Domingo, Novembro 29, 2009

literacia visual

Fernando Lemos diz, no programa Câmara Clara, na rtp 2, que a fotografia ensina a ver, que a sua função não é mostrar mas sim levar a ver. Acrescenta que aprendeu isso no Japão, onde as crianças começam a fotografar antes de aprenderem a ler ou a escrever.

cinanima na Culturgest

Amanhã, pelas 21h30, passará na Culturgest, em Lisboa, uma selecção dos filmes premiados na edição de 2009 do Cinanima (Festival Internacional de Cinema de Animação), que tem lugar em Espinho, desde 1976.
O programa da sessão inclui curtas e uma média metragem, de realizadores portugueses, ingleses, franceses e holandeses. Entre os portugueses contam-se Filipe Abranches e os alunos da EB 1 Sede nº 1 de Vila do Conde. As técnicas são distintas e vão dos recortes às sombras chinesas, passando pelas marionetas, pintura sobre vidro e computador.
A entrada é livre.
Mais informações no site da Culturgest.

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

O Tubarão na banheira

O Tubarão na Banheira, David Machado (texto), Paulo Galindro (ilustração), Presença

Se David Machado habituou os seus pequenos leitores a um imaginário onírico, em que as personagens falam a língua dos sonhos, espantem-se agora todos com esta nova narrativa. Espantem-se mas não se enfadem.
O Tubarão na Banheira narra uma aventura cómica de um rapaz, auxiliado pelo avô, em busca da felicidade do seu peixinho de aquário.
No início, o protagonista relata o que desencadeou toda a peripécia: «Ao contrário do que poderia pensar-se, a história do tubarão não começou na manhã em que o pescámos.» Não há mistério: esta é mesmo uma história sobre um tubarão que foi pescado e colocado numa banheira. Mas como?
Ora, como todas as boas histórias, esta também aconteceu um pouco por acaso. Um acidente inesperado proporciona uma descoberta que desencadeará uma aventura inverosímil e exagerada, e por isso divertida. O avô é a personagem inusitada que personifica ao extremo o comportamento da maioria dos avós: compreensivos e permissivos, são eles quem muitas vezes acompanha os netos em tropelias, confiando neles e distorcendo as fronteiras entre o que lhes é e não é permitido fazer.
Este avô começa por sentar-se em cima dos seus óculos, partindo-os de imediato. A certeza de ter um par suplementar algures leva-o ao sótão na companhia do neto, que alegremente se disponibiliza para o guiar, na sua quase cegueira temporária. As limitações físicas do mais velho não são um entrave para a criança que pelo contrário assume a sua nova condição como um agradável desafio. No sótão não encontram os óculos mas em contrapartida descobrem um aquário vazio que o rapaz deseja ver cheio de água com um peixinho dentro. Deparam-se então com o primeiro problema: encontrar um peixe para o aquário. O avô sugere que o vão pescar, no dia seguinte. E a partir daqui os momentos sucedem-se numa lógica causal que demonstra ao protagonista que as suas melhores intenções não se concretizarão. Em primeiro lugar a criança assume, pelo semblante do peixe, que este se sente sozinho. Depois convence o avô a pescar um amigo, que lhe faça companhia. É então que pescam o tubarão. A coexistência com o tubarão torna-se cada vez menos pacífica, até ao clímax narrativo: o menino acede ao conselho do avô e decide devolver o tubarão ao mar. Mas a história não acaba aqui. Uma surpresa inviesa definitivamente todos os planos da criança que, no auge da sua determinação, decide, com a cumplicidade do avô, recomeçar tudo de novo. O desenlace acontece quando o avô encontra finalmente o par de óculos. Aqui o leitor confirma que tudo foi possível devido à distorção óptica de que o idoso sofrera, e que não lhe permitira ter noção da realidade: «Bom, resta contar que, alguns dias mais tarde, o meu avô encontrou o par de óculos suplentes dentro de uma lata de bolachas na cozinha. Colocou-os na cara e de repente voltou a ver o mundo como o mundo é.(…)» O avô nunca se apercebera de que tinha ajudado a transportar e a cuidar de um tubarão, que para si se apresentava apenas como um peixe grande.
A narrativa está muito bem tecida, conjugando um discurso essencialmente prático, por parte do protagonista narrador, com uma ideia impraticável, só possível devido a uma particular relação com a realidade, quer por parte do neto, quer por parte do avô. Elogia-se o encontro de gerações, com a restante família a figurar passivamente, não se atrevendo a contrariar tal relação. A criança descreve cada momento com o máximo detalhe, tentando uma objectividade quase científica sustentada no seu caderno de palavras difíceis, que assim o protege da inevitável subjectividade dos juízos afectivos.
O grafismo e as ilustrações de Paulo Galindro captam e transmitem a mesma mensagem do texto com subtileza. O jogo entre a capa e a contracapa deixa antever, mesmo antes da leitura, que a passagem do tubarão pela banheira deixará marcas, que não serão sérias, a atentar na grande mancha branca onde se distingue a banheira azul clara e o cortinado semi-transparente com corações vermelhos, ou a resistência sem mácula do pato de borracha amarelo, de cuja função essencial nos apercebemos através das ilustrações. Também as guardas, com o padrão da toalha de piquenique e o caderno das palavras difíceis, inicialmente fechado e depois aberto, encaminham-nos para um universo familiar, doméstico, e confortável.
No interior do livro, as ilustrações são comedidas, destacando episódios ou apontamentos significativos. A cara do avô nunca aparece, apenas os óculos partidos ou as suas pernas, na praia, enquanto dorme. Esta presença ausente reforça a relação de confiança entre ambos.
As expressões dos peixes acentuam o sentido cómico, expondo o quão desconfortável estava a ser, para ambos tal experiência de amizade forçada. Já o menino, descontraído com os seus phones e os seus ténis, nem sempre percebe as reacções de quem o rodeia, seja o peixe Osvaldo, o tubarão ou mesmo os amigos da escola.
Nada asfixia a leitura, ao longo das páginas, nem a mancha de texto, nem a ilustração, mesmo quando ocupa uma parte mais significativa do corpo da folha. Não há sobrecarga de informação. Por isso não constam as escadas na página dupla em que os corpos dos vizinhos fogem do tubarão, já que tal efeito é-nos dado com a mancha do texto. Por isso também apenas aparecem os corpos dos amigos do menino no ar, entre algumas folhas, quando caem da árvore por causa da força do embate da cauda do tubarão. Linhas e tracejados acompanham o texto, e desse minimalismo nascem padrões que conferem densidade às figuras e as aproximam de um contexto real (como no caso das roupas ou do táxi). A última página dupla que corresponde ao final da história surpreende pela volumetria da imagem, enfatizando assim o desenlace.
Uma última nota para a referência ao homem verde e ao homem vermelho: «(…) O semáforo tombou no alcatrão e o homem vermelho e o homem verde caíram das suas casas às cambalhotas.(…)» que são personagens do livro anterior de David Machado, Um homem verde num buraco muito fundo (com ilustrações de Carla Pott, Presença). Os imaginários podem sempre cruzar-se e este pequeno apontamento traz consigo, para quem lê, uma questão, uma descoberta, uma recordação. O imaginário, como a memória, vão-se tecendo e enriquecendo juntos.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Biblioteca mágica em gaia

Como só havia oito exemplares do livro Biblioteca Mágica (Jostein Gaarder, Presença), o grupo organizou-se e três elementos passaram os seus livros, depois de lidos, aos colegas.

Dois dos não leitores do grupo iniciaram a leitura e, apesar de não a terem terminado, não tiveram uma opinião desfavorável. Todos estiveram de acordo quanto à parte mais interessante: a da troca epistolar, contrariando opiniões de outros grupos (nomeadamente o de Torres Vedras). Destacaram ainda a troca de comentários entre os primos como um elemento de humor. Apesar de ser o livro mais infantil dos quatro escolhidos, foi bem recebido por todos.

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Ler entre linhas no Público

Ler entre linhas é um projecto de promoção da leitura que resulta de uma parceria entre a Carris e a editora Objectiva. Em várias carreiras oferecem-se aos passageiros, nas paragens dos autocarros, excertos de livros publicados pela editora. O Público foi ver como é.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Malasartes 18

Já saiu o mais recente número da revista Malasartes. A ilustração continua a merecer destaque, assim como um diálogo cada vez mais estreito com a Galiza. N'A inocência recompensada, José António Gomes delineia a composição temática da revista.

Pensar a fundo

O resumo das comunicações da II Conferência Internacional Bibliotecas para a vida está no blogue Viva Biblioteca Viva. Projectos, reflexões, estudos, testemunhos e debates preencheram os três dias da Conferência em que a promoção da leitura foi analisada de várias perspectivas específicas e críticas.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Salvar palavras

No programa Sinais de 5ª feira, na TSF, Fernando Alves fala ao ouvinte de como se salvam palavras, e de como o fizeram em Espanha. Uma ideia a reter.

Lendo em Gaia

Foi assim que o grupo da comunidade de leitores recebeu o 3º livro proposto. Depois da leitura voluntária em voz alta da contracapa, foi igualmente espontânea a exploração que cada um fez do seu exemplar de O rapaz que chutava porcos (Tom Baker, Teorema).

Lendo em Gaia from O Bicho dos Livros on Vimeo.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Lançamento de O Elefante Diferente


É hoje, na Escola Superior de Educação de Lisboa. O Elefante Diferente foi escrito por Manuela Castro Neves e ilustrado por Madalena Matoso; com a chancela da Caminho.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

«Bibliotecas e Leitura» começou hoje

Mais informações no site da conferência.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Que amor na saga Twilight?

A crónica de Inês Pedrosa na Ler de Novembro dá aos leitores incrédulos uma possível explicação para o sucesso do Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer, os quatro volumes da tetralogia de Stephenie Meyer, que se transforItálicomou num retumbante fenómeno de vendas.
Deixo um breve excerto:
«(...)O segredo do sucesso de Luz e Escuridão está na recuperação da ideia de Amor. Um Amor maior do que a Vida, sem medo nem razão. Um Amor sem o qual tudo esmorece, e que nos torna invencíveis. O Amor que se descobre na adolescência, e que, em geral, matamos, pescoço a pescoço, na chamada idade adulta. O Amor que nos faz distinguir o Bem do Mal, e ter coragem para lutar contra todos os perigos e maldades. (...)»
Aconselha-se a leitura integral da crónica, porque vale mesmo a pena.

Sábado, Novembro 14, 2009

I colóquio ibérico de literatura infantil e interculturalidade

Será na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco que decorrerá o I Colóquio Ibérico de Literatura Infantil e Interculturalidade e 3º Simpósio da Red de Universidades Lectoras, nos dias 16 e 17 de Novembro.
Aqui se encontrarão reunidos, em torno de diversas mesas redondas, especialistas de Universidades Portuguesas e Espanholas, reflectindo sobre leitura, interculturalidade, literatura, plataformas e literacias digitais; falar-se-á dos Planos Nacionais de Leitura de ambos os países e apresentar-se-ão revistas subordinadas à leitura e à literatura infantil.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Novidades da Planeta Tangerina

O Planeta Tangerina tem duas novas propostas editoriais. Pelos títulos, parecem aparentar-se com outros dedicados à família ou à relatividade das regras... O texto é, como sempre, da Isabel, e as ilustrações da Madalena Matoso e do Bernardo Carvalho.



Também já estão disponíveis os pdf's com propostas de exploração dos últimos livros da editora. No sítio do costume, basta aceder.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Os melhores do ano para o New York Times Review of Books


Tal como acontece desde 1952, é já conhecida a lista dos melhores livros para crianças para o New York Times Review of Books. A lista pode ser consultada aqui e permite, para além de conhecer cada título, observar uma ou duas ilustrações de cada obra. Esperemos, agora, que alguns deles cheguem cá...

A imagem é de um dos livros, com o título The Odd Egg, de Emily Gravett

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

15.ºs Encontros Luso-Galaicos-Franceses do Livro Infantil e Juvenil


Como diz a Isabel, "É sempre bom ir ao Porto", mas quando o programa destes 15.ºs Encontros é o que se pode ver aqui, podemos dizer que ainda é melhor ir ao Porto. Nos dias 13 e 14 de Novembro, exposições, mesas-redondas e projecções de filmes vão abordar a edição de livros infantis e juvenis entre estes três, podemos chamar-lhes assim, países.
Fica o convite!

Terça-feira, Novembro 10, 2009

O Poupas, o Egas, o Becas fazem 40 anos

A Rua Sésamo cumpre hoje 40 anos. Estão de parabéns o Poupas, o Egas, o Becas, a Avó Chica ou o Monstro da Bolachas, como ficaram conhecidos por cá. Mas os parabéns são sobretudo devidos a Jim Henson, também o pai dos sempre eternos Marretas.

Que fiquem por muitos mais é o que por aqui se deseja!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Onde está o Frederico? - Arte da Leitura em Carnaxide

«- Frederico! Desce da árvore, já!
Vamos brincar às escondidas.

- És tu a contar. - disse o Frederico.
- Eu vou-me esconder no sapato...
- Está bem, vou contar até 10.
E então contou: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...
Onde é que tu estás? - resmungou a Kika.
Agora estou-te a ver!
- Não vale! Eu ia-me esconder agora!
- Vou para casa comer. Já volto. Depois vamos voltar a jogar às escondidas novamente.
Desta vez estás bem escondido! - resmungou a Kika. Como é que conseguiste entrar?»
Esta foi a história que a Vanda e a Sofia, de 7 anos, inventaram para o álbum sem texto Onde? (Leo Lionni, Kalandraka). A qualidade do álbum é inequívoca e as imagens, na sua simplicidade, são polissémicas, o que se pode comprovar pela visão criativa desta dupla familiar.

Domingo, Novembro 08, 2009

Novo Adrian Mole a caminho

Em entrevista ao diário Guardian, Sue Townsend, criadora de Adrian Mole, fala sobre o novo volume que está a caminho. Adrian Mole: The Prostrate Years situa-se no período que vai de 2007 a 2008 e apanha Adrian a meio de uma crise de saúde...

A entrevista pode ser lida aqui.

Sábado, Novembro 07, 2009

O Clube do Senhor B ou de como transformar uma acção ocasional num projecto de continuidade

A notícia é dada pelo Barlavento Online, a propósito de uma visita do Clube do Senhor B (pela mão de Paulo Lizardo) a Portimão. Aqui pode-se aceder ao projecto e à dimensão que pode alcançar.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Sugerir ou não sugerir...

Ontem, na 2ª sessão da Comunidade de Jovens Leitores, em Gaia, o Guilherme confessou que só tinha lido o livro Escrito na Parede (Ana Saldanha, Caminho) até ao fim pela forma entusiástica como eu tinha falado do livro, na 1ª sessão. A Mariana, a Maria e a Inês corroboraram. A Inês até acrescentou que esteve todo o tempo à espera de que algo acontecesse. Por fim o Guilherme perguntou-me o que achava do livro. Disse-lhes que gostava muito.
Percebi entretanto que confundem, nos seus juízos de valor, o que está dentro e fora da narrativa. Comentaram com estranheza e até desagrado a passagem em que a mãe do Daniel se envolve com o perverso namorado na sala, em frente ao jovem que, incomodado, sai. Reli a passagem e perguntei-lhes se o que os incomodava era o texto ou a atitude da personagem. Concordaram que era o comportamento daquela mãe...
Apesar do caos em que o grupo transformou a sessão, entre conversas paralelas e tons de voz elevados, foi interessante confirmar o quanto uma sugestão pode condicionar a motivação para a leitura.
Acerca do próximo livro, Biblioteca Mágica (Jostein Gaarder, Presença) não lhes disse nada. Vamos ver como corre.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Twitter aliado da leitura

O professor José Luiz Goldfarb, curador do Prémio Jacubi, defende que o twitter pode ser um aliado da leitura.
Certo é que as novas plataformas têm sido vistas de forma extremada, ora por acérrimos defensores, ora por aqueles que vaticinam o declínio da língua. A discussão eterna entre forma e conteúdo ganha novos argumentos. No entanto, para quem defende que uma não vive sem a outra, estas plataformas constituem um novo desafio estético e informativo. Para além da comunicação em tempo real, o twitter, como os sms, permitem o desenvolvimento da capacidade de síntese e uma melhor distinção entre essencial e acessório.
Por outro lado, é importante que a concentração seja explorada e desenvolvida através de outras actividades para que o texto, escrito ou lido, não se afaste do horizonte das gerações mais próximas do universo virtual.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

O que vale uma Maratona de Leitura

A Biblioteca da EB 2/3 de Pinhal de Frades organizou no dia 28 uma Maratona de Leitura, no âmbito das comemorações do dia das Bibliotecas Escolares.
O sucesso de uma iniciativa como esta reside na participação de toda a comunidade: professores, auxiliares, alunos, famílias. Aqui todos estão em pé de igualdade, partilhando e contribuindo voluntariamente para a mesma engrenagem. Isto significa que todos, mesmo os que não participam lendo, acedem a um momento em que a leitura é valorizada como comportamento social e colectivo, saindo do gueto onde muitas vezes se encontra. Dar a todos a oportunidade de experimentar o sucesso através da leitura é um passo gigante para mudar mentalidades.

Domingo, Novembro 01, 2009

Moinho da Juventude faz 25 anos

A promoção da leitura não representa, para o Bicho dos Livros, uma actividade. É uma prática ideológica, porque acreditamos que a formação e a cultura são uma resposta para a felicidade e o desenvolvimento social.
A cultura, apesar de ser uma área económica pouco ou nada lucrativa, gera outras actividades produtivas auto-sustentadas, contribuindo para a criação de postos de trabalho, compra e venda de equipamentos, circulação de pessoas e bens, aumentando indirectamente as receitas fiscais. Não há razão para não se apostar no apoio social e para não se incentivar as práticas culturais.
O Moinho da Juventude faz hoje 25 anos. A sua história é um paradigma de sucesso.
A notícia está no Público.