Decorre hoje o Fórum Rede de Bibliotecas Escolares, onde se discutem as valências e os progressos das Bibliotecas Escolares. Com uma duração de 13 anos, a Rede apresenta resultados muito positivos, tendo equipado a totalidade das EB 2/3 com bibliotecas. Onde ainda haverá mais trabalho a fazer é no 1º ciclo, onde se calcula que apenas 40% das escolas usufruam deste equipamento. Os dados resultam do estudo Avaliação do Programa da Rede Bibliotecas Escolares liderado pelo Prof. Dr. Firmino da Costa, do ISCTE. A notícia pode ser lida com mais detalhe no Jornal Público e no Jornal de Notícias.
Outra notícia avançada pelo site da RBE no dia 22 de Junho dá conta da oficialização da condição de professor bibliotecário que, segundo o mesmo site, passará a dedicar-se em exclusivo à Biblioteca Escolar.
A importância de equipamentos modernos e em diferentes suportes assim como a formação de professores na área das Bibliotecas são dois factores essenciais ao funcionamento quotidiano de um espaço que se deseja catalisador de informação, literacia, curiosidade e sociabilização. Hoje em dia os catálogos contam com edições actuais, e integram alguns livros de sucesso garantido (como a colecção Harry Potter, Philip Pulman ou Stephenie Meyer). O Plano Nacional de Leitura permitiu igualmente dar um novo fôlego à aquisição de obras. Falta agora disponibilizar aos professores e auxiliares as devidas formações, dentro do seu horário de trabalho e sem custos. Falta igualmente motivar alguns agrupamentos escolares e Bibliotecas Municipais para que alarguem as suas relações para além da catalogação das obras e instalação de equipamentos e programas informáticos.
A ideia de rede não funciona da mesma forma em todos os concelhos. Na página da RBE são vários os exemplos de autarquias que assinaram protocolos e apresentaram os seus portais e catálogos colectivos.
Contudo, ainda há casos de incompatibilidade e até competição entre Bibliotecas Municipais e Bibliotecas Escolares. Acontece eventualmente que dentro da Biblioteca Municipal o responsável pela rede de Bibliotecas Escolares trabalhe de costas voltadas para a equipa que gere os espaços da Biblioteca Municipal. Acontece também que se associe a diminuição de empréstimos na Biblioteca Municipal por crianças e adolescentes à implantação das Bibliotecas Escolares. Inversamente, há Bibliotecas Escolares que se vêem como prolongamento pedagógico e dificilmente aderem a actividades mais lúdicas ou transversais. Apesar de o panorama ser encorajador, há que limar arestas que são iminentemente políticas: as estatísticas das Bibliotecas Municipais são muitas vezes o único objecto de análise por parte de vereações e chefias de departamento, com vista a avaliarem a competência dos serviços.
Uma das prioridades anunciadas pela direcção da RBE é o desenvolvimento da REDE, que permitirá o empréstimo entre bibliotecas e a partilha de fundos. A optimização de recursos é óbvia, assim como a aproximação ao público. Seria igualmente excepcional se o mesmo se verificasse a nível interconcelhio e assim se pudessem realizar comunidades de leitores que aguardam por verbas inextistentes para a aquisição de, por exemplo 10 exemplares de 6 livros para que dez pessoas se possam reunir durante seis meses conversando sobre leitura.
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Bibliotecas e Bibliotecas Escolares em rede
Publicada por Andreia em 17:35
Etiquetas: bibliotecas, Bibliotecas escolares
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