um mapa aos interessados. A inscrição é obrigatória e a entrada livre, condicionada ao número máximo de 20 participantes.

Para mais informações, basta ligar para a Biblioteca ou aceder às suas páginas web:
www.bibliotecadetorresvedras.net
http://quintascomlivros.blogspot.com

Quinta-feira, Setembro 08, 2011

A rentrée chegou em força

As boas novas da rentrée editorial já começaram a chegar!


O CAVALEIRO CORAGEM!

Delphine Chedru


«Neste livro-jogo vais conhecer o Cavaleiro Coragem!Famoso pela sua bravura, este valente cavaleiro, infelizmente, numa curva do caminho perdeu… a coragem!Para a reencontrar, terá de entrar na árvore oca e resolver vários enigmas, antes de enfrentar o terrível dragão verde.A tua missão é ajudá-lo na sua busca!»

(do press release)


É a primeira proposta da Orfeu Mini, mais um livro não literário que promete dedicação total. Estará nas livrarias durante este mês. Em Outubro e Novembro há mais!

Segunda-feira, Setembro 05, 2011

Jogo de Opostos

Na Festa do Livro:

Uma criança mostra ao pai o álbum O Jardim Curioso (Peter Brown, colecção Borboletras, Caminho) e diz-lhe:
- É mesmo excelente!
O pai:
- Tem boa pinta!
A filha:
- E a história é muito gira.
O pai:
- De onde conheces o livro?
A filha:
- O ... levou para a escola e a professora leu.
O pai:
- Queres levá-lo?
O avô:
- Traz. O avô oferece!
A filha (enquanto caminhavam para a caixa):
- E apredem-se muitas coisas com a história.
E começa a contar ao pai o que se passa no livro.

Na mesa seguinte estava uma mãe com uma criança de aproximadamente dois anos num carrinho. A criança tentava chegar a um livro, que a mãe acabou por lhe mostrar.
A mãe para o pai, contrariada:
- Bom, vamos levar o livro. Agora anda com esta mania dos livros. Já da outra vez foi isto!

Sexta-feira, Setembro 02, 2011

O Lobo Mau vai ao Museu da Marioneta

O Lobo Mau, secção infantil e juvenil do MOTELx, vai realizar-se este ano em parceria com o Museu da Marioneta. Entre 6 e 9 de Setembro os adolescentes (entre os 13 e os 16 anos) curiosos por criar marionetas que representem Trolls aterradores poderão deitar mãos à obra no laboratório do Museu. O workshop começa com o visionamento, em ante-estreia, do filme norueguês The Troll Hunter, no cinema São Jorge.
Todas as informações sobre o workshop e sobre a 5ª edição do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa (entre 7 e 11 de Setembro, cinema S. Jorge) estão no site do MOTELx.

Acabaram as férias

De regresso a casa...



Dias Felizes, Laurent Moreau, Orfeu Negro

O Livro dos Quintais, Isabel Minhós Martins, Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina

O Pequeno Inventor, Hyun Duk, Cho Mi-ae, Orfeu Negro