Imersa em portfólios e planos de unidade, não tenho conseguido dedicar-me a outro tópico que não o da avaliação das formandas da oficina de formação que terminou na semana passada em Benavente. Constatei, através das suas reflexões críticas, que um dos aspectos que consideraram relevante foi o contacto com livros infantis e juvenis. Uma das suas principais preocupações prende-se com a motivação dos alunos para a leitura, mas reconhecem que muitas vezes não conseguem aceder aos livros, por diversas razões. É um facto que não é fácil procurar o livro certo para o aluno x, numa imensidão de ofertas que se acumulam e sobrepõem ciclicamente nas grandes superfícies e livrarias, a uma velocidade impossível de acompanhar.
Por uma deficiente formação académica, falta de tempo, difícil acesso a livrarias qualificadas, ou deformação profissional, os professores denotam fragilidades ao nível da análise crítica de um texto literário. Sem as ferramentas que o permitam, dificilmente formarão o seu próprio gosto, inviabilizando uma mediação mais eficaz.
O primeiro passo para combater esta situação está a ser dado pelos próprios, que se consciencializam cada vez mais desta fragilidade, procurando debelá-la. Cabe agora aos formadores dar uma resposta adequada.
Terça-feira, Julho 14, 2009
Ajudar os professores a ler
Publicada por Andreia em 00:10
Etiquetas: leitura, Professores
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