Não vale a pena montar estruturas mediáticas se as iniciativas são pensadas para fora da comunidade. É público o rigor e dedicação da organização das Correntes d'Escritas, bem como o prazer que escritores, jornalistas e editores têm em ir, ano após ano, à Póvoa do Varzim.
Mas é essencial destacar que as salas estão cheias de público anónimo que assiste às mesas redondas porque as Correntes não existem apenas para que se encontrem os agentes literários e sim para a população poder disfrutar dos encontros com estes agentes.
A igualdade de tratamento entre 'notáveis' e anónimos é testemunhada por quem acompanha os encontros e a dignidade dada ao Prémio Literário Correntes d'Escrita/ Papelaria Locus (que distingue um conto inédito escrito por um jovem entre os 15 e os 18 anos) e ao Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d'Escrita/ Porto Editora (que distingue conto e ilustração colectiva de turmas do 4º ano do 1º ciclo) comprova-o. As escolas também não são esquecidas, recebendo escritores todos os anos.
A cidade mobiliza-se para que tudo corra bem e vive intensamente os dias dos encontros. Não é à toa. As Correntes puseram a Póvoa no roteiro literário internacional e o município tirará disso os devidos benefícios.
Na sessão de abertura foram divulgados os vencedores dos três prémios.
Myra, de Maria Velho da Costa, venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa, Miguel Rocha Pinto o Prémio Literário Correntes D’Escritas/Papelaria Locus com o conto A História do Velho Entristecido com a Vida.
Quanto ao Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes D’Escritas/Porto Editora, o 1º prémio foi para o Jardim-Escola João de Deus, de Salreu, (A Casa Misteriosa); o 2º Prémio para a EB1 de Ferreiros, Baguim do Monte (Contou-me o meu avô) e o 3º para a EB 1 Monte, Touguinhó (João Ratinho à procura de casa).
(via Blogtailors)
Quarta-feira, Fevereiro 24, 2010
Correntes d'Escritas
Publicada por Andreia em 19:42
Etiquetas: conferências; colóquios; encontros, Prémios
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