David Machado, A Mala Assombrada, Presença
Sexta-feira, Abril 29, 2011
Uma assombração por David Machado
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Etiquetas: Editoras; Livros
Quinta-feira, Abril 28, 2011
Começa hoje
É um dos momentos mais aguardados cá pelo burgo. A 81ª Feira do Livro de Lisboa começa hoje e dura até 15 de Maio. Este ano estaremos um pouco arredados das visitas, que eram frequentes, com direito a jantar fast food e fartura... Mas daremos lá os saltinhos que forem possíveis, e esperamos que sejam mais do que um.
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Etiquetas: Feira do Livro
três desejos para o futuro iii

Desejo nº. 3
Que as empresas privadas se envolvam e financiem projectos de promoção da leitura.
O serviço público é por definição uma função do Estado, mas não tem de lhe pertencer em regime de exclusividade. No caso da promoção da leitura, também é do interesse dos intervenientes do sector do livro que se leia mais, se não melhor. Editoras e livrarias, pelo menos, têm interesse em divulgar os seus livros, dar a conhecer critérios de selecção, oferecer ao seu público algo mais do que a concorrência. Há já livrarias que acolhem tertúlias, conversas com autores, debates, comunidades de leitores, acções de sensibilização. As editoras começam também a dar alguns passos nesse sentido, mas o facto é que alguns responsáveis da edição e do sector livreiro estão ainda muito longe da realidade da promoção da leitura. É por isso difícil convencê-los a investir verbas em acções cujo retorno não é imediato, sequer quantificável. Os honorários praticados pelos mediadores não são considerados aceitáveis por estas entidades, que pensam em função da relação custo-benefício, ao contrário do Estado que, por estar a prestar um serviço, contabiliza a duração da acção à qual acrescenta o trabalho invisível que o mediador tem na sua criação e preparação.
Da mesma forma que as editoras recusam pedidos de ofertas de livros por parte de escolas e outras instituições, os mediadores não podem trabalhar gratuitamente, por muito que estejam solidários com as entidades que passam por dificuldades financeiras, ou com a causa da leitura por si só. O trabalho de mediação, que as instituições do Estado respeitam, tem de ser igualmente reconhecido pelo universo privado como especializado.
Há, em Portugal, um longo caminho a percorrer no que respeita à sensibilização para a promoção da leitura por parte de outras entidades privadas que não as do sector do livro. Se exceptuarmos a Fundação Calouste Gulbenkian, não há outras entidades privadas que apoiem prémios de literatura infantil, de ilustração ou mesmo projectos de promoção da leitura, de dimensão nacional.
Inversamente, em todo o mundo há parcerias que permitem o desenvolvimento de projectos de leitura e de escrita com uma componente social e uma abrangência muito mais eficaz. O Banco do Livro (secção venezuelana do Ibby) é um exemplo. Outro é o do Prémio Ibby – Asahi Reading Promotion Award, que é patrocinado pelo grupo de comunicação social japonês Asahi Shimbun desde 1986. Aliás, na página do Ibby podem ver-se os seus patrocinadores, que viabilizam projectos específicos, como é o caso da empresa de produção de mel Yamada Bee Farm, que patrocina campanhas de dinamização de leitura em África, Ásia e América Central, incluindo formações com mediadores locais e bolsas de investigação. Também o maior prémio de literatura para a infância e juventude, Hans Christian Andersen Award, conta com o apoio de empresas privadas: até 2008 foi a Nissan Motor Co. quem patrocinou o prémio, tendo sido sucedida pela Nami Island Inc. A Fundação SM, detentora das Ediciones SM apoia o Prémio Internacional de Ilustração da Feira do Livro de Bolonha e o Prémio Iberoamericano SM de Literatura Infantil y Juvenil.
A repercussão mediática deste tipo de apoios é imensa, ao nível da visibilidade e do prestígio, sem contar, obviamente, com o tal sentido de serviço público. Era importante que o mesmo acontecesse em Portugal por parte dos grupos editoriais ou de outras entidades.
Se o Estado não puder continuar a apoiar de forma consistente o desenvolvimento dos hábitos de leitura, editoras, livrarias, distribuidoras, gráficas, autores, ilustradores, designers, revisores, tradutores, entre tantas outras actividades, sairão a perder. Com a crise e sem uma política de incentivo, as pessoas retrair-se-ão na compra de livros e o mercado ressentir-se-á ainda mais. Quem investir agora verá o retorno desse investimento mais tarde. Mas, como em tudo, é preciso mais competência e sensibilidade na forma como se gerem as empresas e se gera riqueza. A da leitura teima em não ser quantificável, o que nos dificulta o trabalho perante aqueles cuja vista vista míope não alcança lá longe…
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Etiquetas: Promoção da Leitura
Quarta-feira, Abril 27, 2011
Três desejos para o futuro ii

Desejo nº 2:
Que a sociedade civil se empenhe em defesa do serviço público de promoção da leitura.
Quando nos queixamos das acções políticas, dos cortes orçamentais, das estratégias insensíveis e insensatas, muitas vezes esquecemo-nos de que nos cabe a nós, cidadãos, a responsabilidade de responder afirmativamente ao que o Estado nos oferece. O serviço público tem custos elevados e só faz sentido se as pessoas corresponderem. É inadmissível que uma autarquia chegue a gastar perto de €500 (entre o valor da acção, a deslocação, a alimentação e o alojamento) com uma acção como a Arte da Leitura de Pais para Filhos, e só conte com quatro pais, quando poderia ter entre vinte e trinta na primeira sessão e dez, com os seus filhos, na segunda. Muitas vezes as pessoas inscrevem-se e faltam. Há quem defenda, por isso, que se deveria cobrar um valor simbólico pelas ofertas culturais das bibliotecas, tentando vincular as pessoas aos compromissos que assumem. Não nos parece, todavia, um bom argumento: pagaria o justo pelo pecador. Para além disso, a introdução de um valor, ainda que simbólico, abriria um precedente para a instauração futura de uma política de utilizador-pagador, contrária à ideia de Estado que defendemos.
Alguns critérios de atribuição de verbas às Bibliotecas Municipais são o número de frequentadores, as requisições e o número de leitores com cartão. Custará assim tanto ter o cartão da Biblioteca Municipal, subscrever a newsletter e ir, de quando em vez, assistir a um lançamento, conversa, espectáculo, ou simplesmente dar uma espreitadela às novidades?
Com o facebook e outras plataformas sociais, os utilizadores das Bibliotecas podem dar a sua opinião, propor aquisições e actividades. A participação do público pode fazer a diferença na altura em que o executivo camarário estipula as verbas a atribuir a cada área e ajuda os técnicos, bibliotecários, chefes de divisão e até vereadores a defenderem melhor a sua equipa e o seu trabalho. Muitas vezes decide-se com base no número de participantes e não na qualidade das acções. Um espectáculo ou um encontro com um autor pode ser mais apelativo se as sessões se realizarem num auditório com setenta ou oitenta lugares, em detrimento de uma formação com limite máximo de vinte ou trinta participantes, para não falar dos dez ou quinze de uma comunidade de leitores. Cabe por isso ao público manifestar quais os seus interesses, por forma a que os decisores percebam que há outras razões para além dos números.
Para além disso, assiste-se actualmente a cortes profundos na área das bibliotecas fora de Portugal. No Reino Unido, por exemplo, já foram várias as bibliotecas que encerraram e outras tantas que reduziram o seu horário de funcionamento para diminuir custos. Outra ameaça séria é a do pagamento de um valor pelo empréstimo domiciliário. Os bibliotecários, os utilizadores de bibliotecas e algumas figuras ligadas à cultura, entre as quais autores, têm vindo a manifestar-se contra a medida, adiando sine die a sua implementação, que seria a negação do serviço público. Se a biblioteca é por excelência um lugar democrático, em época de crise torna-se absolutamente necessária para que todos, independentemente do seu poder de compra, possam aceder à leitura, aos audiovisuais, à internet. Sem utilizadores, tal serviço deixa de fazer sentido.
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Etiquetas: Promoção da Leitura
Terça-feira, Abril 26, 2011
Três desejos para o futuro
O Bicho fez seis anos. Este aniversário comemora-se sob o anátema da palavra C, como tudo o que se passa no país nos tempos que correm. É uma falta de originalidade. Os anos que ficam para trás estão registados, pelo que o balanço desta vez não se faz.
Ao apagarmos as seis velas pedimos três desejos (para não sermos nem excessivos, nem miserabilistas).
Desejo nº 1:Até agora o nosso trabalho tem dependido quase exclusivamente da DGLB, das autarquias e das escolas. Sabemos que no presente e no futuro próximo estas estruturas estão e continuarão a estar privadas de verbas, ficando cada vez mais condicionadas a escolhas impossíveis, quando já não conseguem suprir as necessidades imediatas dos seus públicos. Como decidir entre ateliers para turmas, espectáculos de teatro, comunidades de leitores, formação para mediadores? Ou entre a formação para professores, a aquisição de livros para a biblioteca escolar ou a visita de um autor à escola? Manietar as instituições implica em grande medida acabar com a promoção da leitura, ou reduzi-la a momentos avulsos que em nada contribuem para a alteração consistente de hábitos que efectivamente levem a uma progressiva consciência leitora, com todos os seus benefícios sociais, culturais, cívicos e económicos. O Estado, mesmo que financeiramente fragilizado, tem obrigação de dar o exemplo do que é serviço público.
Porém, para que o exemplo funcione, as equipas das bibliotecas, escolas e outras instituições ligadas à leitura têm de estar motivadas e conscientes do papel que desempenham, e que vai muito para além da execução de tarefas. A formação adequada e continuada é uma das componentes essenciais para essa tomada de consciência e espera-se que acarrete, como consequência, a responsabilização dessas equipas pelo sucesso ou fracasso dos projectos que desenvolvem. Esse é um dos problemas crónicos do sector do Estado: muitas vezes não se opera qualquer distinção entre quem trabalha bem, interessando-se, esforçando-se, persistindo e quem é inoperante, indolente, ignorante. A diferença entre as boas e más equipas é evidente, mesmo para quem chega de fora, como é o nosso caso, e intui-se pela forma como organizam as acções, pelo interesse pelas temáticas e métodos utilizados, e pela presença durante as acções que recebem.
O trabalho de uma boa equipa beneficia o seu público pela atenção que lhe dispensa, criando e desenvolvendo uma relação de proximidade, cujo retorno de se verifica na participação do público nos projectos para que é convidado. Quer nas Bibliotecas Públicas quer nas Bibliotecas Escolares, muito do sucesso dos programas de promoção da leitura, bem como do número de utilizadores activos depende da receptividade por parte de quem está atrás do balcão. Quando os técnicos conhecem os perfis de leitor dos utilizadores, lhes recomendam livros ou os informam acerca das novidades, cumprem uma das funções principais da promoção da leitura, e esta relação só se estabelece porque há confiança entre quem aconselha e quem é aconselhado. Uma relação assim não implica acréscimo de verbas, campanhas de marketing ou utilização de mais recursos físicos ou humanos. Implica apenas motivação e conhecimento: quem está em contacto com o público deve ter tempo e formação para o poder ajudar, e acima de tudo deve gostar de livros sem acumular preconceitos e tiques de poder.
Mesmo com menos verbas, há muito trabalho que pode e deve continuar a ser feito, sem megalomanias. Basta que todos os que integram as instituições públicas tenham bem presente qual a sua missão: o serviço público.
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Etiquetas: Promoção da Leitura
Segunda-feira, Abril 25, 2011
Liberdade
«(...)Contra a lógica da linha de montagem, só a defesa da liberdade de criação e ensino - fundada na descoberta individual, centrada no livro, na leitura, na defesa de um conhecimento que à primeira vista "não serve para nada", na centralidade das bibliotecas de referência, inexistentes entre nós, e sobretudo na existência de espaços de discussão onde se possa desenvolver o pensamento crítico - nos poderá proteger. (...)»
Diogo Ramada Curto, «Humanidades, Ciências Sociais e Universidades: Para que servem?» in suplemento Atual, Jornal Expresso, 22 Abril 2011.
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Sábado, Abril 23, 2011
Dia Mundial do Livro
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Etiquetas: Efeméride
Terça-feira, Abril 19, 2011
Os cabeçudos apresentam os monstrinhos da roupa suja
Os monstrinhos da roupa suja, de Ricardo Adolfo (texto) e Jessica Kersten (ilustrações), (Alfaguara Infantil) serão apresentados amanhã a quem os quiser conhecer. É só aparecer na Livraria Os Cabeçudos, no Parque das Nações em Lisboa, pelas 18h. Com direito a encenação da história e tudo...
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Grande novidade bruaá
Editar em português um autor incontornável como Bruno Munari é uma notícia de relevo, que faz do excelente catálogo da Bruaá, um catálogo ainda mais valioso. Munari foi um dos pioneiros do design gráfico na área do livro infantil, e um teórico na exploração da comunicação visual com crianças. Em Portugal, as 70 editaram (entre outras) Fantasia, que ajuda a entrar no universo do autor.
Até agora, o local privilegiado para encontrar alguns dos seus livros era a livraria Bichinho de Conto, através de importação, tal como acontece com o seu seguidor, Katsumi Komagata.
Na Noite Escura é um livro sem texto e nas margens da narratividade. É no recorte, no preenchimento da página pela cor, no que se desvenda e no que se oculta que reside o sentido. Delicado, vem questionar mais uma vez os limites do livro dito de recepção infantil e a forma tradicional de ler.
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Etiquetas: Editoras; Livros
Segunda-feira, Abril 18, 2011
Prémio Nacional de Ilustração para Yara Kono
Yara Kono (Planeta Tangerina) é a vencedora da 15.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração, pelo seu trabalho no livro "O Papão no Desvão", com texto de Ana Saldanha e edição da Caminho.
Para além do Prémio, foram atribuídas menções honrosas a Marta Madureira, pela ilustração para o livro "A Crocodila Mandona", com texto de Adélia Carvalho, e a Afonso Cruz, ilustrador e autor do livro "A Contradição Humana".
O júri da 15.ª edição do prémio Nacional de Ilustração foi composto por Jorge Nesbitt (ARCO), Leonor Riscado (Escola Superior de Educação de Coimbra) e Cristina Grácio (DGLB).
A vencedora receberá um prémio no valor de 5.000 €, aos quais acrescem 1.500 € para custear a sua deslocação à Feira de Bolonha no próximo ano.
Publicada por Sérgio em 13:45 0 comentários
Etiquetas: Prémios
Novidade da Bags of Books
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Etiquetas: Editoras; Livros
Domingo, Abril 17, 2011
Secção do Ibby em Portugal
Realizou-se na passada 6ª feira uma reunião entre alguns elementos da direcção internacional do IBBY (International Board of Books for Young People) e um conjunto alargado de pessoas que trabalham no sector do livro infantil (escritores, ilustradores, editores, promotores, professores), no sentido de se criar uma nova secção portuguesa desta instituição não governamental, depois do desaparecimento da APPLIJ, por falta de verbas. Depois de uma apresentação das várias valências do IBBY, do seu funcionamento central e da exemplificação da estrutura de algumas secções, passou-se à discussão sobre a situação portuguesa. Para integrar o IBBY, a secção portuguesa terá, em primeiro lugar, de elaborar os seus estatutos, de eleger uma direcção, elaborar um relatório de actividades bienal e finalmente de contribuir, anualmente, com uma quota de €3000. Este valor é estimado de acordo com o PIB nacional e o número médio de livros editados. Foi com sentido de humor que fomos informados que também neste sector estamos ao nível da Irlanda e da Grécia, cujo valor da contribuição é idêntico. Já a secção holandesa, por exemplo, paga anualmente €7000. Entre os elementos que integrarão a direcção, dois serão os intermediários privilegiados entre a secção nacional e a direcção internacional. Depois de alguma discussão sobre o possível (ou impossível) contributo de instituições públicas como a DGLB ou o Ministério da Cultura, decidiu-se pela criação de uma equipa de trabalho que deverá pensar numa primeira formulação dos estatutos e em congregar os interessados, informando-os do processo de criação da secção e organizando reuniões. Foi então constituída a equipa com aprovação dos presentes: Eduardo Filipe (responsável pela Ilustrarte), André Letria (ilustrador), Maria Carlos Loureiro (DGLB) e Leonor Riscado (professora universitária e promotora da leitura). Uma secção portuguesa do IBBY dará a Portugal a possibilidade de candidatar livros a prémios como o ALMA ou o Hans Christian Andersen, participar nos Congressos e trocar experiências com as outras secções, espalhadas pelo mundo inteiro. Os ilustradores portugueses são já reconhecidos, alguns dos nossos escritores também, as Palavras Andarilhas e Nuno Marçal, com o seu bibliomóvel foram já candidatos ao ALMA, o que significa que o trabalho que por cá se faz não é de todo desconhecido ou inválido. É por isso essencial legitimá-lo ainda mais, dá-lo a conhecer e disseminá-lo. Essa abertura de horizontes far-nos-á trabalhar melhor e obter outro retorno desse trabalho, em todas as áreas, sejam elas no âmbito editorial ou de promoção e docência. Qualquer interessado pode ser associado do IBBY, e será de todo o interesse que os estatutos portugueses o permitam, por forma a que pais, educadores, mediadores, editores, livreiros, autores, bibliotecários, animadores e quem mais tenha interesse possam participar.
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Etiquetas: Promoção da Leitura
Sábado, Abril 16, 2011
Novidades e feira do livro
Se há mês prolífico no sector do livro, esse mês é Abril. Comemora-se, logo a 2, o Dia Internacional do Livro Infantil e a 23 o Dia Mundial do Livro. Ambas as efemérides são assinaladas com comemorações em Bibliotecas, Livrarias, Escolas e outros espaços públicos. Com a antecipação da abertura da Feira do Livro para 28 de Abril em Lisboa (a 26 de Maio começa no Porto), as editoras apostam nos lançamentos e as novidades sucedem-se. Dar a conhecer autores, colecções e novas obras será o principal objectivo, e nisso a Feira é uma montra muito apelativa. Mesmo que o público opte por comprar livros mais antigos, com preços mais em conta, a verdade é que a exposição prolongada e acessível permite que as pessoas vejam, revejam, folheiem e até registem na memória ou na agenda os livros que desejam para uma compra posterior. Depois ainda há os Livros do Dia, os encontros com os autores, as sessões de autógrafos e as actividades lúdicas para os mais novos. O Bicho soube (e ficou contente) que vai estar um pinguim muito especial por lá a tirar fotografias com os pequenos... Agora basta aos graúdos pesquisarem e descobrirem que livros têm pinguins...
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Etiquetas: Feira do Livro
Quinta-feira, Abril 14, 2011
Afonso Cruz na Papa Livros
Amanhã a Livraria Papa Livros, no Porto, recebe Afonso Cruz, que partilhará com o público a sua experiência de escrita e ilustração. A exposição com os originais do álbum A Contradição Humana (Caminho) também inaugura amanhã. Promete...
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Etiquetas: Autores, ilustração, Livrarias
planeta reedita alexandre honrado
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Etiquetas: Editoras; Livros
Terça-feira, Abril 12, 2011
Visitar o Cata Livros
Desde dia 5 está online o site Cata Livros, da responsabilidade da equipa da Casa da Leitura. Disponibiliza livros que podem ser folheados e ouvidos, testemunhos de autores, jogos sobre o livro do mês, no caso Estranhões e Bizarrocos (José Eduardo Agualusa, D. Quixote), propostas de actividades lúdicas que as crianças podem realizar sozinhas. O público-alvo são crianças dos 8 aos 12, mas como sempre estes intervalos são apenas referências. Com a ajuda dos pais e educadores, este site pode estar ao alcance dos mais novos. Todavia, surge com a intenção de criar uma relação virtual directa com a criança, de a autonomizar e de a aproximar da leitura através do ciberespaço, que está cada vez mais presente no quotidiano de todos. A visitar!
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Segunda-feira, Abril 04, 2011
Simpósio dedicado a Vergílio Alberto Vieira
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Etiquetas: Autores, conferências; colóquios; encontros
Domingo, Abril 03, 2011
A Leitura no Programa Sociedade Civil
Na 6ª feira o programa Sociedade Civil dedicou a sua edição a debater a questão: Ler ou jogar computador. Logo no início, Carla Maia de Almeida destaca notícias positivas, seguindo-se uma breve peça sobre um inquérito do PNL sobre os hábitos de leitura dos mais novos (entre o 1º ciclo e o secundário). Entre os convidados do programa esteve o comissário do PNL, Fernando Pinto do Amaral, que de forma muito objectiva afastou alguns preconceitos relacionados com os comportamentos de leitura das crianças. Para além disso, centrou a necessidade de promover a leitura junto do público adolescente, que me é muito caro, destacando algumas razões para que os jovens se afastem da leitura. Para quem não viu ou quer rever, basta aceder ao videocast no site da rtp.
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Sábado, Abril 02, 2011
Dia Internacional do Livro Infantil i
Mensagem do 2 de Abril de 2011, Dia Internacional do Livro Infantil * «O LIVRO RECORDA “Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.” No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953). Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice. Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época. Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos. Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então. O livro recorda o tempo em que foi escrito. A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava. São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas. Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia. O livro recorda.» Aino Pervik (autora estónia, 1932-) Jüri Mildeberg (ilustração do cartaz) Tradução: José António Gomes *A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.
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Etiquetas: Dia Internacional do Livro Infantil
Dia Internacional do Livro Infantil
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Etiquetas: Dia Internacional do Livro Infantil
Novidades para hoje: Bookcrossing
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Etiquetas: bibliotecas, Promoção da Leitura
Novidades para hoje: livrarias
Leiria e Setúbal também comemoram o Dia Internacional do Livro Infantil. Na Arquivo, lança-se o livro E tu, gostas de histórias? de Sílvia Alves (texto) e Susana Leite (ilustração). Na Culsete, conversa-se com Luísa Ducla Soares e Fernando Bento Gomes a partir das 15h.
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Etiquetas: Dia Internacional do Livro Infantil, Livrarias
Sexta-feira, Abril 01, 2011
Novidades para amanhã: livros
«A Booksmile decidiu fazer uma surpresa aos jovens leitores e vai levar o Greg à FNAC do Centro Colombo, em Lisboa, no dia 2 de Abril para uma sessão de autógrafos muito especial. É que, mesmo antes de abrirem as portas da FNAC (10h00), às 09h30 já lá estará o Banana à espera das crianças para um alegre convívio e com um brinde especial, bem docinho, para oferecer a todos.» (do press release)
Publicada por Andreia em 19:05 0 comentários
Etiquetas: Dia Internacional do Livro Infantil, Editoras; Livros
Novidades para amanhã: Bibliotecas Municipais
Amanhã é Dia Internacional do Livro Infantil. Lançamentos de livros, conversas, espectáculos... há de tudo um pouco. É só planificar o fim-de-semana e escolher. Para além das tradicionais horas do conto (no Feijó lê-se o Bicharoco que era oco) há comemorações especiais na Biblioteca Municipal da Amadora, das Caldas da Rainha, da Chamusca, de Ílhavo. Na Biblioteca Pública de Évora as comemorações começaram logo na 2ª feira e estendem-se até amanhã. Em Lisboa, o Chiado será o palco das iniciativas das BLx com destaque para o cordão humano de leitura. Já em Oliveira de Azeméis as crianças estão convidadas a dormir hoje na Biblioteca Ferreira de Castro para ouvir as Histórias de Pijama.
Publicada por Andreia em 17:18 0 comentários
Etiquetas: bibliotecas, Dia Internacional do Livro Infantil














