A Feira do Livro já abriu. Estivemos lá ontem a sentir o frio que teimava em não nos deixar. Havia poucas pessoas, mas as primeiras impressões são boas.
Sexta-feira, Abril 30, 2010
Os hábitos de leitura em Portugal em debate na Feira do Livro
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Orfeu Negro - livros do Dia na Feira
A Orfeu Negro disponibiliza a lista dos Livros do Dia até dia 3 de Maio. Os descontos são muito apelativos:
30 Abril, SEX: Espelho do Mundo – Uma Nova História da Arte 29,40€
1 Maio, SÁB: O Coração e a Garrafa 8,00€
2 Maio, DOM: Burros 8,90€
3 Maio, SEG: Animalário Universal do Professor Revillod 8,40€
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Etiquetas: Editoras; Livros, Feira do Livro
Quinta-feira, Abril 29, 2010
O estranho mundo de jack, pela Orfeu Mini
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Está quase... (2)
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Hoje no Sobral de Monte Agraço
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Etiquetas: Comunidade de Leitores
Quarta-feira, Abril 28, 2010
Está quase...
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Terça-feira, Abril 27, 2010
A 1ª República lança-se daqui a pouco
A 1ª República é o período abordado no mais recente volume da colecção História de Portugal, de Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada e António Reis (Caminho). O lançamento será mais logo, às 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa.
Publicada por Andreia em 17:02 0 comentários
Etiquetas: Livros
Shel Silverstein no Diário de um Banana
No 3º volume de O Diário de um Banana (Jeff Kinney, Vogais & Cª.) que é um enormíssimo sucesso junto dos adolescentes, encontrei esta preciosidade...
Para além deste momento, uma referência indirecta à celebérrima imagem de Marilyn Monroe sobre um respiradouro revelam um humor inteligente que não se esconde em associações sempre primárias ou evidentes. O livro enaltece o sentido crítico dos adolescentes e põe em causa os preconceitos associados a este público. Especialmente porque se lê com agrado, em qualquer idade.
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Etiquetas: Livros
Segunda-feira, Abril 26, 2010
"Não Quero Usar Óculos" viaja até ao Brasil
Não Quero Usar Óculos, de Carla Maia de Almeida (texto) e André Letria (ilustração), vai ser publicado no Brasil. A edição será da Peirópolis, de São Paulo.
Da mesma autora, a Editorial Caminho tinha já publicado O Gato e a Rainha Só, ilustrado por Júlio Vanzeler, e o mais recente Ainda Falta Muito? com ilustrações de André Gozblau.
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Domingo, Abril 25, 2010
Sexta-feira, Abril 23, 2010
5 anos de Bicho dos Livros
O Bicho dos Livros faz hoje cinco anos.
Não faremos um balanço, mas não podemos deixar de agradecer a todos os que nos lêem e têm acompanhado ao longo do tempo.
Para assinalar a data apresentamos duas novas propostas.
No cabeçalho constam agora três páginas autónomas com recensões a álbuns, livros ilustrados e livros de potencial recepção juvenil. Os textos estão disponíveis em pdf e as páginas serão actualizadas sempre que surja um novo texto.
No blogue apenas constam os títulos e as capas dos livros, para não sujeitar os leitores a quaisquer informações. Pelo contrário, o blogue pretende ser uma plataforma de cruzamento de opiniões entre pares. Se os adolescentes o visitarem, de tempos a tempos, verificarão quais os livros mais populares e poderão até recolher opiniões que lhes despertem o interesse.
O atelier permitir-nos-á dinamizar o blogue junto de turmas e grupos de adolescentes, que tecerão os seus juízos durante as sessões. Fizemos já uma sessão experimental que resultou nos comentários apresentados.
Visitem-nos!
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Etiquetas: Efeméride
Quinta-feira, Abril 22, 2010
O Bom Exemplo da Biblioteca de Vila Real
«A Biblioteca de Vila Real, uma das mais antigas do país, aposta na inovação com o prolongamento do horário de funcionamento até às 23:00 para atrair mais utentes a este espaço onde o livro é visto como um "monumento". Com 170 anos de existência, a biblioteca Júlio Teixeira está instalada num edifício construído de raiz há apenas três anos e onde estão reunidos cerca de 62 mil livros, 10 mil dos quais estão guardados no Fundo Antigo. O director Vítor Nogueira disse hoje à Agência Lusa que o objectivo é atingir os 70 mil exemplares até ao final deste ano."Temos livros importantíssimos que nos chegaram dos antigos conventos de Vila Real, extintos em 1834, e que constituíram a primeira parte do acervo que deu origem, a partir de 1839, a esta que é uma das bibliotecas mais antigas do país", salientou. Uma parte importante do acervo foi legado pelos conventos de São Domingos e São Francisco, que fecharam as portas no século XIX mas, segundo o responsável, todos os livros com mais de 50 anos são remetidos para o Fundo Antigo. Aqui, uma equipa de técnicos procede à sua catalogação, higienização, preservação e manutenção.
Neste trabalho, os técnicos contam com a ajuda dos alunos de Vila Real através do atelier "A minha turma salva um livro", que se realiza regularmente há mais de um ano e que visa a sensibilização das crianças para a conservação do fundo bibliográfico em geral."Ao mesmo tempo queremos sensibilizar para a ideia de que o livro, mais do que um simples acumular de informação, pode ser também um monumento. Um livro é uma parte considerável do nosso património que urge preservar", sublinhou.
A biblioteca de Vila Real quer atrair cada vez mais e variados públicos, pelo que, segundo Vítor Nogueira, se apostou também na inovação. O horário de funcionamento foi prolongado para o período noturno, estando aberta ininterruptamente desde as 09.30 e as 23.00, de segunda a sexta feira, e ainda aos sábados durante a manhã e tarde. Os resultados são já visíveis. A média diária de visitantes subiu para os 300."Temos já tanta gente à noite como à tarde, que era o nosso período de maior afluência", salientou. O responsável considerou que é neste sentido que as bibliotecas vão ter que avançar cada vez mais. "Estar crescentemente à disposição dos utentes e dos utentes potenciais que as querem procurar", frisou.
Para além de ir às escolas e jardins de infância, a biblioteca itinerante possui ainda um circuito sénior que passar pelos lares de terceira idade e pelo estabelecimento prisional de Vila Real. As iniciativas para as crianças são muitas, desenvolvidas pelo serviço educativo, e esta semana a instituição deu as mãos ao teatro para uma encenação cénica sobre William Shakespeare que teve como objetivo assinalar o Dia Mundial do Livro. Com interpretação da Urze Teatro e texto de José Viale Moutinho, "A história de William. A possível infância de Shakespeare" quis despertar nas crianças do primeiro ciclo do ensino básico a curiosidade para os "clássicos" da literatura mundial.»
Fonte: Lusa
Publicada por Andreia em 17:55 0 comentários
Etiquetas: bibliotecas
«Livros na Linha - Prenda do Dia Mundial do Livro»
Amanhã, para comemorar o Dia Mundial do Livro, a editora Saída de Emergência, com o apoio da CP e em parceria com as Bibliotecas de Cascais, vai distribuir livros gratuitamente em algumas estações de comboios e nas Bibliotecas de Cascais. Mais informações aqui e aqui.
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Etiquetas: bibliotecas, Efeméride
Quarta-feira, Abril 21, 2010
«Um Livro Faz-me mais rico»
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Etiquetas: Efeméride
Segunda-feira, Abril 19, 2010
Lugar roubado
Os lugares roubados na infância/ adolescência serão o tema da sessão de amanhã da Comunidade sobre Literatura Infantil e Juvenil, na Ericeira.
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Etiquetas: Comunidade de Leitores
Sexta-feira, Abril 16, 2010
Quinta-feira, Abril 15, 2010
promover a escrita
A Young Writer é uma revista trimestral inglesa dirigida a adolescentes e também a crianças que gostem de escrever e de ler. Promove concursos de textos de diversos géneros e convida os leitores a partilharem leituras através de pequenas críticas aos livros de que gostem. Para isso, os editores da revista apelam aos professores bibliotecários das escolas, disponibilizando-se para oferecer às bibliotecas escolares os livros a recensear pelos alunos.
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Etiquetas: escrita criativa, Jornais e revistas;
Quarta-feira, Abril 14, 2010
A Bruaá apresenta uma nova encomenda...
Está a chegar às livrarias um novo álbum da Bruaá. Mais uma vez, a editora traz para Portugal um álbum que rompeu com códigos estabelecidos, alcançando um discurso tão inovador que se tornou universal e amplamente reconhecido.
Last but not least: eis Lágrimas de crocodilo, de André François.
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Etiquetas: Editoras; Livros
Segunda-feira, Abril 12, 2010
Alguns livros para todas as idades
Com este tema fechámos as sessões O Melhor Livro para o Meu Filho, destinadas a pais de crianças a partir dos 10 anos, na Malveira. São apenas algumas das sugestões apresentadas, e muitas mais haveria.

De destacar como principais eixos destas leituras são o conceito de crossover (leitura cruzada), em que livros dirigidos ao público juvenil foram muito bem acolhidos junto do público adulto e vice-versa; a transversalidade de alguns álbuns cujos níveis de leitura lhes conferem uma relação de proximidade com o leitor ao longo da sua vida; e a não-ficção que, para além de poder ser muitas vezes uma porta de (re) entrada para a leitura, ganha uma qualidade gráfica e discursiva a ter em conta.
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Etiquetas: Livros, Pais e filhos
Domingo, Abril 11, 2010
Meia hora para mudar a minha vida na Academia de Santo Amaro
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Etiquetas: Livros
Sábado, Abril 10, 2010
Sexta-feira, Abril 09, 2010
Avaliação do Programa Rede das Bibliotecas Escolares
Está disponível, desde 30 de Março, o Estudo de Avaliação do Programa Rede de Bibliotecas Escolares, na página da RBE.
O estudo exaustivo foi levado a cabo pela equipa do prof. António Firmino da Costa, no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia - ISCTE, que vem colaborando igualmente com o PNL.
A publicação avalia quantitativa e qualitativamente a implementação do programa, que arrancou em 1996 e conta com 100% de cobertura ao nível do 2º e 3º ciclo e 90% ao nível do secundário. Os equipamentos, as equipas e a relação com o PNL são outros dos elementos avaliados.
No final, o estudo deixa uma questão para o futuro: a relação das Bibliotecas Escolares com as novas plataformas de aprendizagem e comunicação (as TIC), que implicará formação e adaptação de todos os envolvidos, não apenas dos professores bibliotecários e dos professores como também dos próprios alunos.
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Etiquetas: Bibliotecas escolares
Crescem flores nos livros
Na Biblioteca Municipal de Vila do Bispo, «crescem flores nos livros»: entre 5 e 30 de Abril, a Biblioteca oferece uma flor a quem requisitar um livro. A tradição catalã, que está associada ao Dia de S. Jorge, 23 de Abril, (posteriormente convencionado pela UNESCO como Dia Mundial do Livro), foi recuperada por esta Biblioteca algarvia no âmbito das comemorações da data.
Publicada por Andreia em 17:15 0 comentários
Etiquetas: bibliotecas
Migrando, pela Orfeu Mini
Migrando, de Mariana Chiesa Mateos, é a mais recente novidade da Orfeu Mini. O álbum estará nas livrarias a partir de 12 de Abril.
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Etiquetas: Editoras; Livros
Quarta-feira, Abril 07, 2010
Quem é Tom Sawyer?
O verdadeiro Tom Sawyer não é o menino de Andar por aí, mas sim o seu avô. E é nessa condição que conhece a felicidade da liberdade, controlando de modo invisível o neto que, apesar de tudo, está mais perto do 'rapaz mau' que os vizinhos cinzentos que têm quase medo de correr.
Foi o prelúdio da sessão de ontem da Comunidade.
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Etiquetas: Comunidade de Leitores
iii prémio internacional compostela de álbum ilustrado
La Família C, de Pep Bruno (texto) e Mariona Cabassa (ilustração), foi a vencedora do III Prémio Internacional de Compostela de Álbum Ilustrado. A obra será editada pela Kalandraka, como aconteceu em anos anteriores. Os dois álbuns finalistas constam no blogue da editora, assim como a acta da reunião do juri.
Da dupla vencedora a OQO editou em Portugal o álbum Livro de Contar.
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Etiquetas: Prémios
Terça-feira, Abril 06, 2010
Andar por aí com Tom Sawyer
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Etiquetas: Comunidade de Leitores, Livros
Segunda-feira, Abril 05, 2010
um bom livro nas palavras da gailivro
«Afinal o que é um bom livro infantil? Excelente pergunta. Será o livro com as melhores ilustrações, dirão os entendidos em matéria de desenho, afinal são as ilustrações que prendem a atenção dos leitores. Não é o livro com o melhor texto, dirão imediatamente os escritores, afinal é no texto que tudo começa e é por causa dele que a ilustração existe. Não é o livro que vende mais, dirão os vendedores de livros, como é o mais vendido é de certeza o melhor. Não digo eu o melhor é aquele que a criança gostar, e esse varia de criança para criança e de momento para momento, o melhor são todos desde que sejam lidos e adorados como merecem ser.»
Pedro Reisinho, Gailivro
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Domingo, Abril 04, 2010
um bom livro nas palavras da assírio e alvim
«Os bons livros infantis e juvenis são aqueles que proporcionam prazer a quem os lê e que contribuem, ao mesmo tempo, para transmitir conhecimento e para enriquecer o imaginário. São os livros que deixam uma marca, e aos quais se retorna, muitas vezes, até já na idade adulta. Em resumo, são os livros que constroem o prazer da leitura.»
Assírio e Alvim
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Etiquetas: Dia Internacional do Livro Infantil, Editoras; Livros
Sábado, Abril 03, 2010
um bom livro nas palavras das Eterogémeas
«FAZER LIVROS COMO QUEM OS LÊ
depoimento de Gémeo Luís e Eugénio Roda
Ilustrar ou escrever também é ler. Antes, durante, no fim. E no trabalho em parceria esta ideia acentua-se, porque desde logo vamos pensando alto, vamos ouvindo o que dizemos e lendo o que escrevemos ou vendo o que desenhamos de uma forma dinamizada pelo diálogo. Para nós, fazer um livro é como… fazer um livro para nós! Gostamos de livros capazes de nos convidar, entusiasmar, desafiar, agradar em termos estéticos. Seja pelo conteúdo, seja pelos jogos entre o texto e a imagem, seja pela forma, seja pela qualidade dos materiais e da impressão. Nenhuma destas dimensões resolve as demais, nenhuma destas qualidades é dispensável ou adiável.
Os nossos livros são produzidos a partir de ideias que vamos discutindo no dia-a-dia, como o fio da meada para um tecido que transcende em muito os próprios livros. Pensar nas coisas, mas como coisas do quotidiano, utopias que se tornam possíveis. Pensamos incondicionalmente um livro como um objecto de qualidade. Seja quando mexemos nele com os nossos filhos, seja quando o analisamos com os nossos alunos, seja quando falamos dele com professores ou com bibliotecários: pensar assim um livro, na sua sobrevivência (e super vivência) desde a nossa casa a qualquer país do mundo.
Fazemos livros para a infância de quem os lê. Adultos ou crianças. Interessam-nos livros que não estanquem numa determinada faixa etária. Agrada-nos até pensar que o primeiro e último destinatário dos livros possa ser um adulto: e que pelo meio se encontrem as crianças. Talvez o prazer de ler seja ainda mais urgente nos adultos, talvez estes precisem até mais de ler com prazer em vez de procurar satisfazer os mais novos como quem presta um serviço de mediação a frio. De uma forma ou de outra, pensar em literatura ou ilustração para a infância está muito para além de pensar em crianças.
Procuramos, por isso, que os nossos livros tenham a capacidade de surpreender um adulto, que sejam objecto de curiosidade, que ofereçam pontos de partida para outras histórias ou conversas, para aventuras entre grandes e pequenos em torno das palavras, das imagens. Interessa-nos manter o livro (em) aberto. Parece-nos importante oferecer livros nos quais os leitores que não procurem apenas o final da história. Na verdade até interessa que o leitor não saiba o final da história, que não resolva o problema, ou seja, que não mate o livro.
Um livro é um jogo. E um jogo não se faz só a pensar no resultado, nem se esgota na primeira vez que se joga. Tal como um jogo não é só um conjunto de regras ou um filme não é só o guião ou uma peça de teatro não é só a representação ou um espectáculo de dança não é só a coreografia, um livro também não é só um texto ou só um conjunto de imagens: é feito de traços, palavras, dimensões, composição, qualidade do papel, texturas, cores, qualidade de impressão… é esta matéria que faz do livro o que ele, de facto, é. É aqui que começa o alimento daquilo que ele irá sendo: através de diferentes lugares e momentos, através de mãos, olhos, vozes e ouvidos distintos cada vez que mexem, olham, ouvem, contam. Revemos filmes, voltamos a ouvir uma música, regressamos aos livros. É por alguma razão. E não será, com certeza, por uma só razão.
Numa metáfora, cada um dos nossos livros surge como uma espécie de álbum de viagem, realizada por duas pessoas (escritor e ilustrador, que escolheram o destino, o modo de viajar, etc) e que, através de vias diferentes, descrevem, comentam, complementam, desafiam-se mutuamente, dialogando. Pensemos num desses momentos em que se reúne os amigos para lhe contar e mostrar as fotografias de uma viagem real, convidando-os a vislumbrar a viagem através das nossas palavras, através das nossas imagens. Se por vezes um fala mais e o outro fala menos, se a voz de um abafa os gestos do outro durante uns momentos, se uma palavra interrompe uma imagem... no conjunto, o que importa é conseguir envolver o ouvinte, levá-lo a viver a viagem como se a tivesse feito, alimentar o desejo de viajar, a expectativa de novos episódios da viagem.
Assim, nos livros, partimos ora do texto para a ilustração, ora da ilustração para o texto. Se uma mancha se quer estender, propõe a uma frase que se encolha ou vice-versa. Por vezes aglomera-se o texto ou suspende-se a imagem, por vezes a ilustração estende-se numa sequência exclusivamente visual. Reduz-se um, amplia-se o outro, fazendo das palavras e dos papéis recortados matérias equivalentes. Num diálogo sempre tenso (entre dor e prazer) mas sem qualquer subjugação do texto à imagem ou vice-versa, sem qualquer constrangimento do que cada uma das partes pode ou quer dizer de fundamental. Pelo contrário, é um jogo de rentabilização de ambas, na coesão do livro.
Se os nossos livros conseguem ser um espelho feito da superfície desta mesa de trabalho, então parece-nos ter sobrevivido o que de essencial queremos proporcionar com eles.
Como qualquer viajante que mostra com entusiasmo os lugares por onde passou, como viu o que viu… Esperamos conseguir manter naqueles com quem partilhamos um dos nossos álbuns a curiosidade de saber como foram as viagens anteriores, o entusiasmo de querer saber como vai ser a próxima. Que as viagens que fazemos continuem a ser acompanhadas pelos nossos leitores, que os nossos livros continuem a fazer parte da bagagem das suas viagens, como forma de ler o (seu) mundo em diálogo com o nosso.»
Este testemunho foi originalmente redigido para a Casa da Leitura, depoimentos Ibero-brasileiros no contexto do Congresso Internacional de Promoção da Leitura Formar Leitores para Ler o Mundo. Fundação Calouste Gulbenkian, 22 e 23 de Janeiro de 2009.
Gémeo Luís, Eugénio Roda, Edições Eterogémeas
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Sexta-feira, Abril 02, 2010
Um bom livro nas palavras do Planeta Tangerina
«Um bom livro (infantil ou qualquer outro) deve ser redondo.E redondo em todos os sentidos (se é possível não se ser redondo em todos os sentidos).Os elementos que o fazem livro — texto, ilustrações, design gráfico, papel, capas, etc — devem ser bons por si só. Mas, o mais importante mesmo, é que existam e trabalhem em função do livro. Ou seja que trabalhem em sinergia (palavra muito em voga) pelo resultado final. Se todos os elementos estiverem em harmonia, estamos perante um livro redondo, um bom livro. Depois, deve ser redondo de uma outra forma, menos exterior e mais ligada ao conteúdo: num bom livro, sentimos que o autor nos fez caminhar numa direcção, descrever uma curva, continuar a andar (nesta fase já em pulgas pelo final... ou emocionados ou espantados ou à espera de uma qualquer revelação) e depois seguir, sempre em curva até à última página. Quando o fechamos, demos um volta completa e, podem pensar os mais rigorosos (ou os menos imaginativos) que voltámos ao ponto de partida, mas mudámos sempre. A volta ao círculo acrescentou-nos qualquer coisa. E isso, essa volta redonda que nos acrescenta, não é qualquer livro que é capaz de a fazer.»
Isabel Minhós Martins, Planeta Tangerina
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O que é um bom livro infantil/ juvenil?
Demos a palavra a quem faz livros, a quem os escolhe, a quem os produz: os editores. Pedimos-lhes que nos respondessem com um testemunho ou uma opinião à questão 'O que é um bom livro infantil/ juvenil?'. Agradecemos aos que responderam e aguardamos as respostas dos que nos avisaram de que agora não tinham disponibilidade. Quanto aos outros... temos pena.
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Dia Internacional do Livro Infantil ii
Um livro espera-te. Procura-o
Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
não podia
navegar.
Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas,
e aquele barquinho,
aquele barquinho
navegou.
Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.
A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil),
Secção Portuguesa do IBBY.
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Dia Internacional do Livro Infantil
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Quinta-feira, Abril 01, 2010
Há sempre um livro para um leitor
Foi uma das mensagens que reforcei na pequena acção com professores, que orientei na Biblioteca do Centro de Recursos José Fanha, na EB 2,3 da Venda do Pinheiro, hoje pela manhã.

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Etiquetas: Comunidade de Leitores























Mensagem do 2 de Abril de 2010, Dia Internacional do Livro Infantil 
