
Abriu hoje ao público, pelas 12.30 Horas, a 79.ª edição da Feira do Livro de Lisboa.
Com novos pavilhões e com novos horários, os livros voltam a invadir o Parque Eduardo VII.
O processo de "concepção" desta edição começou há alguns meses atrás e o resultado está à vista até ao dia 17 de Maio. O programa cultural inclui dezenas de actividades que terão lugar em quatro praças criadas na Feira: a central, para vários eventos ligados à dinamização da leitura e ao combate à iliteracia; outra, infanto-juvenil, onde decorrerá uma mini-feira do livro; uma dirigida ao público jovem; e uma quarta dedicada ao Brasil, onde se desenrolarão as actividades do país convidado.
As Bibliotecas Públicas não foram esquecidas e está prevista a realização de diversas Horas do Conto dinamizadas pelas equipas de animação das bibliotecas que se farão representar.
No total, 220 pavilhões acolhem milhares de títulos dos cerca de 140 editores representados.
Os horários são os seguintes:
2ª a 5ª Feira, das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados, das 12h30 às 23h00
Sábados, das 11h00 às 23h00 - Domingo, das 11h00 às 22h00.
Quinta-feira, Abril 30, 2009
Os livros, de novo, no Parque Eduardo VII
Publicada por Sérgio em 16:06 0 comentários
O eterno enigma das Comunidades
Ontem a Comunidade Letra a Letra esteve ao rubro! Com a presença de duas visitas, o Sérgio e a Sandy Gageiro que, munida do seu microfone impressionou o grupo, todos participaram e partilharam entusiasmos. Discutimos a intriga do livro Biblioteca Mágica, que leram até meio, de acordo com o combinado. A maioria estava a gostar do livro, e todos tinham opinião sobre qual o primo mais corajoso, o mais perspicaz ou aquele que estava a viver uma aventura mais interessante. Foi no entanto curioso verificar que não havia unanimidade nas escolhas, o que comprova o espírito crítico dos participantes. Fechámos com um texto de escrita criativa, em que cada um traçava o seu perfil, se fosse um livro. Os textos estarão no blogue a partir de 2ª feira. Os que ainda estão a ser colocados fazem parte de outros exercícios.
Este é sem dúvida o melhor grupo que alguma vez tive numa comunidade. Participativo, sincero, crítico, espontâneo... Mas é óbvio que a responsabilidade pelas suas atitudes se deve ao trabalho que a professora Benedita, que os acompanha, tem vindo a realizar. Segura, discreta, assertiva e boa ouvinte, é ela quem os motiva e os orienta. Por isso, apesar do desalento, compreendi que quase todos tenham afirmado que não participariam numa comunidade fora do horário lectivo. O que me deixa uma terrível sensação de fracasso. Por outro lado, é certo que este modelo funciona, e possivelmente terá o efeito que desejamos: criar ritmo de leitura continuada, desenvolver uma relação positiva com o livro, estimular o sentido crítico apoiado em argumentações válidas.
Hoje, em contraste, reencontrei em Montemor um grupo de seis pré-adolescentes (cinco dos quais com 12 anos e um com 14), em que apenas as duas raparigas terão hábitos de leitura, cumprindo o objectivo de lerem um livro entre sessões. Um dos rapazes afirmou ter lido o seu livro, mas não consegui apurar se sim ou não, porque qualquer diálogo é frequentemente interrompido para chamar a atenção dos outros elementos, que riem, falam alto e tentam de todas as formas levantar-se. Perguntei a um deles porque estava ali, visto que não gosta de ler, não quer conversar ou fazer qualquer tipo de actividade, nem se interessa por nada. Respondeu-me que não tem nada mais interessante para fazer... Estranho, muito estranho! Como podem quatro não leitores deslocar-se voluntariamente à Biblioteca Municipal de 15 em 15 dias e os leitores rejeitarem a proposta? Continuo sem saber o que os motiva...
Publicada por Andreia em 01:07 1 comentários
Etiquetas: Comunidade de Leitores
Quarta-feira, Abril 29, 2009
Prémio Nacional de Ilustração para Madalena Matoso
Madalena Matoso venceu a 13ª edição do Prémio Nacional de Ilustração com o álbum A Charada da Bicharada, (poemas de Alice Vieira, Texto Editores). O prémio é atribuido anualmente, pela DGLB e pela APLIJ, após selecção de obras a concurso, enviadas pelas respectivas editoras ou pelos próprios ilustradores. (Regulamento aqui.) 
Menções especiais para Bernardo Carvalho (És mesmo tu?, Isabel Minhós Martins, Planeta Tangerina) e Paulo Galindro (O Cuquedo, Carla Cunha, Livros Horizonte).

Na notícia do Público podem ler-se declarações da ilustradora bem como uma sintéctica apreciação do jurí. O Livro Infantil tem informações sobre outros livros que mereceram distinção por parte do jurí, assim como breves justificações para as menções honrosas.
Publicada por Andreia em 01:56 0 comentários
Etiquetas: ilustração
Terça-feira, Abril 28, 2009
Em visita... ao Blogue Ler para aprender
O blogue Ler para Aprender, da responsabilidade das Bibliotecas do Concelho de Arganil, conta com diversas apresentações de livros para a infância (pré-escolar e 1º ciclo). Não tem a pretensão de analisar literariamente as obras, mas sim de reproduzir ou editar uma sinopse do livro, fazer uma breve avaliação didáctica e sugerir a sua aplicabilidade de acordo com os diversos objectivos programáticos. Finalmente, nas etiquetas que sucedem cada post, identificamos o grau de escolaridade a que o livro se destina, de acordo com os autores dos posts. Parece-me uma ideia bastante útil para quem diariamente procura alguns veículos para abordar conteúdos e práticas. O exercício de explorar as inúmeras potencialidades de um livro é um estímulo à interpretação, por parte do adulto que, através das releituras, acaba por desvendar sentidos a que não acederia numa leitura única.
Apesar de considerar que os livros devem ser vistos como fins e não como meios para atingir um objectivo, ou as crianças poderão nunca descobrir a sua validade própria, reconheço que com a partilha destas sugestões outros professores poderão ter novas ideias.
Publicada por Andreia em 02:23 0 comentários
Etiquetas: Bibliotecas escolares
balanço da comunidade só para pessoas cultas
A nossa comunidade de jovens leitores na Biblioteca Municipal do Sobral de Monte Agraço chegou ao fim na passada 4ª feira. Despedimo-nos com a promessa de um reencontro para Outubro ou Janeiro mas o tempo é mau conselheiro da memória, principalmente dos mais novos, que vivem numa voragem de sensações e descobertas. Quanto aos livros, elegemos como a melhor capa a do livro Nem tudo começa com um beijo, como melhor título O rapaz que chutava porcos e como melhor história não houve vencedor único. Escrito na parede terá sido o derrotado, já que foi o menos amado pela maioria. A Biblioteca Mágica e O rapaz que chutava porcos foram os mais lidos. Fizemos um pequeno inquérito em que perguntámos o que diriam aos amigos para os convencer a ir e o que mais tinham gostado. A conversa foi o tópico mais aliciante para todos, embora tenham afirmado ter gostado dos livros. Percebemos que o que os faz gostar da comunidade é a liberdade que têm para conviver uns com os outros e partilharem connosco a sua vida. Os livros e as actividades ficam sempre para segundo plano, apesar de haver quatro totalistas no grupo que concluiram a leitura de todos os livros propostos. Houve algumas actividades bem sucedidas: a apresentação através de um livro, a caracterização do par e a escolha do livro para ele, os exercícios de escrita, e as previsões sobre as várias narrativas. E, apesar de não se deterem muito tempo nos livros, opinaram sobre as suas preferências, o que não percebiam, aquilo de que gostaram. Reiterei a minha opinião acerca das motivações dos adolescentes para participarem numa comunidade: a Biblioteca tem de fazer parte da sua vida e têm de se sentir em casa, ou nunca irão. É mais fácil ter um não leitor numa comunidade se ele for frequentador da biblioteca do que ter um leitor que nunca lá vai. Todos os elementos deste grupo dominam o espaço e se sentem próximos da equipa que os acolhe diariamente. Essa familiaridade afectiva possibilitou que o grupo se desse muito bem e que me fosse permitido partilhar essa cumplicidade. Fui eu quem chegou de novo, não eles.
Publicada por Andreia em 01:09 0 comentários
Etiquetas: Comunidade de Leitores
Sábado, Abril 25, 2009
Três anos de Bicho dos Livros
Concluindo...
Estivemos em mais de quarenta bibliotecas nestes últimos três anos. Constatámos que as assimetrias nos resultados dependem muito mais dos profissionais do que das verbas. Vimos pessoas a trabalhar com excelência sem recursos e outras que estão imersas em burocracias e entraves políticos. Vimos injustiças laborais, como sabemos existirem noutros sectores, trabalho precário. Vimos também bibliotecários, técnicos e animadores que dominam a sua arte e conhecem o seu público. Assistimos bem de perto à tensão entre professores e Ministério da Educação, à desmotivação reinante e a muito trabalho bem feito por professores desmotivados. Também sentimos a sua falta de vontade (de alguns) em levar as turmas às Bibliotecas para realizarem ateliers.
Em três anos levamos muitas emoções e agradecimentos. Algumas lágrimas até. E histórias boas e más, com finais menos e mais felizes. Na sua maioria estão aqui, provavelmente não tão sentidas como as sentimos ao lembrar. Ainda hoje não esqueço aquela turma da EB 2/3 Miguel Torga, na Amadora, nos idos de 2006, quando nos despedimos da Comunidade de Leitores. Da menina que não tinha livros e do menino, já rapagão, que se encheu de brios e leu pela primeira vez um livro até ao fim! Nestes três anos podemos garantir que cada um foi melhor que o anterior, porque cada dia é um recomeço, uma descoberta. E mesmo no que já se torna previsível há sempre espaço para uma surpresa. Conhecemos o país pela voz das pessoas, aprendemos sobre a vida e levamos livros. É justo.
Publicada por Andreia em 01:41 3 comentários
Sexta-feira, Abril 24, 2009
Três anos de Bicho dos Livros III
A terceira parte dedica-se ao trabalho desenvolvido pelas Bibliotecas na Promoção da Leitura.
Os pais mais interessados ainda estranham alguns temas que vêem abordados em certos álbuns, e questionam se o assunto se adequa aos mais novos. Outros conseguem ultrapassar a barreira da mediação e ajuizar afectivamente os livros, na sua perspectiva de adultos. É certo que a sensibilização dos pais é um duro caminho que é urgente trilhar, apesar das fracas assistências, e da indiferença da maioria dos pais (homens). A Biblioteca Municipal de Beja, assim como a de Odivelas, têm desenvolvido projectos de continuidade com pais, que podem ser consultados e adaptados. Não se podem realizar acções pontuais, devem criar-se laços, permitir-lhes que tragam dúvidas e experiências para um ambiente de partilha íntimo.
Nos últimos três anos as Bibliotecas Municipais têm vindo a apostar mais fortemente na formação dos pais mediadores, quer através de actividades exclusivamente dedicadas a eles, quer através de acções conjuntas com os seus filhos, desde a mais tenra idade.
As horas do conto para pais e filhos são disso um exemplo. Muitas vezes levadas a cabo pela equipa de animação da Biblioteca, estas sessões permitem que os pais observem os contadores, bem como os diferentes comportamentos das crianças na assistência. Conhecem novos livros e partilham com os filhos um momento afectivo e social em torno da leitura.
A generalização das Horas do Conto tem sido benéfica para toda a comunidade, mas actualmente a actividade corre um certo perigo. Como já se realiza nas Bibliotecas Escolares, alguns professores, educadores e pais consideram que a Biblioteca Municipal não se deve dedicar a contar histórias às crianças. O drama da novidade ainda paira como uma nuvem sobre as mentes, deturpando intenções e inviabilizando resultados. As Bibliotecas, sejam elas municipais ou escolares, não podem ceder à tentação da constante inovação. O acto de contar e ouvir deve acompanhar a criança no seu crescimento. Para além disso, o facto de participarem nas Horas do Conto na escola não lhes retira o prazer de ouvir histórias na Biblioteca Municipal, de criar laços com as pessoas de lá, de se familiarizar com o espaço. Tendo conseguido chegar até aqui, não podemos regredir pela ânsia de surpreender o outro.
Na promoção da leitura é necessário um plano delineado com objectivos muito concretos, sem nunca esquecer que o leitor tem de se sentir bem na biblioteca e para isso têm de se estabelecer relações de proximidade com a equipa. As pessoas que fazem o atendimento, seja às crianças, adolescentes ou adultos, têm de gostar de ler e gostar de pessoas. Esse é o primeiro passo, e o mais importante. E consegue-se sem verbas, mal de que se queixa a grande maioria das autarquias, para não falar das escolas.
Publicada por Andreia em 16:49 0 comentários
Três anos de Bicho dos Livros II
Na segunda parte deste balanço, recuperamos alguns momentos que têm marcado o panorama da edição do livro infantil.
Ao longo dos últimos três anos questionámo-nos diversas vezes sobre a validade dos nossos projectos, principalmente quando visitávamos espaços cuja dinâmica funcionava em sincronia com as ideias, e em que as pessoas dominavam os recursos necessários para as levar à prática. Houve por isso alturas em que pensámos que já não se justificava o nosso trabalho. Hoje pensamos o contrário. Não por termos concluído que os mediadores estão a regredir na sua qualidade, muito pelo contrário. Precisamente porque o esforço se tem acentuado e todos, especialmente os professores interessados, têm demonstrado capacidade para formar leitores, é fundamental que todos permaneçamos, para trocar experiências e para sentir a evolução que acreditamos estar em marcha.
Há três anos notávamos um maior desconhecimento por parte dos mediadores acerca do livro infantil. Hoje já é raro encontrar um educador ou professor que não conheça a Kalandraka.
As Feiras do Livro multiplicaram-se quer pelas Bibliotecas Municipais, quer pelas escolas. O mercado do livro infantil tornou-se apetecível porque vende. De tal forma que é muitas vezes o livro infantil que leva os adultos a comprarem um livro para si, depois de entrarem na livraria com as crianças. É certo que a imagem do livro infantil tem vindo a mudar, na última década, mas nos últimos anos Portugal aproximou-se do mundo, editando clássicos que nunca tinham chegado aos leitores portugueses. O crescente prestígio dos ilustradores nacionais projectou o livro infantil e chamou a atenção de editores, livreiros e do público adulto em geral.
A exposição Ilustrações.pt, que esteve patente na Feira do Livro Infantil de Bolonha no ano passado, seguindo depois para Paris, Léon e Londres tem conferido visibilidade aos 13 ilustradores que integram o grupo e tem estimulado o interesse internacional não só pelo seu trabalho mas igualmente pela edição portuguesa de álbuns ilustrados.
Por cá, ganhou peso a editora Planeta Tangerina, que tem vindo a afirmar-se como uma chancela inovadora e de inquestionável qualidade gráfica, com textos literários que rasgam e questionam as fronteiras daquilo que se costuma designar como livro infantil.
Nasceu a Bruaá, incontornável apesar da sua curta vida, pelos três preciosos álbuns que traduziu e editou, permitindo aos portugueses aceder a livros mais arrojados e menos convencionais.
A Antígona já conta com dois álbuns na sua chancela Orfeu Negro e a Tinta-da-China continuou a apostar em clássicos universais, também apropriados pela literatura infanto-juvenil.
As editoras de referência começaram a editar livros fundamentais para a história da literatura e da leitura, levando ao questionamento da catalogação por idades e reforçando as dúvidas acerca do conceito de literatura infantil e juvenil. Por outro lado, aconteceu nesta área o mesmo que se verificou na edição em geral, com a produção em série de fórmulas de qualidade duvidosa, desde álbuns que reproduzem fotogramas das séries animadas até textos redundantes e simplificados. O mesmo se passa com as sagas muito apreciadas por adolescentes, que envolvem mistério, fantasia, terror e amor.
Assistimos à concentração do mercado, com a Caminho, Asa, D. Quixote e Texto (todas com catálogo infantil) sob o domínio do Grupo Leya. Até agora, diga-se em abono da verdade, a Caminho continua a editar bem, mantendo os padrões de qualidade na compra de direitos e na selecção de alguns livros menos óbvios.
As mudanças radicais no sector do livro e as mentalidades reinantes ergueram e derrubaram a monumental Byblos. Em resposta, surgiram novas pequenas livrarias, acolhedoras e com programação, cujas secções do livro infantil têm a relevância que merecem, com direito a montras partilhadas e edições com mais de seis meses.
Abriu no início do ano lectivo um curso de Pós-Graduação em Livro Infantil, na Universidade Católica, com módulos que abrangem várias áreas de estudo e trabalho (história, texto, ilustração, edição, mediação, selecção).
Ainda faltará para assistirmos a uma emancipação da hibridez do juvenil, mas no que respeita ao infantil, estamos a vivê-la a cada dia. Começa a ficar para trás o preconceito de inferioridade da escrita para crianças, ou a associação entre a leitura e a pedagogia ou a moral.
Publicada por Andreia em 14:48 0 comentários
Quinta-feira, Abril 23, 2009
Três anos de Bicho dos Livros I
Em quatro partes, traçamos o balanço destes três anos de actividade. A primeira parte destaca alguns acontecimentos relevantes na área da Promoção da Leitura.
Completam-se hoje três anos de actividade do Bicho dos Livros. A ideia surgiu a reboque de um blogue que tínhamos criado para um projecto de comunidades de jovens leitores, na Amadora. Percebemos que alguns textos não fariam sentido no Quem disse que não gostamos de ler? e decidimos criar o nosso ‘Bicho’. O nome tem uma origem familiar e a sugestão foi imediatamente aceite. Nos últimos três anos as nossas actividades de Promoção do Livro e da Leitura foram sendo descritas aqui, testemunho das boas e más estratégias, resultados de sucesso e insucessos. O Bicho é hoje a nossa memória profissional e o reflexo de tudo o que se foi alterando. Passados três anos é mais claro qual o nosso público preferencial. Estamos conscientes do que fazemos melhor e daquilo que fazemos menos bem. Gostamos de comunicar, de estar perto dos pais ou dos professores que partilham angústias e experiências. Gostamos de adolescentes, da sua visão sempre renovada do mundo. As crianças retribuem no imediato, são por isso o público mais transparente. Acreditamos que o livro e a leitura se tornarão parte da vida de muitos, hoje crianças, amanhã adultos. Esperamos que os não leitores aceitem o livro na vida dos filhos. Desejamos que a formação mediadora se sustente em métodos, ideias e práticas convictas, e não apenas movida por uma tendência imediatista ou uma moda.
Nos últimos três anos nasceu o Plano Nacional de Leitura, com a sua projecção mediática, as listas de livros recomendados e a adesão progressiva das escolas à Semana da Leitura. Nasceu também o portal Casa da Leitura, com a colaboração de investigadores em literatura infantil, informações acerca de práticas de promoção da leitura, informação sobre autores, bibliografia nacional e internacional. O 1º Congresso foi um marco decisivo, no qual muitos bibliotecários marcaram presença.
Regressou a Malasartes, única revista portuguesa especializada em literatura infantil, depois de ter sido adquirida pela Porto Editora. Regressou a Ler, com algumas páginas dedicadas à crítica de livros infantis.
A Bichinho de Conto abriu as portas em Óbidos e é neste momento a única livraria exclusivamente infantil, com horas do conto, ateliers de expressão plástica, lançamentos, exposições e encontros com autores. Mas mais importante, na Bichinho de Conto os livreiros são editores e promotores da leitura, estando disponíveis para conselhos personalizados. Fechou, por seu turno, a livraria Pequeno Herói, e perdeu-se mais um espaço dedicado à infância, com livros e actividades de qualidade.
O Bibliomóvel de Nuno Marçal, bibliotecário de Proença-a-Nova, começou a percorrer estoicamente as freguesias rurais do Concelho, constituindo um serviço sócio-cultural de excelência. O reconhecimento é merecido e do lado de lá da fronteira já houve quem o distinguisse.
Proliferam bons projectos pela Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, assim como pelos agrupamentos escolares. Estar no terreno tem essa vantagem, sentimos o entusiasmo, temos acesso aos projectos contados pela boca de quem os realiza, constatamos as dificuldades do dia-a-dia.
Publicada por Andreia em 23:04 7 comentários
Edição e Educação
No ano de 2009, as comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor têm como tema proposto pela Unesco a relação entre edição e educação, com destaque para a importância da leitura na sensibilização para os Direitos Humanos. A mensagem do Director Geral da Unesco, Koichiro Matsuura, pode ser lida no site da organização.
Publicada por Andreia em 03:41 1 comentários
Dia Mundial do Livro nas Livrarias
Para quem vive na área metropolitana de Lisboa, as notícias são boas. A Ler Devagar reabre num novo espaço, na Lx Factory, em Alcântara. Para além do espaço e da programação, há 100.000 livros a preços muito convidativos! (via Ler). Na livraria da Assírio e Alvim, os livros editados há mais de 18 meses têm 50% de desconto! E é certo que na Assírio todos são longsellers...
Na Arquivo, em Leiria, também há uma oferta, na compra de um livro da selecção arquivo. Já na Livraria Leitura, no Porto, todos os livros têm um desconto de 10%.
Por todo o país, as FNAC têm promoções interessantes e as Bertrand convidam os mais novos a aprender mais sobre o ofício de livreiro, com direito a certificado e tudo!
Haverá muito mais, por isso vale a pena sair de casa e cumprir a tradição: trocar uma rosa por um livro!
Publicada por Andreia em 02:35 0 comentários
Etiquetas: Livrarias
Piqueniques dos livros
São da responsabilidade da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa e levarão as crianças, integradas nos seus grupos escolares, a ouvir histórias e a realizar ateliers de expressão plástica e dramática nos jardins que envolvem algumas das Bibliotecas da capital. A hora do conto chama-se Piquenique dos Livros: Ler é saudável! Para conferir aqui e aqui.
Publicada por Andreia em 02:20 0 comentários
Etiquetas: ateliers, bibliotecas
Quarta-feira, Abril 22, 2009
Se eu fosse poeta... em Odivelas
Há leituras encenadas na Biblioteca Municipal D. Dinis, no próximo dia 23 de Abril, ás 21h. Todos podem ouvir poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga, David Mourão Ferreira, Natália Correia, Eugénio de Andrade, José Régio, Manuel Alegre, Vitorino Nemésio ou Luís de Camões.
As turmas das escolas secundárias do concelho também têm podido assistir ao espectáculo, entre ontem e amanhã, sempre às 15h.
Mais informações no site da Biblioteca.
Publicada por Andreia em 03:43 0 comentários
Etiquetas: Poesia
Biblioteca Digital Mundial
A Biblioteca Digital Mundial -http://www.wdl.org/pt/- já está disponível, contando com inúmeros documentos de inestimável valor histórico e geográfico. Criada por iniciativa do director da Biblioteca do Congresso Americano, James H. Billington, este projecto universal conta com o apoio da UNESCO e a participação de diversas bibliotecas por todo o mundo, tal como noticia o Jornal Público.
Publicada por Andreia em 02:23 0 comentários
Etiquetas: bibliotecas
Segunda-feira, Abril 20, 2009
Comemorações do Dia Mundial do Livro
Durante a semana que hoje teve início proliferam iniciativas relacionadas com as comemorações do Dia Mundial do Livro. O Bicho dos Livros vai dar conta de algumas, nos próximos dias.
Para começar, decorre em Londres, até dia 22, a Feira Internacional do Livro de Londres. Pela primeira vez, a DGLB participa no evento, numa iniciativa conjunta com a Fundação Calouste Gulbenkian, tal como se pode ler aqui.
As conferências são diversas, tendo em conta o mercado editorial, a promoção e marketing do livro, a realidade do país convidado (a Índia) ou os livros para crianças e adolescentes. Nesta área, duas das conferências dedicam a sua atenção sobre os adolescentes: o que gostam de ler, quem escreve para eles? Quem quiser dar uma espreitadela ao programa completo, faça favor de entrar.
Publicada por Andreia em 23:19 0 comentários
Etiquetas: Feira do Livro
O sucesso dos livros sem texto em Cascais
A última sessão na BIJ foi muito concorrida. Para além dos pais, também os filhos marcaram presença, aproveitando o espaço para brincarem e desenharem enquanto os mais velhos se dedicavam a conhecer livros sem texto e livros de poesia.
Antes de começarmos a apresentar os álbuns, alguns pais manifestaram a sua preocupação com o desinteresse e pouca concentração das crianças.
Tentámos sugerir algumas estratégias relacionadas com a escolha e exploração dos livros, contornando a tradicional leitura e propondo a identificação de elementos visuais, ou a criação conjunta de novas histórias a partir de indícios dados pelas imagens.
A relevância dos livros sem texto prende-se com a autonomia das crianças na sua apropriação, já que não necessitam aqui da mediação do adulto para identificarem as imagens. Para além disso, com ou sem o adulto, começam a desenvolver a competência de literacia visual, cada vez mais necessária. Finalmente, o apelo da imagem pode ser uma porta para o entusiasmo pelo livro, chegando depois ao texto narrativo.
Quando começámos a apresentar os álbuns as crianças foram progressivamente levantando as cabeças das folhas ou dos jogos, e timidamente respondiam aos nossos desafios. Convidámo-las a sentar-se mais perto, e foram chegando. No final, mesmo as que preocupavam os pais participaram activamente, pedindo que lhes lêssemos mais livros.
A poesia ficará para dia 9 de Maio, está prometido.
Publicada por Andreia em 00:57 0 comentários
Etiquetas: Livros, Pais e filhos, Promoção da Leitura
Sexta-feira, Abril 17, 2009
O melhor livro para o meu filho regressa amanhã a Cascais
Estaremos de volta à Biblioteca Infanto-Juvenil de Cascais, no Parque Marechal Carmona, amanhã, para duas novas sessões d'O Melhor Livro para o Meu Filho. Desta vez, apresentaremos livros sem texto e livros de poesia, entre conversas informais.
De manhã, será pelas 11h até às 12h30 e de tarde entre as 15h e as 16h30, para adultos interessados em literatura infantil, e não só.








Publicada por Andreia em 16:45 0 comentários
Etiquetas: ilustração, Livros, Pais e filhos, Poesia
Comunidade em Torres Vedras - progressos
A 3ª sessão da Comunidade em Torres Vedras já tem blogue. Chama-se Letra a Letra e aloja os textos que cada um dos participantes produziu nas primeiras sessões. Calendarizámos uma escala, de forma a que o blogue seja actualizado diariamente. Até agora, tudo corre pelo melhor.
Quanto a livros: a leitura de Escrito na Parede (Ana Saldanha, Caminho) ficou a meio para a grande maioria, só o António e a Andreia acabaram o livro. A opinião é no entanto consensual: a narrativa confunde o leitor, que não percebe o que se passa, nem quando.
Para lançar a segunda obra - A Biblioteca Mágica (Jostein Gaarder, Presença) - propus o jogo da palavra proibida: a cada um foi entregue um papelinho com uma palavra que deveria ser descrita para que o grupo adivinhasse qual era. De modo a dificultar a descrição, no papel constavam mais três palavras que não podiam ser referidas. Depois de terem desvendado as 13 palavras, tentaram imaginar que tipo de história os esperava. Aguardemos por confirmações e surpresas.
Publicada por Andreia em 00:01 0 comentários
Etiquetas: Comunidade de Leitores
Quinta-feira, Abril 16, 2009
Comunidade no Sobral - uma actividade bem sucedida
Na sessão da semana passada só aconteceram coisas boas na Comunidade do Sobral. Apareceram dois intrusos que habitualmente não podem ir por causa do horário e foram muito bem vindos. Participaram e um deles até disse que gostava de voltar, se pudesse. Talvez para o ano...
As leituras continuam intermitentes, é o que se espera. A Mariana e a Ana são as únicas que têm lido todos os livros até ao fim. O Leonardo também, mas na semana passada não foi, por isso não sei o que achou do livro que tinha escolhido na sessão anterior.
O desafio desta sessão foi outro: como os quatro livros propostos já tinham sido distribuidos, todos escolheram livros novos, mas não para si. Comecei por escrever os nomes de todos os presentes em papelinhos. A cada um coube em sorte outro colega. A seguir fez-se o registo das características da pessoa sorteada. Todos leram em voz alta a descrição do outro, entre risotas e elogios. Finalmente, subimos todos juntos à secção juvenil e cada um escolheu um livro para o seu par, de acordo com as características que lhe atribuiu. Ficámos bastante tempo lá em cima, e todos partilhavam sugestões e dúvidas: «Achas que vais gostar disso?»; «Eu prefiro BD.»; «Para ele escolho Uma Aventura porque na sessão passada ele disse que era o seu livro preferido.»; «Onde é que há livros sobre dragões?» A quantidade de livros que saltaram das prateleiras e as descobertas que o grupo acabou por fazer resultou em mais uma ou outra requisição, a juntar ao livro sugerido pelo parceiro.
Vamos ver o resultado na próxima semana. Será que as escolhas sempre corresponderam aos leitores?
Publicada por Andreia em 02:13 0 comentários
Etiquetas: Comunidade de Leitores
Segunda-feira, Abril 13, 2009
Novidade da Assirinha
A produção de textos dramáticos para a infância não abunda em Portugal. Por isso, é uma excelente notícia saber que a Assírio e Alvim vai lançar, a partir do dia 23 de Abril (Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor), a História do Sábio fechado na sua Biblioteca, de Manuel António Pina. As ilustrações são de Ilda David e a edição é encadernada, como aliás acontece sempre com os álbuns da colecção infantil/ juvenil da editora.
«A narrativa dramática História do sábio fechado na sua biblioteca foi originalmente
escrita para o Pé de Vento, no 30.º aniversário da Companhia, e estreado no Teatro da Vilarinha, no Porto, em Junho de 2008, com encenação de João Luiz.
"Às vezes apetecia ao Sábio não saber qualquer coisa, poder perguntar a alguém qualquer coisa que não soubesse. Por exemplo, poder perguntar as horas; ou “Que dia é hoje?”; ou “Tem passado bem?” a alguém. Mas vivia fechado na sua Biblioteca e não tinha ninguém a quem perguntar nada. E, mesmo se tivesse, mal acabava de pensar numa pergunta, já sabia a resposta antes que lhe respondessem."»
Da apresentação à imprensa, pela editora.
Publicada por Andreia em 17:06 0 comentários
Domingo, Abril 12, 2009
Concurso Bibliofilmes na recta final: participar e votar
O prazo para envio de vídeos para o Concurso Bibliofilmes acaba já na próxima 4ª feira. Recomenda-se que os interessados se apressem e coloquem os seus filmes no Youtube, reenviando para a organização do concurso o respectivo link. Este ano há diversas categorias temáticas a concurso... Ainda há tempo, mas pouco.
Para o início do 3º período, sugerimos ainda, para quem não possa ou não tenha condições para realizar um pequeno filme com os seus alunos, que lhes proponha o visionamento de trailers de Livros que vão a concurso e posterior votação. É uma forma de mostrar aos alunos uma sinopse animada de diversas obras, e de promover um debate de acordo com alguns critérios sugeridos pela própria organização do concurso. Se o professor conhecer algum dos livros, poderá aproveitar para partilhar com os alunos a sua experiência de leitura.
Publicada por Andreia em 22:43 1 comentários
Etiquetas: Promoção da Leitura
Sexta-feira, Abril 10, 2009
Em visita à Livraria Histórias com Bicho
Na Histórias com Bicho avista-se o Castelo de Óbidos pelos vidros traseiros que unem as arcadas da antiga escola primária. Lá dentro, para além das meninas rosadas que povoam o mobiliário, e nas quais reconhecemos o traço da Mafalda Milhões, há livros de diversas editoras, das maiores às mais pequenas, portuguesas e algumas estrangeiras. A OQO está muito bem representada, assim como a Planeta Tangerina e a Bruaá. Civilização, Horizonte, Terramar, Campo das Letras, Caminho também constam nas prateleiras. Pude aproveitar para fazer uma primeira leitura do álbum da Orfeu Negro, O incrível rapaz que comia livros, de Oliver Jeffers, que é mais bonito ao vivo. O texto alimenta a ambiguidade do sentido figurado até quase ao final, elegendo os efeitos positivos durante grande parte da narrativa. Não tive tempo para mais, mas gostava de poder lê-lo melhor, especialmente o texto visual que precisa de um olhar mais demorado. Chamou-me igualmente a atenção um álbum da Horizonte, Quero uma mamã-robot, cujo texto é da responsabilidade de Davide Cali (o autor do texto de Eu espero, Bruaá). Desta vez, a ilustração cabe a Anna Laura Cantone, que também faz dupla com o autor em Um papá à medida (Âmbar).
Depois, foi a própria Elsa quem nos fez uma visita guiada por outras estantes. Bruno Munari, Enzo Mari, e Katsumi Komagata mereceram destaque. No próximo mês haverá novidades fresquinhas, que raramente temos oportunidade de ver em Portugal.
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Quinta-feira, Abril 09, 2009
Nova Malasartes e os clássicos...
O número 17 da Malasartes já saiu. Géneros e temas emergentes na Literatura para crianças em Portugal é o centro congregador deste número, como se explica em A inocência recompensada. Há, para além das recensões, um estudo de Sara Reis da Silva sobre a formação literária dos mediadores de leitura, o que devem conhecer e de que forma se pode estruturar uma disciplina de literatura para a infância para atingir os objectivos de formar literariamente aqueles que têm como responsabilidade familiarizar os mais pequenos com a génese universal deste subgénero (se a literatura para a infância é ou não um subgénero é uma outra reflexão). Após a sua leitura questiono-me se o facto dos mais novos apreenderem os contos de Andersen, Grimm e Perrault, assim como os contos de tradição oral portuguesa, não será o primeiro passo para aceitarem os clássicos juvenis e a boa literatura universal. Muito se tem discutido sobre a presença ou ausência dos clássicos da literatura portuguesa nos programas de língua ou literatura no ensino básico e secundário. Mas até agora pouco se tem falado na primeira infância e no 1º ciclo. É possível que a falha comece aí, já que os bons leitores conseguem ler Eça de Queirós, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco ou Fernando Pessoa, mesmo que não gostem. E há que distinguir a competência do gosto. É uma questão de bom senso.
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Terça-feira, Abril 07, 2009
O que nos vai trazer o Farol dos Sonhos

Sobre o Farol dos Sonhos houve novidades na apresentação do evento por um dos seus mentores e organizadores, André Letria. O Farol abriu já as portas com esta exposição, e conta ter uma nova a cada trimestre, sempre no espaço polivalente da Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana. As conferências serão entre 23 e 27 de Setembro e contarão com a presença de Isidro Ferrer e do editor da editora catalã MediaVaca, Vicente Ferrer. A colaboração com as escolas far-se-á a partir da masconte do Farol, a Ondina, e espera-se contar com uma exposição resultante dos seus trabalhos. Haverá um catálogo dos encontros, bem como das exposições, inclusive das crianças. Se tudo correr dentro do esperado, ainda podemos contar com mais uma exposição no último trimestre do ano de 2009.Boas notícias!
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Etiquetas: ilustração
Planeta no Farol

Ver as serigrafias do Bernardo Carvalho e da Madalena Matoso foi um desafio. Primeiro ficámos surpreendidos por encontrarmos outras ilustrações, que não estão nos respectivos álbuns.
Depois reparámos que as botas são um elemento presente em mais do que um dos seus livros.
A Isabel comentou que alguém já lhes tinha dito o mesmo em relação aos cães.
Finalmente, a dúvida acerca da técnica usada em cada um dos originais, antes das serigrafias. 
É certo que a presença dos habitantes do Planeta ajudaram a desvendar estes mistérios, o que tornou a inauguração ainda mais produtiva, para nós.
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Etiquetas: ilustração
Segunda-feira, Abril 06, 2009
II Prémio Internacional Compostela para álbuns ilustrados
«O MEXICANO FELIPE UGALDE VENCE O II PRÉMIO COM UM ÁLBUM DE GRANDE RIQUEZA ESTÉTICA, LITERÁRIA E TÉCNICA
O italiano Tommaso Nava foi finalista e a argentina Cecilia Afonso recebeu a menção honrosa.
O ilustrador mexicano Felipe Ugalde foi proclamado vencedor da segunda edição do Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados com uma obra em que o júri destacou a sua grande riqueza estética, literária, e o seu domínio da técnica. Por este projecto, apresentado sob o lema “Sueños de grandeza” (“Sonhos de grandeza”), o autor receberá 12 000 euros e o livro será publicado no final do ano nas cinco línguas peninsulares.
Ao II Prémio Internacional Compostela, atribuído pelo Departamento de Educação da Câmara Municipal de Santiago e pela KALANDRAKA, concorreram 280 trabalhos de 22 países: 182 provenientes de Espanha, 19 da Argentina, 18 de Portugal, 13 de Itália, e em menor número do México, Brasil, França, Alemanha, Chile, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Israel, Líbano, Polónia, Reino Unido, Suíça, Turquia, Uruguai e Venezuela.
O júri era constituído pela editora Esther Tusquets; pelo artista galego Xosé Cobas; pelo ilustrador português Luís Mendonça; pela professora e especialista em Literatura Infantil, Manuela Rodríguez; pela vereadora da Educação da Câmara Municipal de Santiago, Guadalupe Rodríguez; pelo chefe do departamento de Educação da Câmara Municipal de Santiago, Xosé Manuel Rodríguez-Abella; e por Beatriz Varela na qualidade de secretária do comité.»
(Da nota de imprensa. Mais informações no blog da Kalandraka)
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Etiquetas: ilustração
Domingo, Abril 05, 2009
Aproveitar os últimos dias
A Festa do Livro Infantil está a chegar ao fim. Ontem fizemos as últimas comprinhas. Como sempre, a escolha não foi fácil, mas apostámos em dois álbuns da Kalandraka, cuja presença nas livrarias tem sido bastante irregular, e no último da Bruaá, enquanto esperamos por novidades...
A maior casa do mundo, Leo Lionni, Kalandraka
Leo Lionni oferece novamente aos leitores uma fábula, desta feita com caracóis. Uma história dentro de outra como recurso de validação da moral. O pequeno caracol escuta atentamente o pai e percebe que não vale a pena desejar ter a maior casa do mundo e sim uma que se ajuste às suas necessidades. A simplicidade narrativa de Lionni pode não deslumbrar, numa primeira leitura, aqueles que ficam fascinados por outras opções textuais, mas é nesta simplicidade que se alicerçam pormenores que enriquecem e estruturam a obra como um todo harmonioso e coerente. Não fosse ele um clássico contemporâneo - designação que encontramos na página da editora. E depois há os olhinhos meigos e expressivos do caracol, iguaizinhos aos do rato Frederico...
Orelhas de borboleta, Luisa Aguilar, André Neves, Kalandraka
Mara é uma menina descriminada pelos colegas. Ou talvez nem tanto, aos olhos das crianças, que são bastante menos conceptuais do que os nossos. Seja como for, ela é daquelas crianças alvo de todos os comentários jocosos. As orelhas, o cabelo, o vestido, os sapatos, os livros... tudo é posto em causa e para tudo a menina tem uma resposta desconcertante. As palavras da mãe, no início da narrativa, e o final inesperado dão ao álbum a magia da surpresa que também nos encanta. No subtexto está uma mensagem de autoconfiança que é a protecção do ninho, em conta certa, que oferece. O contexto pictórico das páginas remete para um ambiente onírico que fortalece a singularidade da protagonista.
A grande questão, Wolf Erlbruch, Bruaá
E, como ainda não tínhamos tido oportunidade, comprámos igualmente A Grande Questão, da Bruaá, indispensável para continuarmos a seguir atentamente o percurso da editora. A questão, descobrimo-la através das respostas, porque nunca é colocada. As respostas, por sua vez, denunciam a visão do mundo de quem as dá, ajudando a desvendar o mistério e chamando a atenção para um infinito de possibilidades de resposta.
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Quinta-feira, Abril 02, 2009
Contos de Pijama e A História de Zeca Garro para comemorar o 2 de Abril
Na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, as crianças entre os 10 e os 12 anos estão convidadas a dormir na Biblioteca. Será amanhã, e a noite conta com diversas actividades, entre oficinas de escrita, teatro de fantoches, e um conto mesmo antes de dormir. Os Contos em Pijama iniciam o ciclo Abril Livros Mil que começa hoje e se prolongam até dia 23, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
No Faial, mais concretamente no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos decorre uma Feira do Livro Infantil, da máxima importância, dada a falta de livrarias na Ilha. Para além da Feira, o Centro acolhe, a partir de hoje, a exposição «A História do Conto - como nasce um livro» a partir do conto A História de Zeca Garro (Filipe Lopes e Carla Goulart Silva), editado pelo Grupo Contador de Histórias, que pretende mostrar o processo de criação do livro.
(O Cartaz é este ano da responsabilidade de Cristina Valadas, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração 2008.)
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Dia Internacional do Livro Infantil
Mensagem IBBY (International Board on Books for Young People), divulgada em Portugal pela APLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil)
Eu sou o mundo
Eu sou o mundo e o mundo sou eu,
porque, com o meu livro,
posso ser tudo o que quiser.
Palavras e imagens, verso e prosa
levam-me a lugares a um tempo próximos e distantes.
Na terra dos sultões e do ouro,
há mil histórias a descobrir.
Tapetes voadores, lâmpadas mágicas,
génios, vampiros e Sindbades
contam os seus segredos a Xerazade.
Com cada palavra de cada página
viajo pelo tempo e pelo espaço
e, nas asas da fantasia,
o meu espírito atravessa terra e mar.
Quanto mais leio mais compreendo
que com o meu livro
estarei sempre
na melhor das companhias.
Hani D. El-Masri *
Tradução: José António Gomes
Hani D. El-Masri *
Ilustrador e profissional de cinema, nascido no Cairo, Egipto, em 1951, Hani El-Masri foi educado pelos Jesuítas, tendo mais tarde ingressado no Colégio de Belas Artes do Cairo. Emigrou para os Estados Unidos aos trinta e cinco anos. Ali, entrou para a Walt Disney Imagineering, em 1990, onde trabalhou como desenhador conceptual durante cinco anos. Na Imagineering, participou em projectos como o Disneyland’s ToonTown, o Disneyland’s Critter Country de Tóquio, o Museu Infantil de Baltimore, e o Arabian Coast do recentemente inaugurado Tokyo Disney Seas. Em 1995, Hani trabalhou como artista de desenvolvimento visual de projectos na película de animação O Príncipe do Egipto, assim como em A Estrada para El Dorado e Spirit: o corcel indomável. Mais tarde, trabalhou na película Osmosis Jones. Regressado ao Egipto, dedica-se, desde 2005, à realização da sua própria versão para crianças de As mil e uma noites, em forma de livro. Foi premiado como melhor ilustrador pela saga de Xerazade no prémio Suzanne Mubarak, outorgado pelo Egyptian Board on Books for Young People (EBBY).
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Quarta-feira, Abril 01, 2009
O regresso do Farol de Sonhos - dois em um
A segunda edição do Farol de Sonhos está de regresso a Cascais. Mas enquanto não chega o mês de Setembro, inauguram amanhã duas exposições da equipa da Planeta Tangerina. Serigrafias inéditas dos livros Um Dia na Praia e O Meu Vizinho é um Cão, de Bernardo Carvalho e Madalena Matoso (respectivamente), estarão à distância de um olhar na Biblioteca de São Domingos de Rana, a partir das 18.30 Horas. E após a inauguração serão desvendadas algumas pistas sobre o que se vai passar entre os dias 23 e 27 de Setembro, na segunda edição do Farol.
Publicada por Sérgio em 23:39 0 comentários
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