Terça-feira, Agosto 31, 2010

Programação das Bibliotecas de Lisboa

Está já disponível o programa de Promoção da Leitura que as Bibliotecas Municipais de Lisboa vão oferecer no próximo ano lectivo 2010-2011. Mas as ofertas não se dirigem apenas a Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo. Também há sugestões de actividades para o público em geral e para famílias que vão desde ateliers a projectos de continuidade.
O programa completo pode ser consultado aqui.

Sexta-feira, Agosto 27, 2010

intertextualidades iv


Lágrimas de Crocodilo, André François, Bruaá

Histórias que me contaste tu, Manuel António Pina, Assírio e Alvim
Mas qual é a lógica disso?

Quinta-feira, Agosto 26, 2010

Agenda de Setembro nas Bibliotecas Municipais

Convém lembrar que a DGLB disponibiliza a agenda de actividades das Bibliotecas Municipais por todo o país. Basta aceder ao site, aqui, e escolher...

Leitura para bebés e mães na Chamusca

O investimento na formação dos pais e no contacto precoce com o livro e a leitura é uma aposta de um número cada vez maior de Bibliotecas. A partir de Outubro, na Biblioteca Municipal da Chamusca, convidam-se mamãs e bebés a participar no projecto «(A)Braços com a leitura», financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Já há um blogue para ir dando notícias.

Quarta-feira, Agosto 25, 2010

Promoção da Leitura na Bienal do Livro de S. Paulo

Na 21ª Bienal Internacional do Livro de S. Paulo também se discutem as práticas de incentivo à leitura. Decorre em simultâneo o III Fórum Nacional do Plano Nacional do Livro e Leitura e o III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias.
Aqui foi apresentado o modelo que Maria Luisa Torán implantou nas Bibliotecas da Andaluzia. Trata-se do Pacto Andaluz, que conta com diversas iniciativas, entre as quais "O Bosque dos Livros" e "Fahrenheit 451" Para continuar a ler aqui.

Terça-feira, Agosto 24, 2010

Chegou com o Verão

Para quem se queixa de que os miúdos têm dificuldade em entrar na escrita de Ana Saldanha, ou que os temas são um bocado dramáticos, coarctando a inocência juvenil dos leitores... chegaram com o Verão dois novos títulos bem diferentes.

Iniciam a colecção «Vamos Viajar» da Caminho e são reedições (a primeira data de 1995 e é da Campo das Letras), revistas e alteradas pela autora.

Num Reino do Norte relata uma viagem de turma a Inglaterra, num programa de intercâmbio que algumas escolas faziam. Os alunos ficavam alojados em casa de pessoas que se disponibilizavam a acolhê-los. Em alguns casos, eram os próprios anfitriões quem organizava o programa dos alunos, como acontece com a Cláudia, a protagonista, noutros eram os professores que reuniam o grupo e passeavam com ele durante o dia.

O texto é simples e directo, relatando sem flashbacks, inferências ou densas descrições psicológicas, o dia-a-dia de Cláudia, pela mão da própria, em Lichfield, onde conhece pessoas da sua idade e quase se envolve num mistério que afinal nada tem de extraordinário.

A diferença entre simplicidade e simplismo reside no piscar de olhos que Ana Saldanha deita aos comportamentos dos adultos, com pais desatentos, super-protectores, obcecados com o estudo ou com actividades; às mudanças de comportamento que se operam nestas viagens, intensas e marcantes para qualquer adolescente e que desta vez afectam dois rapazes da turma; e o pretenso mistério, num diálogo intertextual com as diversas colecções e sagas de aventuras dirigidas ao público infantil e juvenil.

Pode ser uma porta de entrada para a obra da autora. Mesmo que não seja, os livros já valem por si.

Segunda-feira, Agosto 23, 2010

DGLB propõe Luísa Ducla Soares



Luísa Ducla Soares foi a candidata portuguesa escolhida pela DGLB para a VI Edição do Prémio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil e Juvenil.

A decisão será divulgada em Outubro de 2010 e o prémio será entregue na próxima edição da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).

Mais informações sobre a candidatura no site da DGLB.

Projecto em família nas BLX


Será a partir de 2 de Outubro nas Bibliotecas Municipais Orlando Ribeiro e da Penha de França que terá início o projecto "Mimos e Livros à Mão de Semear". Destina-se a crianças entre os 9 meses e os 3 anos, na companhia de um adulto, e conta com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian. Para mais informações, basta ligar para as Bibliotecas.

Quinta-feira, Agosto 19, 2010

Tintim regressa Tintin


A Asa vai reeditar a colecção de Banda-Desenhada Tintim. Contudo, o nome do mais famoso jornalista da BD ressurge com nova ortografia: Tintin. Os primeiros seis álbum sairão já em Setembro.

Terça-feira, Agosto 17, 2010

Sobre a leitura de textos integrais no ensino

«O trabalho a desenvolver em sala de aula à volta dos textos implica o respeito
pela autoria, pela fonte e pelos demais dados de identificação e origem. Por outro lado,
é de evitar o recurso a cortes e a adaptações abusivas dos textos, já que isso dificulta a
reconstrução do sentido.

O contacto com o texto integral promove, entre outros aspectos: i) a descoberta
de personagens e situações geradoras de empatia e afectos entre o leitor e o texto; ii) o
conhecimento de esquemas narrativos diversificados, levando o aluno a compreender,
pouco a pouco, diferentes mecanismos usados na construção de sentido; iii) o contacto
com sistemas de valores que podem contribuir para a sua formação pessoal, social,
estética e ética.»

Este excerto faz parte do documento de apresentação dos Novos Programas de Português e refere-se ao 1º ciclo do ensino básico. Já não há desculpas para a simplificação dos textos literários e não literários!
O documento completo pode ser consultado no site da dgidc, aqui.

Segunda-feira, Agosto 16, 2010

Atelier de Ilustração na Bedeteca de Lisboa

Entre 18 e 30 de Agosto a Bedeteca de Lisboa oferece um atelier de ilustração às crianças entre os 7 e os 12 anos. Esta será criada a partir do excerto de uma história e no final afixar-se-ão as ilustrações com efeito de acordeão, à boa maneira dos cadáveres esquisitos.
Há também outro atelier a decorrer nas mesmas datas, sobre BD e Ilustração.
Mais informações no site da Bedeteca.

Poesia infantil em revista

A revista Tigre Albino dedica-se à Poesia Infantil, mas explica que poesia infantil não são versos feitos exclusivamente a pensar em crianças e sim todo e qualquer poema que pode ser apreendido por uma criança ou adolescente.
É uma revista brasileira, online e gratuita. Os vários números disponíveis contam com recensões a obras, autores ou questões relacionadas com a mediação de leitura. O último número incide especificamente sobre o ensino de poesia, alguns temores mais comuns aos professores, o papel de introdução e valorização da leitura literária da poesia, ou por onde começar a lê-la...

Domingo, Agosto 15, 2010

Summer reading 2010

O Summer Reading 2010 acontece por iniciativa de três Bibliotecas Públicas de Nova Iorque: a ideia é que os leitores se inscrevam no site com um avatar e a partir daí partilhem livros, filmes e música, dando até opiniões. Cria-se assim uma rede de leitores virtual que parte sempre dos espaços físicos e virtuais das Bibliotecas, onde se efectuam as pesquisas.

Sexta-feira, Agosto 13, 2010

Em andanças com o Bibliomóvel

No final de Julho conseguimos finalmente ir a Proença-a-Nova visitar o Nuno Marçal e conhecer melhor o dia-a-dia do Bibliomóvel. Uma experiência avassaladora que nos deixa arrepiados e sem palavras...

Quinta-feira, Agosto 12, 2010

Intertextualidades iii

Comer qb...



O Incrível Rapaz que Comia Livros, Oliver Jeffers, Orfeu Negro

Ssschlep, Eugénio Roda (texto), Gémeo Luís (ilustração), Eterogémeas

Ainda o serviço público

Através do blogue Entre Estantes, podemos aceder à discussão sobre a relevância das Bibliotecas Públicas no Illinois e a um vídeo esclarecedor.

Motivar as escolas para projectos de leitura

No Brasil, os professores que venceram o concurso Escola de Leitores, vão viajar até à Colombia para assistir a palestras, visitar bibliotecas e conhecer escritores. Depois, no regresso, as suas escolas receberão fundos para projectos de promoção da leitura e formação dos docentes.
Aliciante...
Para ler aqui.

Biblioteca: até onde vai o serviço público? iii

O exemplo da Dinamarca faz-nos pensar.

Em primeiro lugar, onde haveria apoio financeiro para esta enormidade de projectos?
Em segundo lugar, faz ou não sentido este esforço para levar público à Biblioteca?
Finalmente, qual é o papel da Biblioteca?

Quanto à primeira questão, é certamente a de mais fácil resposta, embora aqui resida parte do problema. A cultura, todos sabem mas a maioria não tem qualquer sensibilidade quanto a isso, é sistematicamente a primeira área a ser afectada em tempos de crise e nunca é recompensada suficientemente fora deles.

Se a visão política e social é genericamente utilitária relativamente ao conhecimento e se centra apenas nas competências técnicas, nunca haverá possibilidade de ver uma Biblioteca como um tesouro vivo de que se deve cuidar diariamente.

A pergunta "Para que é que isto serve?" tem de ser banida.

O que se passa na Dinamarca é bem diferente da realidade portuguesa. Os Dinamarqueses confrontam-se com o individualismo que o desenvolvimento acarretou, de tal forma que a Biblioteca pretende fomentar o relacionamento entre crianças de diferentes idades e a recuperação do hábito de jogar em família.

Em Portugal o espaço da Biblioteca ainda é, em muitos casos, um espaço sociabilizante. Há casos de mães que se encontram na Biblioteca ao final da tarde, conversando enquanto os filhos passam algum tempo na sala infantil.
Há adolescentes que se encontram na Biblioteca para jogar no computador, fazer trabalhos, ou simplesmente para conversar.
Alguns idosos frequentam o espaço, especialmente nos períodos da manhã, para ler os periódicos, dar dois dedos de conversa com os funcionários da biblioteca e dar um passeio.
Mães procuram conselhos personalizados sobre as leituras dos seus filhos...

O segredo do serviço público das Bibliotecas está, maioritariamente, nas relações de confiança e afecto que se estabelecem, mais do que nas actividades, na excelência do espaço ou na qualidade e diversidade dos fundos. É certo que quão mais próxima é esta relação, maior é a adesão a actividades e maior a exigência do público.

A vantagem de estarmos num nível de desenvolvimento inferior ao da Dinamarca permite-nos reflectir sobre o valor humano das Bibliotecas e não apenas o desenvolvimento dos níveis de literacia e o acesso à informação e à leitura.

As Bibliotecas não são um meio para atingir um fim e sim um equipamento de acompanhamento com funções culturais, sociais e educacionais. Por isso será sempre um serviço público de utilidade inestimável contra o isolamento, a ignorância, o individualismo, a solidão. Para quem pergunta, já se sabe para que serve. E quanto se poupa em psicólogos, geriatras, internet, ATLs... Para não falar na estabilidade do sistema editorial, quer de livros quer de periódicos, que garantem cerca de 200 assinaturas por número. E o que se poupa em desemprego?

Terça-feira, Agosto 10, 2010

Biblioteca: até onde vai o serviço público? iii

O exemplo da Dinamarca faz-nos pensar.

Em primeiro lugar, onde haveria apoio financeiro para esta enormidade de projectos?
Em segundo lugar, faz ou não sentido este esforço para levar público à Biblioteca?
Finalmente, qual é o papel da Biblioteca?

Quanto à primeira questão, é certamente a de mais fácil resposta, embora aqui resida parte do problema. A cultura, todos sabem mas a maioria não tem qualquer sensibilidade quanto a isso, é sistematicamente a primeira área a ser afectada em tempos de crise e nunca é recompensada suficientemente fora deles. Se a visão política e social é genericamente utilitária relativamente ao conhecimento e se centra apenas nas competências técnicas, nunca haverá possibilidade de ver uma Biblioteca como um tesouro vivo de que se deve cuidar diariamente.

A pergunta "Para que é que isto serve?" tem de ser banida.

O que se passa na Dinamarca é bem diferente da realidade portuguesa. Os Dinamarqueses confrontam-se com o individualismo que o desenvolvimento acarretou, de tal forma que a Biblioteca pretende fomentar o relacionamento entre crianças de diferentes idades e a recuperação do hábito de jogar em família.

Em Portugal o espaço da Biblioteca ainda é, em muitos casos, um espaço sociabilizante. Há casos de mães que se encontram na Biblioteca ao final da tarde, conversando enquanto os filhos passam algum tempo na sala infantil. Há adolescentes que se encontram na Biblioteca para jogar no computador, fazer trabalhos, ou simplesmente para conversar. Alguns idosos frequentam o espaço, especialmente nos períodos da manhã, para ler os periódicos, dar dois dedos de conversa com os funcionários da biblioteca e dar um passeio. Mães procuram conselhos personalizados sobre as leituras dos seus filhos...

O segredo do serviço público das Bibliotecas está, maioritariamente, nas relações de confiança e afecto que se estabelecem, mais do que nas actividades, na excelência do espaço ou na qualidade e diversidade dos fundos. É certo que quão mais próxima é esta relação, maior é a adesão a actividades e maior a exigência do público.

A vantagem de estarmos num nível de desenvolvimento inferior ao da Dinamarca permite-nos reflectir sobre o valor humano das Bibliotecas e não apenas o desenvolvimento dos níveis de literacia e o acesso à informação e à leitura.

As Bibliotecas não são um meio para atingir um fim e sim um equipamento de acompanhamento com funções culturais, sociais e educacionais. Por isso será sempre um serviço público de utilidade inestimável contra o isolamento, a ignorância, o individualismo, a solidão. Para quem pergunta, já se sabe para que serve. E quanto se poupa em psicólogos, geriatras, internet, ATLs... Para não falar na estabilidade do sistema editorial, quer de livros quer de periódicos, que garantem cerca de 200 assinaturas por número. E o que se poupa em desemprego?

Biblioteca: até onde vai o serviço público? ii

Os projectos da Biblioteca Pública de Aarhus

«Families at play in the Library» é uma das apostas desta Biblioteca. Destina-se a famílias e o seu principal objectivo é recuperar a tradição de jogar como momento de partilha e comunicação. Por um lado, propõe-se aos pais que levem os filhos para que estes participem em jogos com outras crianças de idades diversas (na Dinamarca o ensino e as actividades sociais estão de tal forma espartilhadas que crianças de idades diferentes não convivem). Por outro reproduziu-se uma sala de estar onde as famílias podem explorar em conjunto o mobiliário e diversos objectos quer tradicionais, quer tecnológicos. Podem inclusivamente sentar-se e ler...

O Story Surfer é uma espécie de tapete digital que permite ao leitor procurar livros, carregando em botões e perseguindo as capas dos livros.

Há mais elementos tecnológicos a chamar a atenção de todos os utilizadores:

O Bib-phone permite que se deixem mensagens sobre livros, que ficarão registadas e serão ouvidas pela pessoa que em seguida utilizar o telefone. É uma espécie de fórum em que podemos ouvir o que outros opinaram e/ ou deixar a nossa opinião.


No Circle Computer Club as crianças reúnem-se uma vez por semana e aprendem a utilizar o computador de forma criativa.

Cultural Probes pretendem aferir o que fazem os leitores na Biblioteca. Para isso disponibilizam-se malas com utensílios e instruções (entre os quais uma câmera) que o leitor deve usar para registar a sua passagem pela biblioteca: um local de que goste, o que faz com o material que requisitou, os serviços que utiliza...

Específicamente para os adolescentes há duas propostas:

O Spot Mobile está onde estão os adolescentes - em praias, concertos... A ideia é ir até eles e funcionar como um pólo especializado neste público.

Olívia é uma personagem virtual de 14 anos a quem os leitores podem perguntar o que quiserem, obtendo sempre uma resposta. É uma espécie de consultório, onde uma bibliotecária se esconde nesta personagem com que os adolescentes se identificam, criando com eles laços de confiança.

Biblioteca: até onde vai o serviço público? i

Em Portugal as Bibliotecas disponibilizam aos cidadãos a oportunidade de aceder à informação, tecnologia e leitura de forma gratuita. A utilização massiva dos computadores, especialmente da internet, dirá algo sobre as assimetrias sociais que ainda persistem.

Também ao nível da consulta, do empréstimo domiciliário de livros, dvds e cds, assim como da leitura presencial de periódicos, se verifica a existência de público.

Debatemo-nos ainda com fracos índices de comportamentos leitores e com a necessidade de levar as pessoas às bibliotecas para que leiam.

Contudo, de acordo com as estatísticas (que muito agradam a alguns chefes de divisão e vereadores), as Bibliotecas Municipais têm uma afluência bastante razoável.

O mesmo não se passa noutros países, levantando questões relacionadas com a própria utilidade pública destes espaços e serviços.

No último encontro Oeiras a Ler, dedicado às novas tecnologias como suporte da leitura, Mette K. Jensen, que trabalha desde 2000 na Biblioteca Pública de Aarhus (Dinamarca) apresentou o quadro pouco simpático da sua biblioteca, onde as pessoas não vão ler, requisitar ou consultar, sequer utilizar a internet.

Uma das principais razões será a ausência de necessidade. O nível de vida na Dinamarca não se compara ao nosso, as pessoas têm internet em casa, os livros são mais baratos e a taxa de literacia é muito mais alta, o que significa que há o hábito de ter livros em casa.

Para contrariar a situação, a Biblioteca criou diversos serviços, na maioria dos casos de carácter lúdico, para cativar diversos públicos, especialmente as famílias.

Segunda-feira, Agosto 09, 2010

Duas leituras, os mesmos olhos

Há uns dias, chegou-me às mãos o mais recente livro da colecção Anita, agora com a chancela da Babel.

Foi com ela que me iniciei na leitura, ainda apenas visual, e passei pela penosa fase da repetição que quase levou o meu pai à loucura (com Anita na cozinha, um inventário de receitas de compota um bocadinho desinteressantes de ler em voz alta vezes sem conta). As minhas experiências com a colecção não ficam por aqui.
Recordo-me de ler Anita Mamã e brincar com o chorão, assumindo sempre a condição de irmã e nunca de mãe.
Lembro-me de imaginar para onde iria o comboio da capa de Anita de Comboio e da sensação de liberdade de Anita Dona de Casa.
Foi com Anita na Quinta que explorei algumas palavras em castelhano, quando conheci uma rapariga de Badajoz e nos divertiamos a apontar para os animais dizendo os seus nomes nas nossas línguas.

Depois, muito depois, soube que alguns pais dos idos de 80 não suportavam os valores domésticos que formavam a menina e compreendi um sentido político que me escapou na infância.

A possibilidade de ler agora um novo livro, sem as memórias de então, levantou-me algumas questões: como reagiria ao texto, à narrativa e ao sentido ideológico?, que percepção teria das ilustrações?, que juízos afectivos produziria?

A conclusão é simples: os olhos são os mesmos, apesar de sorrir com algumas marcas ideológicas presentes quer no texto quer na ilustração (como o cruxifixo ao lado da janela), continuo a reencontrar a Anita e os olhos enormes do irmão Pedro, a expressividade e o detalhe de cada espaço que alimenta a minha curiosidade, e a sensação de felicidade que tinha à época. Não sei dizer se é uma colecção maravilhosa, mas também não consigo sentenciá-la como proscrita. A experiência, a mim, fez-me bem...

Segunda-feira, Agosto 02, 2010

Pontos de leitura... em jeito de intróito

No Brasil investe-se em Pontos de Leitura fora das Bibliotecas, nomeadamente em unidades fabris. “Trabalhamos para a democratização do acesso ao livro, em parceria com a sociedade civil e por um Brasil leitor” explicita Fabiano dos Santos Piúba, director do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura. Os fundos são relativamente extensos e os trabalhadores podem requisitar livros, dvds e usar o computador disponível.
Continuar a ler aqui.

Domingo, Agosto 01, 2010

Bibliotecas de Praia 2010

Para ler gratuitamente nas férias...

Biblioteca de Praia de Santa Cruz (Torres Vedras)

Bibliotecas de Praia da Biblioteca Municipal da Póvoa do Varzim

Bibliotecas de Praia do Município de Esposende

Bibliotecas de Praia da Biblioteca Municipal de Sesimbra

Bibliotecas de Verão da Biblioteca Municipal de Grândola

Biblioteca de Praia de Quarteira (Loulé)

Biblioteca de Praia da Nazaré

Biblioteca de Praia da Barra (Ílhavo)

Biblioteca de Praia da Figueira da Foz

Biblioteca de Praia da Tocha (Cantanhede)

Biblioteca de Praia da Ribeira Brava (Madeira)

Biblioteca de Praia de Albufeira

Biblioteca de Praia da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo

Bibliotecas de Praia de Vila do Conde
...